domingo, 11 de janeiro de 2009

Sobre morcergos e borboletas

Outro dia, tive uma lição valiosa sobre a "realidade", ou, como vulgarmente se costuma chamar, "a vida como ela é". A discussão, já bem batida, teve um diferencial (para usar um dos termos do meu opositor) interessante: foi a primeira vez que encontrei um defensor apaixonado do sistema capitalista. Sua paixão por toda a insanidade da "gestão corporativa", se justifica em grande medida por sua profissão. A lógica dos argumentos chega até a fascinar, pela lógica em si, como se falássemos em estratégias do jogo War. É o "mundo real", ele dizia. O mundo em que, como descreveu Maquiavel, os fins justificam os meios. E completou a discussão com uma analogia didática: no mundo, existem dois tipos de pessoas: as borboletas e os morcegos. Fora a tentativa de simplificar de tal maneira a vida, a divisão entre presa e predador sintetiza bem a visão competitiva e altamente agressiva defendida e valorizada por um sistema que não tem nada de bonito (para não dizer justo...).
Mas a grande lição da discussão foi o contato com uma perspectiva totalmente inusitada e contrária à minha, o que mostra que, para além de borboletas e morcegos, a vida pode ser bem mais interessante pela infinita pluralidade que apresenta.

2 comentários:

Vinícius Patrão disse...

Mesmo com as defesas mais competentes, ainda assim não conseguimos nos convercer qual é o melhor sistema economico, e pior ainda, o que dizer de sistemas de governo. Mas é a vida...

Musicaberta disse...

O que uma faculdade de RP não faz com uma pessoa...hehehe
às vezes essas discussões entre borboletas e morcegos me fazem pensar 'meio' que do nada...esses dias cheguei a uma afirmação de que o homem não nasceu com o instinto de superioridade, mas de conservação. Ai que está a diferença...

gostei do blog, Rose! muitas idéias boas por aqui!!

beijoss
Nathália Geraldo