<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073</id><updated>2012-02-16T20:32:17.321-02:00</updated><title type='text'>filosofia de calçada e conversa de botequim</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>257</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-3575901575543423809</id><published>2012-02-16T20:29:00.001-02:00</published><updated>2012-02-16T20:32:17.327-02:00</updated><title type='text'>O silêncio da Centre Court</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;“O que chama a atenção quando se joga na quadra central de Wimbledon é o silêncio.&amp;nbsp; Você bate a bola contra o gramado e não se ouve nenhum som; lança-a ao ar para sacar; golpeia e escuta o eco do golpe. E depois disso, o eco de cada golpe posterior, os seus e os do adversário.&amp;nbsp; &lt;i&gt;Clac... clac; clac... clac.&lt;/i&gt; A grama bem cortada, a história do lugar, a entrada do estádio, o uniforme branco dos jogadores, a multidão respeitosamente calada, a tradição venerável – não há um único anúncio publicitário –, tudo se combina para você se fechar e isolar do mundo exterior. Esta sensação me faz bem; esse silêncio de catedral que reina na Centre Court convém ao meu jogo. Porque em uma partida de tênis, a batalha mais amarga que enfrento é com as vozes que ressoam dentro da minha cabeça: você quer silenciar tudo dentro da mente, eliminar tudo menos a competição, quer concentrar cada átomo do seu ser no ponto que está jogando.&amp;nbsp;Se cometi um erro no ponto anterior, esqueço; se se insinua no fundo de minha cabeça a ideia da vitória, a reprimo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O silêncio da Centre Court se rompe quando termina a luta pelo ponto. Se foi um bom ponto – os espectadores de Wimbledon conhecem a diferença –, explode o clamor: aplausos, aclamações, gente que grita o seu nome. Escuto, mas é como se viesse de um lugar distante. Não sou consciente de que tem quinze mil pessoas na expectativa no recinto, seguindo com o olhar cada movimento meu e do meu rival. Estou tão concentrado que não tomo conhecimento – não como agora quando recordo a final de 2008 contra Roger Federer, a maior partida da minha vida – de que há milhões de pessoas em todo o mundo me olhando.”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;“Poderia se pensar que, depois de golpear milhões e milhões de bolas, devo saber de memória os golpes básicos e que dar um golpe certeiro, limpo e seguro, é fácil, mas não é assim. Não apenas porque cada dia a gente levanta com um ânimo diferente, mas porque cada golpe é distinto; cada um é único. Desde&amp;nbsp; o momento em que a bola se põe em movimento, corre em sua direção descrevendo um número infinito de ângulos possíveis e uma quantidade infinita de velocidades possíveis; pode chegar com topspin ou com efeito retrocesso – em ambos os casos se trata de efeitos de rotação –, em trajetória rasante ou alta. As diferenças podem ser mínimas, microscópicas, mas o mesmo pode-se dizer das variantes dos movimentos do corpo (ombros, cotovelos, pulsos, quadris, tornozelos, joelhos) quando se golpeia a bola. Além disso, intervêm muitos outros fatores: o clima, a superfície, o rival. Nenhuma bola é igual a outra; nenhum golpe é idêntico a outro. Assim, cada vez que você se coloca numa posição para dar um golpe, tem que calcular em uma fração de segundo a trajetória e velocidade da bola e em seguida&amp;nbsp; tomar uma decisão também muito rápida sobre como, com que força e até onde devolvê-la. E tem que fazer uma e outra vez, em geral cinquenta vezes num só game, quinze vezes em vinte segundos, em rachas contínuos durante mais de duas ou três, quatro horas, e todo esse tempo correndo com os nervos em tensão. Quando a coordenação é correta e o ritmo flui, vêm as boas sensações, você se sente mais capacitado para levar a cabo a façanha biológica e mental de golpear a bola corretamente com o centro da raquete, apontando com acerto, com força e sob uma pressão mental imensa, um vez atrás da outra. Se há algo de não tenho a menor dúvida é de que quanto mais se treina, melhores são as suas sensações. O tênis, mais que muitos outros esportes, é um exercício mental. O jogador que tem essas boas sensações quase todos os dias, o que consegue isolar-se melhor de seus medos e altos e baixos psicológicos que gera inevitavelmente uma competição, é o que termina sendo o número um do mundo. Tal era a meta que me havia fixado durante os três pacientes anos em que fui segundo, atrás de Federer, e que estaria muito perto de alcançar se ganhasse a final de Wimbledon de 2008.”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-biMEVUofCso/Tz1-B5EyCXI/AAAAAAAAAjQ/x3XZuh-4LyU/s1600/rafa-OK.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-biMEVUofCso/Tz1-B5EyCXI/AAAAAAAAAjQ/x3XZuh-4LyU/s200/rafa-OK.jpg" width="128" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Estes trechos são do primeiro capítulo de&amp;nbsp;&lt;i&gt;Rafa, minha história&lt;/i&gt;, escrita pelo próprio Rafael Nadal com o jornalista John Carlin (mesmo autor de &lt;i&gt;O fator humano: Nelson Mandela e o jogo que salvou uma nação&lt;/i&gt;, livro que ganhou versão cinematográfica com &lt;i&gt;Invictus&lt;/i&gt;, de Clint Eastwood).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O universo físico e mental do tênis exposto de maneira fascinante. A cabeça de um tenista revelada no ponto a ponto. O livro traz a vida e a trajetória profissional de um dos maiores jogadores da história do tênis contadas a partir da final de Wimbledon de 2008, contra Roger Federer, considerada por muitos a melhor partida de tênis de todos os tempos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-3575901575543423809?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/3575901575543423809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=3575901575543423809' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/3575901575543423809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/3575901575543423809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2012/02/o-silencio-da-centre-court.html' title='O silêncio da Centre Court'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-biMEVUofCso/Tz1-B5EyCXI/AAAAAAAAAjQ/x3XZuh-4LyU/s72-c/rafa-OK.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-3929940940309043428</id><published>2012-01-23T10:40:00.001-02:00</published><updated>2012-01-23T10:42:06.416-02:00</updated><title type='text'>Para tranquilizar</title><content type='html'>Mas nossa filosofia não se torna assim uma tragédia? A verdade não se torna hostil à vida, ao que é melhor? (...) Sendo isso verdadeiro, restaria apenas um modo de pensar que traz o desespero como conclusão pessoal e uma filosofia da destruição como conclusão teórica? - Creio que o &lt;i&gt;temperamento&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de um homem decidirá quanto ao efeito posterior do conhecimento: eu poderia imaginar um outro efeito que não o descrito, igualmente possível em naturezas individuais, mediante o qual surgiria uma vida muito mais simples e mais pura de paixões que a atual: de modo que inicialmente os velhos motivos do cobiçar violento ainda teriam força, em consequência do velho costume herdado, mas aos poucos se tornariam mais fracos, sob influência do conhecimento purificador. Afinal se viveria, entre os homens e consigo, tal como na &lt;i&gt;natureza&lt;/i&gt;, sem louvor, censura ou exaltação, deleitando-se com muitas coisas, como um espetáculo do qual até então se tinha apenas medo. Estaríamos livre da ênfase*, e não mais seríamos aguilhoados pelo pensamento de ser apenas natureza ou mais que natureza. Certamente, como disse, isto exigiria um temperamento bom, uma alma segura, branda e no fundo alegre, uma disposição que não precisasse estar alerta contra perfídias e erupções repentinas, e em cujas manifestações não houvesse traço de resmungo e teimosia - essas características notórias e desagradáveis de cães e homens velhos que ficaram muito tempo acorrentados. Um homem do qual caíram os costumeiros grilhões da vida, a tal ponto que ele só continua a viver para conhecer sempre mais, deve poder renunciar, sem inveja e desgosto, a muita coisa, a quase tudo o que tem valor para os outros homens; deve-lhe &lt;i&gt;bastar&lt;/i&gt;, como a condição mais desejável, pairar livre e destemido sobre os homens, costumes, leis e avaliações tradicionais das coisas. Com prazer ele comunica a alegria dessa condição, e talvez &lt;i&gt;não tenha&lt;/i&gt;&amp;nbsp;outra coisa a comunicar - o que certamente envolve uma privação, uma renúncia a mais. Se não obstante quisermos mais dele, meneando a cabeça com indulgência ele indicará seu irmão, o livre homem de ação, e não ocultará talvez um pouco de ironia: pois a "liberdade" deste é um caso à parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* (N.T.)&amp;nbsp;&lt;i&gt;Emphasis&lt;/i&gt;, no original. Também pode ser traduzido como "aparência, exterior", retomando o sentido primordial da palavra grega &lt;i&gt;emphasis &lt;/i&gt;(do verbo &lt;i&gt;emphaino&lt;/i&gt;, "fazer ver, fazer-se visível")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;i&gt;Humano, demasiado humano&lt;/i&gt;, Friedrich Nietzsche)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-3929940940309043428?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/3929940940309043428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=3929940940309043428' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/3929940940309043428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/3929940940309043428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2012/01/para-tranquilizar.html' title='Para tranquilizar'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-9004629802954510481</id><published>2012-01-19T20:39:00.000-02:00</published><updated>2012-01-19T20:39:30.079-02:00</updated><title type='text'>The Sunset Limited</title><content type='html'>- Bom, em que é que você acredita?&lt;br /&gt;- Em um monte de coisas.&lt;br /&gt;- Tudo bem.&lt;br /&gt;- Tudo bem o quê?&lt;br /&gt;- Tudo bem, que coisas?&lt;br /&gt;- Eu acredito em coisas.&lt;br /&gt;- Dá um exemplo.&lt;br /&gt;- Hum, coisas culturais, por exemplo. Livros, música, arte, coisas assim.&lt;br /&gt;- Tudo bem.&lt;br /&gt;- Essas são as coisas que têm valor pra mim. São as bases da civilização. Bom, costumavam ter valor pra mim. Elas não têm mais tanto valor, eu acho.&lt;br /&gt;- O que aconteceu com elas?&lt;br /&gt;- As pessoas pararam de valorizá-las. Eu parei de valorizá-las, até certo ponto. Não tenho certeza se posso dizer por quê. &amp;nbsp;O mundo, em grande parte, já se foi. Em breve, terá desaparecido.&lt;br /&gt;- Não tenho certeza se estou te entendendo, professor.&lt;br /&gt;- Não há nada pra entender. Está tudo bem. As coisas que amei eram muito frágeis, muito frágeis. Eu não sabia disso. Pensei que fossem indestrutíveis. Elas não eram.&lt;br /&gt;- E foi isso que te mandou pra borda da plataforma? Não foi nada pessoal?&lt;br /&gt;- Ah, é pessoal. Isso é o que a educação faz. Torna o mundo pessoal.&lt;br /&gt;- Bem, essas são palavras muito poderosas, professor. E não posso dizer que eu tenho uma resposta pra nada disso. E é possível que não haja nenhuma resposta. Mas, mesmo assim, tenho que perguntar: qual é a utilidade de ter noções como essas se elas não vão te manter colado na plataforma quando o Sunset Limited vier a 130 Km/h?&lt;br /&gt;- Boa pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;*&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Um apartamento. Dois homens. Um crente e um intelectual suicida. O filme: um longo e instigante diálogo sobre a vida, a morte, Deus.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/l0MSitTAYyA" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-9004629802954510481?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/9004629802954510481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=9004629802954510481' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/9004629802954510481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/9004629802954510481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2012/01/sunset-limited.html' title='The Sunset Limited'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/l0MSitTAYyA/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-9199123348913351132</id><published>2012-01-17T09:41:00.001-02:00</published><updated>2012-01-17T09:44:34.225-02:00</updated><title type='text'>Feito pra acabar</title><content type='html'>(José Miguel Wisnik/ Marcelo Jeneci/ Paulo Neves)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me diz&lt;br /&gt;Da estrada que não cabe onde termina&lt;br /&gt;Da luz que cega quando te ilumina&lt;br /&gt;Da pergunta que emudece o coração&lt;br /&gt;Quantas são&lt;br /&gt;As dores e alegrias de uma vida&lt;br /&gt;Jogadas na explosão de tantas vidas&lt;br /&gt;Vezes tudo que não cabe no querer&lt;br /&gt;Vai saber&lt;br /&gt;Se olhando bem no rosto do impossível&lt;br /&gt;O véu, o vento, o alvo invisível&lt;br /&gt;Se desvenda o que nos une ainda assim&lt;br /&gt;A gente é feito pra acabar&lt;br /&gt;A gente é feito pra dizer&lt;br /&gt;Que sim&lt;br /&gt;A gente é feito pra caber&lt;br /&gt;No mar&lt;br /&gt;E isso nunca vai ter fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" height="40" id="gsSong3312035473" name="gsSong3312035473" width="250"&gt;&lt;param name="movie" value="http://grooveshark.com/songWidget.swf" /&gt;&lt;param name="wmode" value="window" /&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always" /&gt;&lt;param name="flashvars" value="hostname=cowbell.grooveshark.com&amp;songIDs=33120354&amp;style=metal&amp;p=0" /&gt;&lt;object type="application/x-shockwave-flash" data="http://grooveshark.com/songWidget.swf" width="250" height="40"&gt;&lt;param name="wmode" value="window" /&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always" /&gt;&lt;param name="flashvars" value="hostname=cowbell.grooveshark.com&amp;songIDs=33120354&amp;style=metal&amp;p=0" /&gt;&lt;span&gt;Feito pra acabar by &lt;a href="http://grooveshark.com/artist/Jos+Miguel+Wisnik/1854087" title="José Miguel Wisnik"&gt;José Miguel Wisnik&lt;/a&gt; on Grooveshark&lt;/span&gt;&lt;/object&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Bela indicação de Nathália Geraldo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-9199123348913351132?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/9199123348913351132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=9199123348913351132' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/9199123348913351132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/9199123348913351132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2012/01/feito-pra-acabar.html' title='Feito pra acabar'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-6993907516028744259</id><published>2012-01-14T11:04:00.000-02:00</published><updated>2012-01-14T11:04:27.122-02:00</updated><title type='text'>O que Sócrates diria a Woody Allen</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-PS7tjbL1O08/TxF7WN4IMjI/AAAAAAAAAiY/Ds2oSXLI-cs/s1600/s%25C3%25B3crates.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-PS7tjbL1O08/TxF7WN4IMjI/AAAAAAAAAiY/Ds2oSXLI-cs/s1600/s%25C3%25B3crates.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Em &lt;i&gt;O que Sócrates diria a Woody Allen&lt;/i&gt;, Juan Antonio Rivera apresenta uma maneira interessante de se pensar algumas questões filosóficas a partir do cinema, e, ao mesmo tempo, de (&lt;i&gt;re-)&lt;/i&gt;ver alguns filmes à luz da filosofia:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Este livro pretende ser simultaneamente uma introdução à filosofia para amantes do cinema e uma introdução ao cinema para amantes da filosofia (filofilósofos). Quanto ao primeiro, os aficcionados ao cinema encontrarão aqui algumas de seus filmes favoritos, peças do calibre de &lt;i&gt;Casablanca&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Cidadão Kane&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;A lei do silêncio&lt;/i&gt;, para dar alguns exemplos. Também encontrarão - talvez com um pouco de inquietude ou de suspeita - obras menos afamadas, material menos distinto, como &lt;i&gt;Um homem de família&lt;/i&gt;, a cujo comentário, além disso, se dedica uma boa quantidadde de papel. Que não se estranhe: o critério para selecionar um filme foi, em primeiro lugar, a força com que nele fica ilustrada uma determinada questão filosófica, e só depois levei em conta sua qualidade estética.&lt;br /&gt;(...) Embora nas seguintes páginas entram em cena alguns dos filósofos clássicos (Sócrates, Platão, Aristóteles, Santo Agostinho, Kant ou Nietzsche), também comparecem outros mais atuais e que provavelmente, com o correr do tempo, passem a engrossar a lista dos clássicos: figuras como John Rawl, Robert Nozick ou Jon Elster. Boa parte das matérias tratadas são também as indispensáveis e perenes da filosofia: o amor, a morte, a felicidade, a racionalidade, a maldade, a falta de vontade, o acaso... Mas outras podem ser insólitas até para os mais versados em filosofia: os subprodutos, a formação do gosto moral, a tentação do bem (muito menos conhecida que a tentação do mal), o apetite fáustico ou as dificuldades da escolha racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Algumas questões&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;O que é gosto moral?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Acabo de usar esta expressão "gosto moral", e é o momento de esclarecer o que quero dizer com ela. Suponhamos que digo que gosto do cinema de Ernst Lubitsch; com isso estou me referindo à minha predileção estética por seus filmes, expressando minha relação de fervor por elas. Por outro lado, suponhamos que digo, além disso, que gosto de gostar do cinema de Lubitsch. Aqui estou afirmando algo significamente distinto: não estou manifestando minha admiração estética pelas realizações do diretor alemão (...); estou antes expressando que, ao menos neste ponto, minha relação comigo mesmo é boa, que estou encantado de ter me conhecido cinematograficamente, que o que eu gostaria de ser coincide com o que sou no que diz respeito aos filmes de Lubitsch. Veremos mais à frente que isso não é sempre assim, ou que pode ser assim em uns terrenos e não em outros. Mas no momento atente que o gosto moral está integrado por &lt;i&gt;metapreferencias&lt;/i&gt;; não tanto pelo que eu gosto, mas pelo que eu gosto de gostar. Posso gostar de gostar de muitas coisas diferentes: não fumar, apreciar bons vinhos, a música clássica, o romance do século XIX, ser um entomólogo de renome ou chegar pontualmente nos compromissos. Algumas destas metapreferencias podem se refletir com plenitude na minha conduta efetiva; outras de maneira mais desvaída, e outras, enfim, simplesmente serem desmentidas e socavadas pela minha maneira habitual de proceder. Mas, seja qual for o grau de cumprimento real das minhas metapreferencias, o que é certo é que o conjunto delas configura minha autoimagem favorita, o que eu queria ser ou não ser (para voltar a lembrar o mestre Lubitsch).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;O mito da autenticidade pessoal&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;A fita de Brett Raner não apenas mostra a possibilidade de efeitos borboleta intraindividuais (ou verticais) na árvore de decisão de Jack: como uma flutuação entre duas opções em certo momento da existência tem repercussões desproporcionadas a longo prazo. Também ensina algo mais sutil: a maneira em que, passo a passo, teria mudado o perfil moral desejado de Jack; como, se tivesse ficado em Nova Jersey, a metapreferencia de ser pai de família e ter uma vida caseira teria acabado triunfando sobre a metapreferencia do êxito profissional. &lt;br /&gt;(...) Em &lt;i&gt;Um homem de família&lt;/i&gt; se observa o jogo característico do acaso e da racionalidade na construção progressiva de uma vida concreta, e como as variações (mesmo insignificantes) nos componentes específicos desse acaso e dessa racionalidade são muito capazes de conseguir com que a vida do mesmo indivíduo tome rumos muito díspares. Voltamos então à pergunta: qual é o Jack autêntico? A resposta é que não existe tal coisa como um Jack autêntico. A crença na autenticiadade pessoal é o resultado de se supervalorizar o peso da racionalidade nas nossas vidas, de dar muita importância à persuasão ilusória de que as controlamos e encaminhamos em direção ao que queremos ser. Também é o resultado da falsa crença de que há somente uma coisa que queremos ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Manter o rumo fixo?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;As &lt;i&gt;descobertas&lt;/i&gt;, no sentido em que uso esta palavra, se diferenciam da &lt;i&gt;busca&lt;/i&gt;. Supor que nossa existência discorre em um terreno perfeitamente plano e consiste sobretudo em buscar as vias que melhor nos aproximem a umas metas que ficaram esclarecidas de uma vez por todas é algo própio de uma mentalidade racionalista ao extremo. Ao contrário, reconhecer que a vida se desenvolve em um terreno montanhoso, em que nem todas as paragens são abarcadas ao primeiro golpe de vista, e no qual - ao caminhar pelas asperezas desta paisagem irregular e iacidentada - é possível realizar descobertas, significa começar a admitir que o curso dos acontecimentos futuros pode nos surpreender, e que nem todas as surpresas têm que ser desagradáveis.&lt;br /&gt;As descobertas são acontecimentos ao mesmo tempo fortuitos e colaterais (subproductos). Para distingui-los da busca, usemos um exemplo simples: estamos buscando em um dicionário uma palavra cujo significado desconhecemos, e que &lt;i&gt;sabemos que desconhecemos&lt;/i&gt; ("emetropia", digamos), e, enquanto fazemos isso, descobrimos o significado de outra palavra próxima ("emetologia"), que nem sequer sabíamos que existia e sobre a qual fortuitamente colocamos a vista. Ignorávamos o significado de "emetologia" tanto como o de "emetropia", mas além disso (e aqui reside a diferença), &lt;i&gt;ignorávamos que ignorávamos&lt;/i&gt;. Quando buscávamos "emetropia", partíamos de uma &lt;i&gt;ignorância conhecida&lt;/i&gt; (no que pese o oxímoro), que é a que além do mais estimulava nossa busca; no caso de "emetologia", ao contrário, o que há como ponto de partida é uma &lt;i&gt;metaignorância&lt;/i&gt;, um não saber que não se sabe, de modo que aqui não tínhamos incentivo algum para empreender uma busca racional de nada: simplesmente é impossível buscar o que não se sabe que não se sabe. De maneira que não há forma iracional de fazer descobertas. As descobertas, como subprodutos que são, surgem quando não se busca ou quando se está buscando outra coisa. Além disso, as descobertas chegam a nós transportadas no ar pelo acaso, e só se trata - e não é pouca coisa - de estar alerta para perceber sua fugitiva presença.&lt;br /&gt;No processo da busca, por outro lado, se produz um lapso temporal entre a consciência da ignorância e a supressão dela. (...) Ao contrário, quando acontece uma descoberta, a ignorância se dissipa &lt;i&gt;enquanto&lt;/i&gt; percebos que existia; no mesmo instante em que se produz o reconhecimento da ignorância, se produz também seu desvanecimento.&amp;nbsp;(...) Para que seja possível a descoberta, deve existir uma ignorância desconhecida de algo, e quando esse algo é notado, produz uma sacudida de &lt;i&gt;surpresa&lt;/i&gt; que está caracteristicamente ausente no processo da busca: não &lt;i&gt;contávamos&lt;/i&gt; com aquilo, não havia entrado em nossos &lt;i&gt;cálculos&lt;/i&gt;; em outras palavras, o que aconteceu, aconteceu à margem de nossas faculdades racionais. Mas isso não significa que não seja valioso; antes tende a ser o contrário. Lembre-se do que dizia Elster: as coisas mais importantes na vida são essencialmente subprodutos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-6993907516028744259?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/6993907516028744259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=6993907516028744259' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6993907516028744259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6993907516028744259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2012/01/o-que-socrates-diria-woody-allen.html' title='O que Sócrates diria a Woody Allen'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-PS7tjbL1O08/TxF7WN4IMjI/AAAAAAAAAiY/Ds2oSXLI-cs/s72-c/s%25C3%25B3crates.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-348384531216110709</id><published>2012-01-09T15:33:00.000-02:00</published><updated>2012-01-09T15:33:10.212-02:00</updated><title type='text'>Simplicidade</title><content type='html'>Simplicidade não é inconsciência, simplicidade não é tolice; o espírito simples não é um simples de espírito! A simplicidade constitui, ao contrário, o "antídoto da reflexividade" e da inteligência, que evita que estas se envaideçam, se percam em si e com isso percam o real, se dêem demasiada importância, dissimulem, façam enfim obstáculo àquilo mesmo que pretendem revelar ou desvelar. A simplicidade aprende a se desprender, ou antes, ela é esse desprendimento de tudo e de si mesmo: "Largar de mão", como diz Bobin, "acolher o que vem, sem nada guardar como coisa sua..." Simplicidade é nudez, despojamento, pobreza. Sem outra riqueza senão tudo. Sem outro tesouro senão nada. Simplicidade é liberdade, leveza, transparência. Simples como o ar, livre como o ar: a simplicidade é o ar do pensamento, como uma janela aberta para o grande sopro do mundo, para a infinita e silenciosa presença de tudo...&lt;br /&gt;(...) A simplicidade é esquecimento de si, de seu orgulho e de seu medo: é quietude contra inquietude, alegria contra preocupação, ligeireza contra seriedade, espontaneidade contra reflexão, amor contra amor-próprio, verdade contra pretensão... O eu subsiste nela, é claro, mas como que mais leve, purificado, libertado ("desligado de si", como diz Bobin, "desprendido de todo reino"). Faz muito tempo, até, que ele renunciou a buscar sua salvação, que já não se preocupa com sua perda. A religião é complicada demais para ele. A própria moral é complicada demais para ele. Para que essas perpétuas voltas sobre si mesmo? Nunca acabaríamos de nos avaliar, de nos julgar, de nos condenar... Nossas&amp;nbsp;melhores ações são suspeitas; nossos melhores sentimentos, equívocos. O simples sabe disso e nem se importa. Ele não se interessa suficientemente para se julgar. Para ele, a misericórdia faz as vezes de inocência, ou a inocência, talvez, de misericórdia. Ele não se leva nem a sério nem a trágico. Segue seu pequeno caminho, de coração leve, alma em paz, sem objetivo, sem nostalgia, sem impaciência. O mundo é seu reino, e lhe basta. O presente é sua eternidade, e o satisfaz. Nada tem a provar, pois não quer parecer nada. Nada tem a buscar, pois tudo está ali. Há coisa mais simples que a simplicidade? Há coisa mais leve? É a virtude dos sábios, e a sabedoria dos santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;i&gt;Pequeno tratado das grandes virtudes&lt;/i&gt;, André Comte-Sponville)&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-348384531216110709?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/348384531216110709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=348384531216110709' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/348384531216110709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/348384531216110709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2012/01/simplicidade.html' title='Simplicidade'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-3474789733970443675</id><published>2012-01-05T18:28:00.001-02:00</published><updated>2012-01-09T15:35:06.835-02:00</updated><title type='text'>Amor como philia (ou amor-amizade)</title><content type='html'>Se alguém lhe disser: "Fico feliz com a idéia de que você existe"; ou então: "Quando penso que você existe, fico feliz"; ou ainda: "Há uma felicidade em mim, e a causa da minha felicidade é a idéia de que você existe...", você tomará isso por uma declaração de amor, e terá razão, é claro. Mas terá também muita sorte: não apenas porque uma declaração spinozista de amor não é para qualquer um, mas também e principalmente porque é uma declaração de amor, ó surpresa, que não lhe pede nada! Bem sei que quando se diz "eu te amo" também não se pede nada, aparentemente. Tudo depende no entanto do amor de que se trata. Se o amor é falta, dizer "eu te amo" é pedir não apenas que o outro responda "eu também", mas é pedir o outro mesmo, já que você o ama, já que ele lhe faz falta e já que toda falta, por definição, quer possuir! Que peso para aquele ou aquela que você ama! Que angústia! Que prisão! Regozijar-se, ao contrário, é não pedir absolutamente nada: é celebrar uma presença, uma existência, uma graça! Que leveza, para você e para o outro! Que liberdade! Que felicidade! Não é pedir, é agradecer. Não é possuir, é gozar e se regozijar. Não é falta, é gratidão. Quem não gosta de agradecer, quando ama? Quem não gosta de declarar seu amor, quando está feliz? E por isso mesmo é&amp;nbsp;dom, é oferenda, é graça em troca. Quem não gosta de ser amado? Quem não se regozija com o regozijo que proporciona? Por isso o amor nutre o amor e o dobra, tanto mais forte, tanto mais leve, tanto mais ativo, diria Spinoza, quanto é sem falta. Essa leveza tem um nome: é a alegria. E uma prova: a felicidade dos amantes. Eu te amo: tenho alegria por existires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Tentemos, porém, compreender o que acontece nos outros casais, os que dão mais ou menos certo, os que dão inveja, os que parecem felizes e ainda parecem se amar, e se amar sempre... A paixão intacta, hoje mais que ontem e bem menos que amanhã? Não acredito nisso (...) Simplesmente esses amantes continuam a se desejar e, por certo, se vivem juntos há anos, é mais potência que falta, mais prazer que paixão, e quanto ao mais souberam transformar em alegria, em doçura, em gratidão, em lucidez, em confiança, em felicidade por estar juntos, em suma em philia, a grande loucura amorosa do começo. A ternura? É uma dimensão de seu amor, mas não a única. Também há a cumplicidade, a fidelidade, o humor, a intimidade do corpo e da alma, o prazer visitado e revisitado ("o amor realizado do desejo que permanece desejo", como diz Char), há o animal aceito, domesticado, ao mesmo tempo triunfante e vencido, há essas duas solidões tão próximas, tão atentas, tão respeitosas, como que habitadas uma pela outra, como que sustentadas uma pela outra, há essa alegria leve e simples, essa familiaridade, essa evidência, essa paz, há essa luz, o olhar do outro, há esse silêncio, sua escuta, há essa força de ser dois, essa abertura de ser dois, essa fragilidade de ser dois... Constituir apenas um? Faz muito tempo que renunciaram a isso, se é que um dia acreditaram nisso. Amam demais seu duo, com seus harmônicos, seu contraponto, suas dissonâncias às vezes, para querer transformá-lo em impossível monólogo! Passaram do amor louco ao amor sensato, se quisermos, e bem louco seria quem visse nisso uma perda, uma diminuição, uma banalização, quando é ao contrário um aprofundamento, mais amor, mais verdade, e a verdadeira exceção da vida afetiva. O que há de mais fácil de amar do que seu sonho? O que há de mais difícil de amar do que a realidade? O que há de mais fácil&amp;nbsp;do que querer possuir? O que há de mais difícil do que saber aceitar? O que há de mais fácil do que a paixão? O que há de mais difícil do que o casal? Apaixonar-se está ao alcance de qualquer um. Amar não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;i&gt;Pequeno tratado das grandes virtudes&lt;/i&gt;, André Comte-Sponville)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-3474789733970443675?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/3474789733970443675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=3474789733970443675' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/3474789733970443675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/3474789733970443675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2012/01/amor-como-philia-ou-amor-amizade.html' title='Amor como philia (ou amor-amizade)'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-2564102904564469996</id><published>2011-12-15T10:07:00.001-02:00</published><updated>2011-12-16T11:54:29.094-02:00</updated><title type='text'>Manoel de Barros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Agora não quero saber mais nada, só quero aperfeiçoar o que não sei.&amp;nbsp;&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;VI&lt;br /&gt;Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas leituras&lt;br /&gt;não era a beleza das frases, mas a doença delas.&lt;br /&gt;Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor, esse gosto&amp;nbsp;esquisito.&lt;br /&gt;Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.&lt;br /&gt;-Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável, o Padre me&amp;nbsp;disse.&lt;br /&gt;Ele fez um limpamento em meus receios.&lt;br /&gt;O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença, pode muito&lt;br /&gt;que você carregue para o resto da vida um certo gosto por&amp;nbsp;nadas. . .&lt;br /&gt;E se riu.&lt;br /&gt;Você não é de bugre? - ele continuou.&lt;br /&gt;Que sim, eu respondi.&lt;br /&gt;Veja que bugre só pega por desvios, não anda em estradas -&lt;br /&gt;Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas e os&amp;nbsp;ariticuns maduros.&lt;br /&gt;Há que apenas saber errar bem o seu idioma.&lt;br /&gt;Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de&amp;nbsp;agramática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XI&lt;br /&gt;Bernardo é quase árvore.&lt;br /&gt;Silêncio dele é tão alto que os passarinhos&lt;br /&gt;ouvem de longe&lt;br /&gt;E vêm pousar em seu ombro.&lt;br /&gt;Seu olho renova as tardes.&lt;br /&gt;Guarda num velho baú seus instrumentos de trabalho&lt;br /&gt;1 abridor de amanhecer&lt;br /&gt;1 prego que farfalha&lt;br /&gt;1 encolhedor de rios - e&lt;br /&gt;1 esticador de horizontes.&lt;br /&gt;(Bernardo consegue esticar o horizonte usando 3&lt;br /&gt;fios de teias de aranha. A coisa fica bem esticada.)&lt;br /&gt;Bernardo desregula a natureza:&lt;br /&gt;Seu olho aumenta o poente.&lt;br /&gt;(Pode um homem enriquecer a natureza com a sua&lt;br /&gt;incompletude?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Auto-retrato Falado&lt;br /&gt;Venho de um Cuiabá garimpo e de ruelas entortadas,&lt;br /&gt;Meu pai teve uma venda de bananas no Beco da Marinha,&amp;nbsp;onde nasci.&lt;br /&gt;Me criei no Pantanal de Corumbá, entre bichos do chão,&lt;br /&gt;pessoas humildes, aves, árvores e rios.&lt;br /&gt;Aprecio viver em lugares decadentes por gosto de estar&lt;br /&gt;entre pedras e lagartos.&lt;br /&gt;Fazer o desprezível ser prezado é coisa que me apraz.&lt;br /&gt;Já publiquei 10 livros de poesia; ao publicá-los me sinto&lt;br /&gt;como que desonrado e fujo para o Pantanal onde sou&lt;br /&gt;abençoado a garças.&lt;br /&gt;Me procurei a vida inteira e não me achei - pelo que&amp;nbsp;fui salvo.&lt;br /&gt;Descobri que todos os caminhos levam a ignorância.&lt;br /&gt;Não fui para a sarjeta porque herdei uma fazenda de gado. Os&lt;br /&gt;bois me recriam.&lt;br /&gt;Agora eu sou tão ocaso!&lt;br /&gt;Estou na categoria de sofrer do moral, porque só faço&amp;nbsp;coisas inúteis.&lt;br /&gt;No meu morrer tem uma dor de árvore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Livro das Ignorãças)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.3&amp;nbsp;Eu queria crescer pra passarinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13.9&amp;nbsp;A mãe bateu no Mano Preto. Falou que eu não apanhava porque não dei motivo. Subi no pico do telhado para dar motivo. Aqui de cima a lua prateava. A mãe disse que aquilo não era motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12.1&amp;nbsp;Choveu de noite até encostar em mim. O rio deve estar mais gordo. Escutei um perfume de sol nas águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.3&amp;nbsp;As árvores me começam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.4&amp;nbsp;Uma violeta me pensou. Me encostei no azul de sua tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10.4&amp;nbsp;Os patos prolongam meu olhar... Quando passam levando a tarde para longe eu acompanho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22.4&lt;br /&gt;Hoje completei 10 anos. Fabriquei um brinquedo com palavras. Minha mãe gostou. É assim:&lt;br /&gt;&lt;i&gt;De noite o silêncio estica os lírios.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.&lt;br /&gt;Não é por me gavar&lt;br /&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;  &lt;/span&gt;mas eu não tenho esplendor.&lt;br /&gt;Sou referente pra ferrugem&lt;br /&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;  &lt;/span&gt;mais do que referente pra fulgor.&lt;br /&gt;Trabalho arduamente para fazer o que é desnecessário.&lt;br /&gt;O que presta não tem confirmação,&lt;br /&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;  &lt;/span&gt;o que não presta, tem.&lt;br /&gt;Não serei mais um pobre diabo que sofre de nobrezas.&lt;br /&gt;Só as coisas rasteiras me celestam.&lt;br /&gt;Eu tenho cacoete pra vadio.&lt;br /&gt;As violetas me imensam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8.&lt;br /&gt;Nasci para administrar o à-toa&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;  &lt;/span&gt;o em vão&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;  &lt;/span&gt;o inútil.&lt;br /&gt;Pertenço de fazer imagens.&lt;br /&gt;Opero por semelhanças.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Retiro semelhanças de pessoas com árvores&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;  &lt;/span&gt;de pessoas com rãs&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;  &lt;/span&gt;de pessoas com pedras&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;  &lt;/span&gt;etc etc.&lt;br /&gt;Retiro semelhanças de árvores comigo.&lt;br /&gt;Não tenho habilidade pra clarezas.&lt;br /&gt;Preciso de obter sabedoria vegetal.&lt;br /&gt;(Sabedoria vegetal é receber com naturalidade uma rã no talo.)&lt;br /&gt;E quando esteja apropriado para pedra, terei também sabedoria mineral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9.&amp;nbsp;(...)&lt;br /&gt;Quem acumula muita informação perde o condão de&lt;br /&gt;adivinhar: divinare.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sabiás divinam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10.&amp;nbsp;É no ínfimo que eu vejo a exuberância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11.&lt;br /&gt;Todas as coisas inapropriadas ao abandono me religam&lt;br /&gt;a Deus.&lt;br /&gt;Senhor, eu tenho orgulho do imprestável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O abandono me protege.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14.&lt;br /&gt;O que não sei fazer desmancho em frases.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz o nada aparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Represente que o homem é um poço escuro.&lt;br /&gt;Aqui de cima não se vê nada.&lt;br /&gt;Mas quando se chega ao fundo do poço já se pode ver&lt;br /&gt;o nada.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perder o nada é um empobrecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*&lt;/div&gt;Para ter mais certezas tenho que me saber de imperfeições.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*&lt;/div&gt;A inércia é meu ato principal.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*&lt;/div&gt;Não saio de dentro de mim nem pra pescar.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*&lt;/div&gt;Sabedoria pode ser que seja estar uma árvore.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*&lt;/div&gt;Aonde eu não estou as palavras me acham.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*&lt;/div&gt;Não gosto de palavra acostumada.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*&lt;/div&gt;Não preciso do fim para chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Livro sobre o nada)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;i style="text-align: center;"&gt;Caso de Amor&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;(...) Eu estou imaginando que a estrada pensa que eu também sou como ela: uma coisa bem esquecida. Pode ser. Nem cachorro passa mais por nós. Mas eu ensino para ela como se deve comportar na solidão. Eu falo: deixe deixe meu amor, tudo vai acabar. Numa boa: a gente vai desaparecendo igual quando Carlitos vais desaparecendo no fim de uma estrada... Deixe, deixe, meu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O Apanhador de Desperdícios&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Uso a palavra &amp;nbsp;para compor meus silêncios.&lt;br /&gt;Não gosto das palavras&lt;br /&gt;fatigadas de informar.&lt;br /&gt;Dou mais respeito&lt;br /&gt;às que vivem de barriga no chão&lt;br /&gt;tipo água pedra sapo.&lt;br /&gt;Entendo bem o sotaque das águas.&lt;br /&gt;Dou respeito às coisas desimportantes&lt;br /&gt;e aos seres desimportantes.&lt;br /&gt;Prezo insetos mais que aviões.&lt;br /&gt;Prezo a velocidade&lt;br /&gt;das tartarugas mais que a dos mísseis.&lt;br /&gt;Tenho em mim esse atraso de nascença.&lt;br /&gt;Eu fui aparelhado&lt;br /&gt;para gostar de passarinhos.&lt;br /&gt;Tenho abundância de ser feliz por isso.&lt;br /&gt;Meu quintal é maior do que o mundo.&lt;br /&gt;Sou um apanhador de desperdícios:&lt;br /&gt;Amo os restos&lt;br /&gt;como as boas moscas.&lt;br /&gt;Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.&lt;br /&gt;Porque eu não sou da informática:&lt;br /&gt;eu sou da invencionática.&lt;br /&gt;Só uso palavra para compor meus silêncios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O Menino que Ganhou um Rio&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe me deu um rio.&lt;br /&gt;Era dia de meu aniversário e ela não sabia&lt;br /&gt;o que me presentear.&lt;br /&gt;Fazia tempo que os mascates não passavam&lt;br /&gt;naquele lugar esquecido.&lt;br /&gt;Se o mascate passasse a minha mãe compraria&lt;br /&gt;rapadura&lt;br /&gt;Ou bolachinhas para me dar.&lt;br /&gt;Mas como não passara o mascate, minha mãe me&lt;br /&gt;deu um rio.&lt;br /&gt;Era o mesmo rio que passava atrás de casa.&lt;br /&gt;Eu estimei o presente mais do que fosse uma&lt;br /&gt;rapadura do mascate.&lt;br /&gt;Meu irmão ficou magoado porque ele gostava&lt;br /&gt;do rio igual aos outros.&lt;br /&gt;A mãe prometeu que no aniversáriod o meu&lt;br /&gt;irmão&lt;br /&gt;Ela iria dar uma árvore para ele.&lt;br /&gt;Uma que fosse coberta de pássaros.&lt;br /&gt;Eu bem ouvi a promessa que a mãe fizera ao&lt;br /&gt;meu irmão&lt;br /&gt;E achei legal.&lt;br /&gt;Os pássaros ficavam durante o dia nas margens&lt;br /&gt;do meu rio&lt;br /&gt;E de noite eles iriam dormir na árvore do&lt;br /&gt;meu irmão.&lt;br /&gt;Meu irmão me provocava assim: a minha árvore&lt;br /&gt;deu flores lindas em setembro.&lt;br /&gt;E o seu rio não dá flores!&lt;br /&gt;Eu respondia que a árvore dele não dava piraputanga.&lt;br /&gt;Era verdade, mas o que nos unia demais eram&lt;br /&gt;os banhos nus no rio entre pássaros.&lt;br /&gt;Nesse ponto nossa vida era um afago!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Bocó&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Quando o moço estava a catar caracóis e pedrinhas na beira do rio até duas horas da tarde, ali também Nhá Velina Cuê estava. A velha paraguaua de ver aquele moço a catar caracóis na beira do rio até duas horas da tarde, balançou a cabeça de um lado para o outro ao gesto de quem estivesse com pena do moço, e disse a palavra bocó. O moço ouviu a palavra bocó e foi para casa correndo a ver nos seus trinta e dois dicionários que coisa era bocó. Achou cerca de nove expressões que sugeriam símiles a tonto. E se riu de gostar. E separou para ele os nove símiles. Tais: Bocó é sempre alguém acrescentado de criança. Bocó é uma exceção de árvore. Bocó é um que gosta de conversar bobagens profundas com as águas. Bocó é aquele que fala sempre com sotaque das suas origens. É sempre alguém obscuro de mosca. É alguém que constrói sua casa com pouco cisco. É um que descobriu que as tardes fazem parte de haver beleza nos pássaros. Bocó é aquele que olhando para o chão enxerga um verme sendo-o. Bocó é uma espécie de sânie com alvoradas. Foi o que o moço colheu em seus trinta e dois dicionários. E ele se estimou.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Memórias inventadas)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="335" src="http://www.youtube.com/embed/9_qm9AqLxcs" width="520"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.sodez.com.br/" target="_blank"&gt;http://www.sodez.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-2564102904564469996?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/2564102904564469996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=2564102904564469996' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2564102904564469996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2564102904564469996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/12/manoel-de-barros.html' title='Manoel de Barros'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/9_qm9AqLxcs/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-2982528954787387995</id><published>2011-12-05T19:47:00.003-02:00</published><updated>2011-12-15T10:25:12.582-02:00</updated><title type='text'>À sombra das chuteiras imortais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"Pobres de nós, que não sabemos&amp;nbsp;respeitar as grandes paixões!"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Nelson Rodrigues&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em um domingo incontestavelmente corintiano, com a morte de Sócrates e a vitória no Campeonato Brasileiro, a centelha do meu amor por futebol, que há algum tempo andava um pouco apagada, voltou a me inspirar alguma comoção.&lt;br /&gt;O entusiasmo aumentou com "Poderoso Timão, o filme". Iludida ou alienada, o fato é que não resisti às muitas histórias sobre um time e uma paixão, como à da "invasão corinthiana", "marcha" de 70 mil torcedores paulistas para o Rio de Janeiro, para acompanhar a semifinal do Campeonato Brasileiro de 76, com vitória de 4 x 1 do Corinthians sobre o &amp;nbsp;Fluminense, nos pênaltis. Ou à da final de 77 sobre a Ponte Preta, após&amp;nbsp;22 anos sem conquistar o título.&lt;br /&gt;Apesar de não fazer parte do "bando de louco", a emoção corintiana no dia de ontem fez lembrar porque o futebol é fonte de tantas paixões humanas.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/4ktWchYlSuM" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*&lt;/div&gt;Tomada pela renovada empolgação futebolística, finalmente iniciei a leitura de &lt;b&gt;"À sombra das chuteiras imortais"&lt;/b&gt;, seleção de crônicas de Nelson Rodrigues, que, em sua prosa poética deliciosa, mostra porque futebol - e literatura! - podem ser tão apaixonantes.&lt;br /&gt;Com tantos textos sedutores, ficou difícil escolher um única crônica para colocar aqui. Seguem três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Bocagem no futebol&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Quando eu tinha meus cinco, meus seis anos, morava, ao lado&amp;nbsp;de minha casa, um garoto que era tido e havido como o anticristo da&amp;nbsp;rua. Sua idade regulava com a minha. E justiça se lhe faça: — não&amp;nbsp;havia palavrão que ele não praticasse. Eu, na minha candura pânica,&amp;nbsp;vivia cercado de conselhos, por todos os lados: — “Não brinca com&amp;nbsp;Fulano, que ele diz nome feio!”. E o Fulano assumia, aos meus olhos,&amp;nbsp;as proporções feéricas de um Drácula, de um Nero de fita de cinema.&amp;nbsp;Mas o tempo passou. E acabei descobrindo que, afinal de contas, o&amp;nbsp;anjo de boca suja estava com a razão. Sim, amigos: — cada nome&amp;nbsp;feio que a vida extrai de nós é um estímulo vital irresistível. Por&amp;nbsp;exemplo: — os nautas camonianos. Sem uma sólida, potente e&amp;nbsp;jucunda pornografia, um Vasco da Gama, um Colombo, um Pedro&amp;nbsp;Álvares Cabral não teriam sido almirantes nem de barca da&amp;nbsp;Cantareira. O que os virilizava era o bom, o cálido, o inefável&amp;nbsp;palavrão.&lt;br /&gt;Mas, se nas relações humanas em geral, o nome feio produz&amp;nbsp;esse impacto criador e libertário, que dizer do futebol? Eis a verdade:&amp;nbsp;— retire-se a pornografia do futebol e nenhum jogo será possível,&amp;nbsp;Como jogar ou como torcer se não podemos xingar ninguém? O&amp;nbsp;craque ou o torcedor é um Bocage. Não o Bocage fidedigno, que&amp;nbsp;nunca existiu. Para mim, o verdadeiro Bocage é o falso, isto é, o&amp;nbsp;Bocage de anedota. Pois bem: — está para nascer um jogador ou um&amp;nbsp;torcedor que não seja bocagiano. O craque brasileiro não sabe&amp;nbsp;ganhar partidas sem o incentivo constante dos rijos e imortais&amp;nbsp;palavrões da língua. Nós, de longe, vemos os 22 homens correndo em&amp;nbsp;campo, matando-se, agonizando, rilhando os dentes. Parecem&amp;nbsp;dopados e realmente o estão: — o chamado nome feio é o seu&amp;nbsp;excitante eficaz, o seu afrodisíaco insuperável.&lt;br /&gt;Exagero? Nem tanto, nem tanto. A propósito, vou citar aqui o&amp;nbsp;caso de Jaguaré. No seu tempo, os clubes não tinham Departamento&amp;nbsp;Médico e um jogador podia andar com a boca em petição de miséria,&amp;nbsp;desfraldando cáries gigantescas. Assim era Jaguaré: — não tinha&amp;nbsp;dentes, só cáries. E seu riso sem obturações, docemente alvar, era&amp;nbsp;largo, permanente e terrível. E acontece o seguinte: — a época de&amp;nbsp;Jaguaré coincidiu com a infância do profissionalismo. Morria-se de&amp;nbsp;fome no futebol. O sujeito que tinha para a média, para o pão com&amp;nbsp;manteiga, podia se considerar um Rockefeller, de tanga, mas&amp;nbsp;Rockefeller.&lt;br /&gt;Até que, um dia, apareceu por aqui o emissário de um clube&amp;nbsp;estrangeiro. E o homem esfregou na cara de Jaguaré propostas&amp;nbsp;dignas de um rajá. A princípio, o nosso patrício opôs uma recusa&amp;nbsp;inexpugnável. Não queria aceitar nem por um decreto. Acabou&amp;nbsp;cedendo. Andou pela Espanha e até por Paris. Mas era outro, como&amp;nbsp;homem e como craque. Como jogar sem a pornografia lusobrasileira?&lt;br /&gt;Sem as expressões obscenas que dinamizam, que&amp;nbsp;transfiguram, que iluminam os jogadores? Traduzi-las seria uma&amp;nbsp;traição. E Jaguaré vivia sob a persistente, a dilacerada nostalgia dos&amp;nbsp;nomes feios intransportáveis.&lt;br /&gt;Finalmente, não pôde mais: — voltou correndo para o Brasil.&amp;nbsp;Aqui, agonizou e morreu na mais horrenda miséria. Mas feliz, porque&amp;nbsp;pôde soltar, no idioma próprio, seus últimos palavrões terrenos.&lt;br /&gt;[Manchete Esportiva, 14/1/1956]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;É chato ser brasileiro!&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Dizem que o Brasil tem analfabetos demais. E, no entanto,&amp;nbsp;vejam vocês: — a vitória final, na Copa da Suécia, operou o milagre.&amp;nbsp;Se analfabetos existiam, sumiram-se na vertigem do triunfo. A partir&amp;nbsp;do momento em que o rei Gustavo da Suécia veio apertar as mãos&amp;nbsp;dos Pelés, dos Didis, todo mundo aqui sofreu uma alfabetização&lt;br /&gt;súbita. Sujeitos que não sabiam se gato se escreve com “x” iam ler a&amp;nbsp;vitória no jornal. Sucedeu essa coisa sublime: — analfabetos natos e&amp;nbsp;hereditários devoravam vespertinos, matutinos, revistas e liam tudo&amp;nbsp;com uma ativa, uma devoradora curiosidade, que ia do “lance a&amp;nbsp;lance” da partida até os anúncios de missa. Amigos, nunca se leu e,&amp;nbsp;digo mais, nunca se releu tanto no Brasil.&lt;br /&gt;E a quem devemos tanto? Ao escrete, amigos, ao escrete que,&amp;nbsp;hoje, é o meu personagem da semana, meu múltiplo personagem.&amp;nbsp;Personagem meu, do Brasil e do mundo. Graças aos 22 jogadores,&amp;nbsp;que formaram a maior equipe de futebol da Terra em todos os&amp;nbsp;tempos, graças a esses jogadores, dizia eu, o Brasil descobriu-se a si&amp;nbsp;mesmo. Os simples, os bobos, os tapados hão de querer sufocar a&amp;nbsp;vitória nos seus limites estritamente esportivos. Ilusão! Os 5 x 2, lá&amp;nbsp;fora, contra tudo e contra todos, são um maravilhoso triunfo vital de&amp;nbsp;todos nós e de cada um de nós. Do presidente da República ao&amp;nbsp;apanhador de papel, do ministro do Supremo ao pé-rapado, todos&amp;nbsp;aqui percebemos o seguinte: — é chato ser brasileiro!&lt;br /&gt;Já ninguém tem mais vergonha de sua condição nacional. E as&amp;nbsp;moças na rua, as datilógrafas, as comerciárias, as colegiais, andam&amp;nbsp;pelas calçadas com um charme de Joana d’Arc. O povo já não se&amp;nbsp;julga mais um vira-latas. Sim, amigos: — o brasileiro tem de si&amp;nbsp;mesmo uma nova imagem. Ele já se vê na generosa totalidade de&amp;nbsp;suas imensas virtudes pessoais e humanas.&lt;br /&gt;Vejam como tudo mudou. A vitória passará a influir em todas&amp;nbsp;as nossas relações com o mundo. Eu pergunto: — que éramos nós?&amp;nbsp;Uns humildes. O brasileiro fazia-me lembrar aquele personagem de&amp;nbsp;Dickens que vivia batendo no peito: — “Eu sou humilde! Eu sou o&amp;nbsp;sujeito mais humilde do mundo!”. Vivia desfraldando essa humildade&amp;nbsp;e a esfregando na cara de todo mundo. E, se alguém punha em&amp;nbsp;dúvida a sua humildade, eis o Fulano esbravejante e querendo partir&amp;nbsp;caras. Assim era o brasileiro. Servil com a namorada, com a mulher,&amp;nbsp;com os credores. Mal comparando, um são Francisco de Assis, de&amp;nbsp;camisola e alpercatas.&lt;br /&gt;Mas vem a deslumbrante vitória do escrete e o brasileiro já&amp;nbsp;trata a namorada, a mulher, os credores de outra maneira; reage&amp;nbsp;diante do mundo com um potente, um irresistível élan vital. E vou&amp;nbsp;mais além: — diziam de nós que éramos a flor de três raças tristes. A&amp;nbsp;partir do título mundial, começamos a achar que a nossa tristeza é&amp;nbsp;uma piada fracassada. Afirmava-se também que éramos feios.&amp;nbsp;Mentira! Ou, pelo menos, o triunfo embelezou-nos. Na pior das&amp;nbsp;hipóteses, somos uns ex-buchos.&lt;br /&gt;E a quem devemos tanto? Ao meu personagem da semana.&amp;nbsp;Ninguém aqui admitia que fôssemos os “maiores” em futebol.&amp;nbsp;Rilhando os dentes de humildade, o brasileiro já não se considerava&amp;nbsp;o melhor nem de cuspe à distância. E o escrete vem e dá um banho&amp;nbsp;de bola, um show de futebol, um baile imortal na Suécia. Como se&amp;nbsp;isso não bastasse, ainda se permite o luxo de vencer de goleada a&amp;nbsp;última peleja. Foi uma lavagem total.&lt;br /&gt;Outra característica da jornada: — o brasileiro sempre se&amp;nbsp;achou um cafajeste irremediável e invejava o inglês. Hoje, com a&amp;nbsp;nossa impecabilíssima linha disciplinar no Mundial, verificamos o&amp;nbsp;seguinte: — o verdadeiro inglês, o único inglês, é o brasileiro.&lt;br /&gt;[Manchete Esportiva, 12/7/1958]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;A vingança de Julinho&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Amigos, Julinho começou a ser o meu personagem da semana&amp;nbsp;a partir do momento em que o vaiaram. Foi até, se me permitem a&amp;nbsp;expressão, trágico. Insisto: — trágico! Quem estava lá viu ou, por&amp;nbsp;outra, ouviu. No instante em que o alto-falante do Maracanã&amp;nbsp;anunciou Julinho em lugar de Garrincha, o estádio entupido foi uma&amp;nbsp;vaia só. Menos eu. Eis a verdade: — eu não apupei, embora&amp;nbsp;preferisse Garrincha. Parecia-me que o escrete sem o “seu” Mané era&amp;nbsp;um mutilado. Na pior das hipóteses, eu achava que Feola devia ter&amp;nbsp;posto os dois: Julinho na ponta direita e Garrincha na esquerda.Mas um técnico tem razões que a razão desconhece. Puseram só&amp;nbsp;Julinho e esqueceram Garrincha.&lt;br /&gt;Verificou-se, então, o amargo e ululante desagrado da&amp;nbsp;multidão. Naquele momento, ninguém se lembrou, no Maracanã e&amp;nbsp;fora dele, de quem é Julinho na história do futebol brasileiro. Sim,&amp;nbsp;amigos: — o homem andou pela Itália e quando voltou nós o&amp;nbsp;olhamos, de alto a baixo, como se fosse um gringo qualquer ou, pior&amp;nbsp;do que isso, como se fosse um perna-de-pau. Não há nada mais&amp;nbsp;relapso do que a memória. Atrevo-me mesmo a dizer que a memória&amp;nbsp;é uma vigarista, uma emérita falsificadora de fatos e de figuras. Por&amp;nbsp;exemplo: — ninguém se lembrava de que, no Mundial da Suíça,&amp;nbsp;contra os húngaros, Julinho fizera um carnaval medonho. De certa&amp;nbsp;feita, driblara toda a defesa contrária para finalizar com uma bomba,&amp;nbsp;e que bomba! O arqueiro nem viu por onde a bola entrou. Esse gol foi&amp;nbsp;uma obra-prima e devia estar numa vitrine de turismo, para a admiração pateta dos visitantes. Pois bem: — ao ser anunciada a&amp;nbsp;escalação de Julinho, a nossa memória apresentou-nos a imagem&amp;nbsp;não autêntica, não fidedigna do craque, mas de um quase penetra do&amp;nbsp;escrete.&lt;br /&gt;Ao ouvir o apupo, eu fui um pouco oracular para mim mesmo.&amp;nbsp;Imaginei o seguinte vaticínio: — “Julinho vai comer a bola!”. Podia&amp;nbsp;parecer uma piada e, no entanto, era uma grave profecia. Eis a&amp;nbsp;verdade: — para o jogador de caráter uma vaia é um incentivo&amp;nbsp;fabuloso, um afrodisíaco infalível. Imagino que Julinho há de ter&amp;nbsp;entrado em campo crispado da cabeça aos sapatos ou, retifico, às&amp;nbsp;chuteiras. Nunca um craque foi tão só. Era um único contra 200 mil.Mas, homem de brio indomável, Julinho aceitou a luta: — bateu-se&amp;nbsp;contra a multidão que o cercava por todos os lados, disposta a&amp;nbsp;crucificá-lo em outras vaias. Mas, se nós tínhamos esquecido&amp;nbsp;Julinho, Julinho não estava esquecido de si mesmo. Foi Julinho em&amp;nbsp;cada um dos 45 minutos, foi sempre Julinho e só Julinho. Em&amp;nbsp;inúmeras ocasiões o que ele fez com o adversário foi pior que xingar&amp;nbsp;a mãe. E o primeiro gol, ah, o primeiro gol! Ele o marcou contra os&amp;nbsp;ingleses, sim, mas também contra os que o vaiaram. Enfiou a bola de&amp;nbsp;uma maneira, por assim dizer, sádica. Jamais houve um gol tão&amp;nbsp;amorosamente sofrido como este. A partir da abertura da contagem,&amp;nbsp;todo mundo passou a reconhecê-lo, todo mundo admitiu para si&amp;nbsp;mesmo: — “Este é o Julinho!”. E era.&lt;br /&gt;Ele não parou mais. Aquela multidão se arremessara contra ele&amp;nbsp;como um touro enfurecido. Pois bem: — ele agarra o touro a unha e&amp;nbsp;lhe quebra os chifres. Então, aconteceu o milagre. O ex-touro brabo,&amp;nbsp;já manso, tornou-se em outro bicho. Sim, amigos: — do primeiro gol&amp;nbsp;em diante, a multidão transformou-se em macaca-de-auditório” de&amp;nbsp;Julinho. Se ele apanhava a bola, os 200 mil espectadores&amp;nbsp;arreganhavam o riso enorme e já gozavam, por antecipação, o que&amp;nbsp;Julinho iria fazer. Vejam vocês as ironias da vida e do futebol: — de&amp;nbsp;um momento para outro, o vaiado, o apupado, o quase cuspido,&amp;nbsp;transformava-se num triunfador. E, de fato, Julinho foi grande. Nos&amp;nbsp;pés de Julinho a jogada se enfeitava como um índio de Carnaval. De&amp;nbsp;certa&amp;nbsp;feita, comeu um, dois, três, quatro e quase entrou com bola e&amp;nbsp;tudo. Imagino que, nesse momento, lord Nelson há de ter&amp;nbsp;perguntado, lá do alto, para o mais próximo companheiro de&amp;nbsp;eternidade: — “Quem é esse cara?”. O “cara” era Julinho, sempre&amp;nbsp;Julinho.&lt;br /&gt;Assim é o brasileiro de brio. Dêem-lhe uma boa vaia e ele sai&amp;nbsp;por aí, fazendo milagres, aos borbotões. Amigos, cada jogada de Julinho foi exatamente isto: — um milagre de futebol.&lt;br /&gt;[Manchete Esportiva, 16/5/1959]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-2982528954787387995?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/2982528954787387995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=2982528954787387995' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2982528954787387995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2982528954787387995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/12/sombra-das-chuteiras-imortais.html' title='À sombra das chuteiras imortais'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/4ktWchYlSuM/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-902948588665495295</id><published>2011-12-03T08:02:00.002-02:00</published><updated>2011-12-03T08:04:37.733-02:00</updated><title type='text'>barro e fogo</title><content type='html'>do barro em que me fundo e afundo&lt;br /&gt;no cansaço de cada grão de areia&lt;br /&gt;aguardo silenciosamente o fogo.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-902948588665495295?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/902948588665495295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=902948588665495295' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/902948588665495295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/902948588665495295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/12/barro-e-fogo.html' title='barro e fogo'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-8240400806690471643</id><published>2011-11-30T18:40:00.002-02:00</published><updated>2011-11-30T18:49:04.901-02:00</updated><title type='text'>Crime e castigo</title><content type='html'>"Lembro-me também de que eu, no meu artigo, desenvolvia a idéia de que todos... digamos, por exemplo, os legisladores e os fundadores da humanidade, começando pelos mais antigos e continuando por Licurgo, Sólon, Maomé, Napoleão etc. etc., todos, desde o primeiro até o último, tinham sido criminosos, mais não fosse senão porque, ao promulgarem leis novas, aboliam as antigas, tidas por sagradas pela sociedade e pelos antepassados, e certamente que não se teriam detido perante o sangue, sempre que isso (derramado às vezes com toda a inocência e virtude, em defesa das velhas leis) pudesse ser-lhes útil. Também é significativo que a maior parte desses benfeitores e fundadores da humanidade fossem uns sanguinários, especialmente ferozes. Em resumo: eu concluía daqui que todos os indivíduos, não só os grandes, como também aqueles que se afastassem um pouco da vulgaridade, isto é, também aqueles que são capazes de dizer qualquer coisa de novo, teriam a obrigação, pela sua própria natureza, de serem infalivelmente criminosos... em maior ou menos grau, naturalmente. De outro modo, ser-lhes-ia difícil saírem da vulgaridade, e eles não podem conformar-se a ficar nela, até pela mesma razão da sua natureza e, a meu ver, têm até a obrigação de não se conformarem. Em resumo: como o senhor vê, até aqui, isto não tem nada de particularmente novo. Isto já se imprimiu e foi lido milhares de vezes. Pelo que diz respeito à minha distinção entre homens vulgares e extraordinários, concordo em que é um tanto arbitrária; mas eu não citava números exatos. Eu só tenho fé na minha ideia essencial, que é aquela que consiste em dizer concretamente que os indivíduos se dividem, segundo a lei da natureza, em duas categorias: a inferior (dos vulgares), isto é, se me permite a expressão, a material, que unicamente é proveitosa para a procriação da espécie, e a dos indivíduos que possuem o dom ou a inteligência para dizerem no seu meio uma palavra nova. É claro que as subdivisões são infinitas, mas os traços diferenciais de ambas as categorias são bem nítidos: a primeira categoria, ou seja, a matéria, falando em termos gerais, é formada por indivíduos conservadores por natureza, disciplinados, que vivem na obediência e gostam de viver nela. A meu ver têm a obrigação de ser obedientes, por ser esse o seu destino e não ter, de maneira nenhuma, para eles, nada de humilhante. A segunda categoria é composta por aqueles que infringem as leis, os destrutores e os propensos a sê-lo, a julgar pelas suas faculdades. Os crimes destes são, naturalmente, relativos e muito diferentes; na sua maior parte exigem, segundo os mais diversos métodos, a destruição do presente em nome de qualquer coisa de melhor. Mas se necessitarem, para bem da sua ideia, de saltar ainda que seja por cima de um cadáver, por cima do sangue, atendendo unicamente à ideia e ao seu conteúdo, repare bem. É só nesse sentido que eu falo no meu artigo do seu direito ao crime. (Lembre-se, o senhor, que partimos de uma questão jurídica.) Embora, no fim de contas, não haja razão nenhuma para se ficar demasiado assustado; quase nunca a massa lhes reconhece esse direito, e até os castiga e os manda enforcar (mais ou menos); e assim, com absoluta justiça, cumpre o seu destino conservador, o que não é obstáculo para que, nas gerações seguintes, essa mesma massa erga os castigos sobre pedestais e se incline diante deles (mais ou menos). A primeira categoria é sempre a verdadeira dominadora: a segunda é... a futura dominadora. Os primeiros conservam o mundo e multiplicam-no matematicamente; os segundos movem-no e conduzem para a sua finalidade. Tanto uns como outros têm perfeito direito de existir. Em resumo: para mim, todos têm o mesmo direito, e... &lt;i&gt;vive la guerre éternelle!&lt;/i&gt;... até a nova Jerusalém, naturalmente..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;i&gt;Crime e castigo&lt;/i&gt;, F. Dostoiévski)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-8240400806690471643?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/8240400806690471643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=8240400806690471643' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/8240400806690471643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/8240400806690471643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/11/crime-e-castigo.html' title='Crime e castigo'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-3038038278884976638</id><published>2011-11-26T10:48:00.000-02:00</published><updated>2011-11-26T10:48:04.922-02:00</updated><title type='text'>Amor é pra quem ama</title><content type='html'>Qualquer amor já é&lt;br /&gt;um pouquinho de saúde&lt;br /&gt;um montão de claridade&lt;br /&gt;contribuição&lt;br /&gt;pra cura dos problemas da cidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer amor que vem&lt;br /&gt;desse vagabundo e bobo&lt;br /&gt;coração atrapalhado&lt;br /&gt;procurando o endereço&lt;br /&gt;de outro coração fechado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor é pra quem ama&lt;br /&gt;Amor matéria-prima&lt;br /&gt;A chama&lt;br /&gt;O sumo&lt;br /&gt;A soma&lt;br /&gt;O tema&lt;br /&gt;Amor é pra quem vive&lt;br /&gt;Amor que não prescreve&lt;br /&gt;Eterno&lt;br /&gt;Terno&lt;br /&gt;Pleno&lt;br /&gt;Insano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luz do sol da noite escura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"qualquer amor já é&lt;br /&gt;um pouquinho de saúde&lt;br /&gt;um descanso na loucura"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="150" src="http://www.youtube.com/embed/LiAXfS_QPSM" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;*&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;A última frase é do &lt;i&gt;Grande Sertão: Veredas&lt;/i&gt;, de Guimarães Rosa. A canção é de &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.lenine.com.br/landing/" target="_blank"&gt;Chão&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, novo álbum de Lenine, com participação especial, sem edição (e sem convite!), do canário Frederico VI.&lt;br /&gt;Se um disco, com sua sequência de faixas, pode ser considerado uma coletânea de contos, &lt;i&gt;Chão&lt;/i&gt; foi concebido, segundo o compositor, como um romance, para ser lido-ouvido de uma só vez.&lt;br /&gt;Um ditongo e uma palavra foram a inspiração. "No início, havia apenas a palavra e meu principal significado de chão: tudo aquilo que me sustenta. Chão, quase onomatopeia do andar - que soa nasal, reverbera no corpo todo".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-3038038278884976638?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/3038038278884976638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=3038038278884976638' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/3038038278884976638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/3038038278884976638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/11/amor-e-pra-quem-ama.html' title='Amor é pra quem ama'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/LiAXfS_QPSM/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-167185957793506165</id><published>2011-11-15T09:08:00.000-02:00</published><updated>2011-11-15T09:08:59.002-02:00</updated><title type='text'>O caminho</title><content type='html'>"Caminho" sempre serve de metáfora para diferentes coisas, apontando diversos sentidos. Mas, quando o caminho é, de fato, o próprio caminho, para que servem as metáforas?&lt;br /&gt;"Não se escolhe uma vida. Vive-se uma." É a frase que separa pai e filho em "O caminho de Santiago". Thomas Avery (Martin Sheen), um médico oftalmologista da Califórnia, recebe a notícia inesperada da morte do filho Daniel (Emilio Estevez), nos Pirineus, ao iniciar o caminho de Santiago. Ao buscar o corpo do filho, Thomas decide, ele mesmo, realizar o caminho.&lt;br /&gt;Dirigida por Estevez, esta é a história de uma bela produção, com imagens arrebatadoras e excelente trilha sonora. Mas não se deve esperar por respostas ou experiências místicas. Totalmente despretensioso - e nisto está, em grande parte, a sua beleza -, o filme não traz nenhuma grande revelação ou pedagogia religiosa. Talvez a própria vida seja maior que toda busca de sentido. Abandone as metáforas e apenas siga o caminho. Afinal, o caminho pode ser simplesmente o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="415" src="http://www.youtube.com/embed/NEqNn_kAh7Q" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-167185957793506165?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/167185957793506165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=167185957793506165' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/167185957793506165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/167185957793506165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/11/o-caminho.html' title='O caminho'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/NEqNn_kAh7Q/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-2324427612705805374</id><published>2011-11-05T17:12:00.000-02:00</published><updated>2011-11-05T17:12:38.180-02:00</updated><title type='text'>Consideração do poema: leituras de Drummond</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="325" src="http://player.vimeo.com/video/31252975?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" webkitallowfullscreen="" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://blogdoims.uol.com.br/ims/consideracao-do-poema-leituras-de-drummond/" target="_blank"&gt;http://blogdoims.uol.com.br/ims/consideracao-do-poema-leituras-de-drummond/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-2324427612705805374?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/2324427612705805374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=2324427612705805374' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2324427612705805374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2324427612705805374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/11/consideracao-do-poema-leituras-de.html' title='Consideração do poema: leituras de Drummond'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-1819067478551530536</id><published>2011-11-01T09:38:00.003-02:00</published><updated>2011-11-01T12:11:49.047-02:00</updated><title type='text'>Lição entre amigos</title><content type='html'>&lt;div style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;"A lição é sem dúvida incontestável. Tudo passa!! Isso é perfeito em uma imperfeição que se torna nostálgico.&amp;nbsp;As coisas boas passam, e por sabermos disso aproveitamos ao máximo alguns momentos.&amp;nbsp;As coisas ruins passam, e quando lembramos disso não nos desesperamos tanto quando as coisas estão muito ruins.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;E assim por diante!" (Almir Natalino)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Trecho de um email do meu amigo Almir, numa série que andamos trocando sobre as aprendizagens da vida. Gostei tanto que quis dividir aqui. Lembra uma frase muita boa que uma vez li em algum lugar: "Como toda alegria é passageira, nenhum sofrimento será eterno".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-1819067478551530536?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/1819067478551530536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=1819067478551530536' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/1819067478551530536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/1819067478551530536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/11/licao-entre-amigos.html' title='Lição entre amigos'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-1745872905971391635</id><published>2011-10-16T09:37:00.001-02:00</published><updated>2011-12-17T20:08:13.631-02:00</updated><title type='text'>A alma encantadora das ruas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;"Para compreender a psicologia da rua não&amp;nbsp;basta gozar-lhe as delícias como se goza o calor do sol e o lirismo do luar. É preciso ter espírito&amp;nbsp;vagabundo, cheio de curiosidades malsãs e os nervos com um perpétuo desejo&amp;nbsp;incompreensível, é preciso ser aquele que chamamos flâneur e praticar o mais interessante dos&amp;nbsp;esportes – a arte de flanar. É fatigante o exercício?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;(...) Que significa flanar? Flanar é ser vagabundo e&amp;nbsp;refletir, é ser basbaque e comentar, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem.&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;Flanar é ir por aí, de manhã, de dia, à noite, meter-se nas rodas da populaça, admirar o menino da gaitinha ali à esquina, seguir com os garotos o lutador do Cassino vestido de turco...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;(...) É vagabundagem? Talvez. Flanar é a distinção de perambular com inteligência. Nada como o&amp;nbsp;inútil para ser artístico. Daí o desocupado flâneur ter sempre na mente dez mil coisas&amp;nbsp;necessárias, imprescindíveis, que podem ficar eternamente adiadas... O flâneur é o bonhomme&amp;nbsp;possuidor de uma alma igualitária e risonha, falando aos notáveis e aos humildes com doçura,&amp;nbsp;porque de ambos conhece a face misteriosa e cada vez mais se convence da inutilidade da&amp;nbsp;cólera e da necessidade do perdão."&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;(...) E de tanto ver que os outros quase não podem entrever, o flâneur reflete. As observações foram guardadas na&amp;nbsp;placa sensível do cérebro; as frases, os ditos, as cenas vibram-lhe no cortical. Quando o flâneur&amp;nbsp;deduz, ei-lo a concluir uma lei magnífica por ser para seu uso exclusivo, ei-lo a psicologar, ei-lo&amp;nbsp;a pintar os pensamentos, a fisionomia, a alma das ruas. E é então que haveis de pasmar da&amp;nbsp;futilidade do mundo e da inconcebível futilidade dos pedestres da poesia de observação..."&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;(&lt;i&gt;A alma encantadora das ruas&lt;/i&gt;, João do Rio)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-1745872905971391635?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/1745872905971391635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=1745872905971391635' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/1745872905971391635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/1745872905971391635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/10/alma-encantadora-das-ruas.html' title='A alma encantadora das ruas'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-8356476131464393597</id><published>2011-10-06T14:28:00.000-03:00</published><updated>2011-10-06T14:28:27.991-03:00</updated><title type='text'>Stay hungry, stay foolish</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-n-lNQYqKiho/To3kl2deGUI/AAAAAAAAAho/AYj3kMqekeQ/s1600/jobs_2019371c.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="195" src="http://1.bp.blogspot.com/-n-lNQYqKiho/To3kl2deGUI/AAAAAAAAAho/AYj3kMqekeQ/s320/jobs_2019371c.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;iJobs&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/66f2yP7ehDs" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-8356476131464393597?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/8356476131464393597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=8356476131464393597' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/8356476131464393597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/8356476131464393597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/10/stay-hungry-stay-foolish.html' title='Stay hungry, stay foolish'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-n-lNQYqKiho/To3kl2deGUI/AAAAAAAAAho/AYj3kMqekeQ/s72-c/jobs_2019371c.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-7316378558458443416</id><published>2011-09-16T12:07:00.000-03:00</published><updated>2011-09-16T12:07:52.039-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://www.newyorker.com/images/2011/09/19/cartoons/110919_cartoon_044_a15982_p465.gif" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Da revista &lt;a href="http://www.newyorker.com/humor/issuecartoons/2011/09/19/cartoons_20110912#slide=3"&gt;&lt;i&gt;The New Yorker&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-7316378558458443416?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/7316378558458443416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=7316378558458443416' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7316378558458443416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7316378558458443416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/09/da-revista-new-yorker.html' title=''/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-8845314754759851134</id><published>2011-09-03T10:35:00.000-03:00</published><updated>2011-09-03T10:35:11.508-03:00</updated><title type='text'>Conversa com Marcelino Freire</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Penetra surdamente no reino das palavras.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Lá estão os poemas que esperam ser escritos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;(Carlos Drummond de Andrade)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A sua vó Maroca já uma lembrança particular minha. A manga de João Cabral, o cocô do camelo do Egito.&lt;br /&gt;Caos é vago demais, é vasto demais, vazio. Onde dói o caos em mim? Dor que não é psicanálise, você diz. Dor que é entrega de afirmação, encontro consigo mesmo. E o mergulho, quem dá?&lt;br /&gt;Pego o caos, o medo, a vanidade e&amp;nbsp;troco tudo pela fotografia do café nas paredes, o trem vermelho estrondeando lá fora, a sua fala pausada e o acento delicioso de cada sílaba: co-cô-di-ca-me-lu.&lt;br /&gt;Tenho que eleger e trazer para a minha poesia aquilo que é só meu, você diz.&amp;nbsp;Agora isso tudo também é meu, é minha particular lembrança. E o&amp;nbsp;que é só meu só se torna dos outros na medida em que é meu demais.&lt;br /&gt;Abandonar os sentidos, escrever com as palavras. Carne e osso das palavras, feitas de carne e osso.&amp;nbsp;Ninguém vai ao abismo cheio de apetrecho. E escrever é mergulhar no abismo, você diz.&lt;br /&gt;Quer falar sobre a brisa? Eu quero saber se essa brisa te pertence, você desafia.&lt;br /&gt;Falar de amor? Só se for pra dizer onde o amor ama em mim.&lt;br /&gt;Não venha me enganar com entranhas.&amp;nbsp;Não fique escrevendo como quem entende a dor do mundo. Você sente a dor do mundo onde?, você esbraveja.&lt;br /&gt;É teu?, você pergunta.&amp;nbsp;Não é psicanálise, é mergulho na palavra que temos, você diz. Que palavra me pertence?&amp;nbsp;Temos que encontrar nossa própria palavra e não falta palavra, você diz. Que palavra me pertence?&amp;nbsp;Deixar o de repente de lado, afinal tudo é de repente. Inaugurar um olhar sobre as coisas e&amp;nbsp;eternizar esse olhar numa palavra que me pertence.&amp;nbsp;Que palavra me pertence?&lt;br /&gt;Todas estas palavras são tuas. A procura das minhas só agora começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-8845314754759851134?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/8845314754759851134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=8845314754759851134' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/8845314754759851134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/8845314754759851134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/09/conversa-com-marcelino-freire.html' title='Conversa com Marcelino Freire'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-429200139867093043</id><published>2011-08-26T11:36:00.003-03:00</published><updated>2011-09-03T10:42:59.973-03:00</updated><title type='text'>Bicicleta sob a partitura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe frameborder="0" height="400" src="http://player.vimeo.com/video/28178282?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Vídeo do artista japonês &lt;a href="http://www.manabushimada.com/" target="_blank"&gt;Manabu Shimada&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(indicação do Almir de Freitas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-429200139867093043?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/429200139867093043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=429200139867093043' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/429200139867093043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/429200139867093043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/08/bicicleta-sob-partitura.html' title='Bicicleta sob a partitura'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-552336360918274291</id><published>2011-08-22T10:09:00.000-03:00</published><updated>2011-08-22T10:09:56.574-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;"Cada decisão é uma escolha entre o sofrimento e o milagre."&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;(Márcia De Luca, Yoga pela Paz 2011)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-552336360918274291?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/552336360918274291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=552336360918274291' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/552336360918274291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/552336360918274291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/08/cada-decisao-e-uma-escolha-entre-o.html' title=''/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-945482535767044963</id><published>2011-08-14T10:13:00.004-03:00</published><updated>2011-12-17T20:09:32.057-02:00</updated><title type='text'>Meia-noite em Paris</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-kLY4Ehm0E1k/TkfGJCo2fuI/AAAAAAAAAhc/JjouvSLqyqE/s1600/meia-noite.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-kLY4Ehm0E1k/TkfGJCo2fuI/AAAAAAAAAhc/JjouvSLqyqE/s200/meia-noite.jpg" width="140" /&gt;&lt;/a&gt;Nostalgia. Aquilo que nos faz sentir que um tempo passado - ou um momento no passado - era melhor do que o presente. Idealização daquilo que se viveu combinada com a saudade do que não se viveu. Pode se tornar inspiração ou escapismo. Nas mãos de Woody Allen, nostalgia se transforma em viagem poética no tempo.&lt;br /&gt;Gil Pender, um medíocre roteirista de cinema que visita Paris com os sogros e a noiva um tanto superficial, sonha em viver em Paris e terminar seu romance. Certa noite, recebe um carona de Zelda e Scott Fitzgerald e é transportado para a Paris dos anos 20, idealizada por ele como a verdadeira época de ouro. A partir de então, passa a se encontrar com os nomes que povoaram a vida artística e literária da cidade: Cole Porter, Ernest Hemingway, Gertrude Stein, Pablo Picasso,&amp;nbsp;Salvador Dalí, T.S. Eliot, Djuna Barnes, Josephine Baker,&amp;nbsp;Man Ray,&amp;nbsp;Luis Buñuel. Um desfile de encontros memoráveis e deliciosos, que confirmam que Paris é, realmente, uma festa.&lt;br /&gt;Pender acaba se apaixonando por Adriana,&amp;nbsp;símbolo da musa,&amp;nbsp;amante de Picasso. Ela diz também ter sido amante de Modigliani e Braque.&amp;nbsp;"Você elevou a categoria de &lt;i&gt;groupie&lt;/i&gt; a um outro nível!" é a resposta de Pender, num dos divertidos anacronismos do filme.&lt;br /&gt;A nostalgia e o amor por Adriana de um lado, a superação da "síndrome da época de ouro", do outro. Faz lembrar a frase de&amp;nbsp;Randall Jarrell:&amp;nbsp;"Pessoas que vivem numa era de ouro costumam reclamar que tudo é amarelo."&lt;br /&gt;Apesar de medíocre (como ele mesmo se define), Pender é "despretensioso e ingênuo", e, em sua confusão entre passado e presente, a busca por se tornar um escritor melhor acaba transformando o que era conformismo e covardia em necessidade de começar a viver a partir de suas próprias verdades e sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Todos os homens temem a morte. É um medo natural que nos consome a todos. Nós tememos a morte porque sentimo que não amamos o suficiente ou não amamos de modo algum, o que no fundo é a mesma coisa. Porém, quando você faz amor com uma grande mulher, uma que merece o maior respeito do mundo e que faz você se sentir verdadeiramente poderoso, o medo da morte desaparece completamente. Porque quando você divide seu corpo e seu coração com uma grande mulher, o mundo desaparece. Vocês dois são os únicos no universo inteiro. Você conquista o que o mais inferior dos homens jamais conquistou, você conquista o coração de uma grande mulher, a coisa mais vulnerável que ela pode oferecer a alguém. A morte não passa mais pela mente. O medo não mais encobre seu coração. Apenas a paixão pela vida e pelo amor se tornam sua única realidade. Essa não é uma tarefa fácil porque exige uma imensa coragem. Mas lembre disso, no momento em que você fizer amor com uma mulher de verdadeira grandeza, você se sentirá imortal." (Uma das incríveis citações de Hemingway)&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/kdgdX2Sra5Y" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-945482535767044963?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/945482535767044963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=945482535767044963' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/945482535767044963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/945482535767044963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/08/meia-noite-em-paris.html' title='Meia-noite em Paris'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-kLY4Ehm0E1k/TkfGJCo2fuI/AAAAAAAAAhc/JjouvSLqyqE/s72-c/meia-noite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-650485343920999798</id><published>2011-08-11T20:59:00.000-03:00</published><updated>2011-08-11T20:59:17.548-03:00</updated><title type='text'>Ler, pra quê?</title><content type='html'>Quem quiser que dê motivos para ler. Da minha parte, não dou nenhum. A leitura pode servir para muitas coisas, mas pode também não servir para coisa alguma. E é quando não tem nenhuma utilidade, quando não se justifica por outras razões além de si mesma, que a leitura atinge a meta. É o prazer de ler pelo prazer de ler em si. Ponto. E, no momento em que as pessoas descobrem este prazer, não precisam mais ser convencidas, já não necessitam de motivos.&lt;br /&gt;Estas considerações surgiram porque tive que fazer uma matéria sobre uma biblioteca, incentivando o hábito da leitura. Mas não queria aquela chatice do tipo "leia porque isso ou leia porque aquilo". Só posso dizer que ler é bom porque é bom ler, se é que me entendem.&lt;br /&gt;Enfim, todo esse devaneio é só para falar que, pesquisando algumas coisas, encontrei alguns materiais bem interessantes de incentivo à leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-rV8cKewiMo0/TkRkavmhqUI/AAAAAAAAAhA/XPjHdwdWXBI/s1600/ler2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="268" src="http://4.bp.blogspot.com/-rV8cKewiMo0/TkRkavmhqUI/AAAAAAAAAhA/XPjHdwdWXBI/s320/ler2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-D2ynoq95upk/TkRkjL3tMtI/AAAAAAAAAhE/u01KFkhDbsQ/s1600/ler3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="268" src="http://2.bp.blogspot.com/-D2ynoq95upk/TkRkjL3tMtI/AAAAAAAAAhE/u01KFkhDbsQ/s320/ler3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-k1aZQTv8Mb0/TkRqQ2aWohI/AAAAAAAAAhU/mGM0ccsWl4E/s1600/ler1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="268" src="http://2.bp.blogspot.com/-k1aZQTv8Mb0/TkRqQ2aWohI/AAAAAAAAAhU/mGM0ccsWl4E/s320/ler1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span id="goog_434679808"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_434679809"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1s76oMc027M/TkRk18niFKI/AAAAAAAAAhI/ChE7mFIDWmc/s1600/ler4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://3.bp.blogspot.com/-1s76oMc027M/TkRk18niFKI/AAAAAAAAAhI/ChE7mFIDWmc/s640/ler4.jpg" width="307" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Vy9N6UagFmY/TkRlB8C4UeI/AAAAAAAAAhM/42CZrAPg4CE/s1600/ler5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/-Vy9N6UagFmY/TkRlB8C4UeI/AAAAAAAAAhM/42CZrAPg4CE/s640/ler5.jpg" width="420" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/6hoIIT3Qdg0" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/iRDoRN8wJ_w" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-650485343920999798?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/650485343920999798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=650485343920999798' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/650485343920999798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/650485343920999798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/08/ler-pra-que.html' title='Ler, pra quê?'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-rV8cKewiMo0/TkRkavmhqUI/AAAAAAAAAhA/XPjHdwdWXBI/s72-c/ler2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-7930275499023628859</id><published>2011-08-11T12:42:00.004-03:00</published><updated>2011-08-11T21:01:09.963-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Uma conversa vagabunda traz à cena imagem, música, gestos que nos livram das banalidades que se encontram em nossos discursos... Trata-se de uma experiência liberta que nos leva a caminhos que não sabíamos que existiam." (Pierre Sansot)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.elogioapreguica.com.br/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;www.elogioapreguica.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-7930275499023628859?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/7930275499023628859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=7930275499023628859' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7930275499023628859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7930275499023628859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/08/uma-conversa-vagabunda-traz-cena-imagem.html' title=''/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-5535965826264151695</id><published>2011-08-05T07:30:00.001-03:00</published><updated>2011-08-05T18:20:24.745-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Nós, andarilhos, somos todos feitos assim. Nossa ânsia de peregrinar, de vagabundear se constitui na maior parte de amor e erotismo. A metade desse romantismo não é nada mais do que a esperança por uma aventura. A outra metade, porém, é um instinto inconsciente em transformar e aniquilar o erótico. Nós, os peregrinos, já estamos acostumados em acalentar amores impossíveis por serem impossíveis, e aquele amor que deveria pertencer a uma mulher facilmente dividimos entre a aldeia e a montanha, o lago e o precipício, as crianças pelo caminho, o mendigo na ponte, o gado no pasto, o pássaro e a borboleta. Nós separamos o amor da matéria amada, o amor em si nos satisfaz da mesma forma como não buscamos no caminhar a meta, senão só o próprio prazer do caminhar, de estar a caminho.&lt;br /&gt;Jovem dama com o rosto cheio de frescor, eu não quero saber teu nome, não penso em alimentar nem acalentar meu amor por ti, pois não és a meta do meu amor, senão seu impulso. Darei esse amor de presente às flores do caminho, ao reflexo do sol no copo de vinho, à redonda e vermelha torre da igreja. És tu que fazes com que me apaixone pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;i&gt;Caminhada&lt;/i&gt;, Herman Hesse)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-5535965826264151695?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/5535965826264151695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=5535965826264151695' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/5535965826264151695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/5535965826264151695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/08/nos-andarilhos-somos-todos-feitos-assim.html' title=''/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-488201298025274016</id><published>2011-08-03T09:06:00.002-03:00</published><updated>2011-08-03T09:08:01.554-03:00</updated><title type='text'>Agosto é mês de Yoga pela Paz</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Q2KrcQEJhXc/Tjk47z4W97I/AAAAAAAAAg4/DcpielM5RHo/s1600/yoga2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://1.bp.blogspot.com/-Q2KrcQEJhXc/Tjk47z4W97I/AAAAAAAAAg4/DcpielM5RHo/s400/yoga2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A programação está em &lt;a href="http://www.yogapelapaz.com.br/"&gt;www.yogapelapaz.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-488201298025274016?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/488201298025274016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=488201298025274016' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/488201298025274016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/488201298025274016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/08/agosto-e-mes-de-yoga-pela-paz.html' title='Agosto é mês de Yoga pela Paz'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Q2KrcQEJhXc/Tjk47z4W97I/AAAAAAAAAg4/DcpielM5RHo/s72-c/yoga2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-3811014124273201573</id><published>2011-07-23T09:36:00.001-03:00</published><updated>2011-07-24T09:02:34.161-03:00</updated><title type='text'>Nunca te vi, sempre te amei</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-shJFA92OhjE/Tiq7fc-dKEI/AAAAAAAAAgs/HeuAGSwjWu4/s1600/nunca+te+vi+sempre+te+amei.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-shJFA92OhjE/Tiq7fc-dKEI/AAAAAAAAAgs/HeuAGSwjWu4/s200/nunca+te+vi+sempre+te+amei.jpg" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;Ontem revi o filme&lt;i&gt; Nunca te vi, sempre te amei&lt;/i&gt;. É a história de uma escritora de Nova Iorque que passa a se corresponder com um livreiro de Londres. O que de início era uma simples solicitação de livros vai se transformando, ao longo dos anos, em uma forma muito especial e peculiar de relacionamento. O filme assume a forma narrativa da correspondência, com a troca contínua de cartas entre Helene Hanff e Frank Doel. Um belo exemplo do gênero epistolar no cinema.&lt;br /&gt;A paixão por livros é o pano de fundo que acompanha o desenrolar da vida dos personagens. Uma história de amor? Talvez, sim. Mas um amor dos mais raros, dos mais sutis (e se o título em português não deixa dúvidas, a sutileza fica por conta do original, &lt;i&gt;84 Charing Cross Road&lt;/i&gt;, endereço da livraria em Londres).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"A&amp;nbsp;humanidade, como um todo, é um livro. Quando um homem morre, um capítulo não é arrancado e sim traduzido para um idioma melhor. E cada capítulo deve assim ser traduzido. Deus emprega vários tradutores. Alguns trechos são traduzidos pela idade, outros pela doença, alguns pela guerra, outros pela justiça. Mas a mão de Deus reúne&amp;nbsp;novamente&amp;nbsp;todas as folhas soltas &amp;nbsp;e as coloca naquela biblioteca em que os livros se abrem uns para os outros."&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma passagem de John Donne, lida por Helene.&amp;nbsp;A metáfora do livro como vida resume a beleza de&amp;nbsp;&lt;i&gt;84 Charing Cross Road,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&amp;nbsp;um filme para se guardar na estante.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/cC7i98SXGpY" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-3811014124273201573?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/3811014124273201573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=3811014124273201573' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/3811014124273201573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/3811014124273201573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/07/nunca-te-vi-sempre-te-amei.html' title='Nunca te vi, sempre te amei'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-shJFA92OhjE/Tiq7fc-dKEI/AAAAAAAAAgs/HeuAGSwjWu4/s72-c/nunca+te+vi+sempre+te+amei.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-8256441695912316923</id><published>2011-07-09T14:39:00.002-03:00</published><updated>2011-12-17T20:10:33.625-02:00</updated><title type='text'>Conversa de banco de praça</title><content type='html'>Às vezes, a gente encontra boas histórias nas situações mais inusitadas. Hoje, tive um encontro casual e inesperado com a própria História.&lt;br /&gt;Durante meu passeio de bicicleta, parei na praça do Aquário de Santos para aproveitar o sol em dia frio e a paisagem do mar. A dois bancos do meu, dois guardadores de carro mantinham uma conversa acalorada. Distraída com os olhos, eu não ouvia o que eles diziam. Depois de uns dez minutos, me preparava para ir embora, quando um deles se aproximou de mim:&lt;br /&gt;- Moça, por favor, a revolução de hoje aconteceu porque os paulistas queriam se separar do Brasil, não é?&lt;br /&gt;Surpreendida com a pergunta, parei e começamos a nossa própria discussão sobre a Revolução Constitucionalista de 32. Minha surpresa foi crescendo com a profundidade dos seus conhecimentos históricos e a sua empolgação. Me deixei ficar e fui puxando mais conversa. Ele conhecia as datas (a Revolução de 32, a ditadura de 30), os personagens, os conflitos políticos entre São Paulo e o Rio Grande do Sul. Falou sobre Getúlio Vargas, ditador em São Paulo, herói no Sul, onde até "tem uma estátua de bronze numa praça. Ele e o assistente dele, o Magalhães". Esse, eu não conhecia... Depois falou sobre outros conflitos separatistas (os alemães no Sul, por exemplo), da colonização da Guiana Francesa e do Suriname ("os estrangeiros, franceses, ingleses, holandeses invadiram e tomaram pra eles") e da nossa colonização. "A gente tem essa colonização errante porque quando os portugueses vieram pra cá, mandaram os degredados, os criminosos." De passagem, falou de seu avô holandês, "bem holandês mesmo, com cabelo sarará e olho azulzinho da cor do anil", igual ao seu. Voltou à História, questionando o tal do descobrimento do Brasil. "E o Pedro Álvares Cabral? Como é que ele descobriu o Brasil se quando ele chegou já tinha um monte de índio aqui? Jogou gasolina e acendeu o fósforo, isso é que foi o descobrimento!". Falou de D. Pedro I e a carta que escreveu para o pai, D. João, libertando o Brasil. Falou da revolta dos mineiros contra a monarquia,&amp;nbsp;outra tentativa de libertação. "Aí, o que fizeram? Mataram o Tiradentes!".&amp;nbsp;Para resumir uma longa conversa, minha aula de História foi do Descobrimento a Juscelino Kubitschek.&lt;br /&gt;Pensando já que se tratava de um daqueles casos de pessoas com boa formação que vão parar nas ruas, perguntei se ele tinha estudado História. "Estudei. Estudei a primeira série, a segunda série e a terceira série, mas na quarta, tive que parar. É que eu tenho a cabeça boa, mesmo".&lt;br /&gt;Não só a cabeça boa, mas o jeito de falar despretensioso e a simpatia, tornavam a narrativa da História muito mais interessante e prazerosa que enredo de filme. A boca sem dentes não intimidava o sorriso escancarado.&lt;br /&gt;Perguntei seu nome. "É Carlos". Ia brincar, dizendo que era nome de imperador, mas fiquei com receio de ele começar a falar sobre a História da França e do Império de Carlos Magno (receio justificado só porque já era tarde e eu tinha que ir embora). "Qual é o nome da moça?". Rose. "Rose é uma rosa num jardim. Já fiz música com essa frase. É um cenário que rende bastante em poesia...". E começou a declamar um poema que, infelizmente, não guardei de memória (minha cabeça não é tão boa quanto a dele...). Se meu pasmo e encanto já não eram poucos, com a poesia, então! "O senhor, além de tudo, é poeta, seu Carlos?". Infelizmente, eu tinha que ir e a conversa sobre poesia teria que ficar para depois. "Fico sempre aqui nessa praça, você passa sempre aqui?", "Passo, sim. Quando eu vier, eu paro pra gente conversar, tá bom?"&lt;br /&gt;Na hora da despedida, o outro guardador que antes havia se afastado, se reaproximou. "E o feriado da Revolução de hoje é só em São Paulo ou no Brasil todo?", perguntou o seu Carlos. "É um feriado paulista, só em São Paulo". "Em Santos também?". "E Santos fica onde?", respondeu o outro, com seus conhecimentos de Geografia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-8256441695912316923?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/8256441695912316923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=8256441695912316923' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/8256441695912316923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/8256441695912316923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/07/conversa-de-banco-de-praca.html' title='Conversa de banco de praça'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-7752616184078980327</id><published>2011-06-26T12:40:00.002-03:00</published><updated>2011-12-19T09:21:18.653-02:00</updated><title type='text'>A arte de amar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-S4fc06atR-0/TgdQreSG_VI/AAAAAAAAAgo/cHQBfoGIYHM/s1600/a+arte+de+amar.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-S4fc06atR-0/TgdQreSG_VI/AAAAAAAAAgo/cHQBfoGIYHM/s200/a+arte+de+amar.jpg" width="135" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O amor é uma arte que pode ser aprendida? Para o psicanalista Erich Fromm, sim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Em &lt;i&gt;A arte de amar&lt;/i&gt;, &amp;nbsp;ele defende que o amor "não é um sentimento em que qualquer um se possa comprazer, sem levar em conta o nível de maturidade que alcançou". O amor, portanto, depende do desenvolvimento da personalidade integral do homem e de sua capacidade de amar, a partir de uma postura de humildade, coragem, fé e disciplina. "Numa cultura em que tais qualidades são raras, o alcance da capacidade de amar deve permanecer uma conquista rara. Ou... qualquer um pode perguntar a si mesmo quantas pessoas tem conhecido que verdadeiramente amam."&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;A concepção de que não é preciso aprender a amar está sustentada por duas premissas. A primeira é a de que o problema do amor é, não o de amar, mas o de como ser amado (e por isso os inúmeros esforços para se tornar "amável", que podem ser resumidos em se tornar atraente e ter sucesso). A segunda é a de que o problema do amor é a de um objeto, não de uma faculdade.&amp;nbsp;"Pensa-se que amar é simples, mas que é difícil encontrar o objeto certo a amar — ou pelo qual ser amado."&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Um dos erros relacionados à ideia de que não se aprende a amar é a confusão entre se apaixonar e permanecer apaixonado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;"Se duas pessoas estranhas uma à outra, como todos somos, subitamente deixam ruir a parede que as separa e se sentem próximas, se sentem uma só, esse momento de unidade é uma das mais jubilosas e excitantes experiências da vida. É tudo o que há de mais admirável e miraculoso para quem tem estado fechado em si, isolado, sem amor. Esse milagre de súbita intimidade é muitas vezes facilitado quando se combina, ou se inicia, com a atração sexual e sua satisfação. Contudo, tal tipo de amor, por sua própria natureza, não é duradouro. As duas pessoas tornam-se bem conhecidas, sua intimidade perde cada vez mais o caráter miraculoso, e seu antagonismo, suas decepções, seu mútuo fastio acabam por matar tudo quanto restava da excitação inicial. Entretanto, no começo, elas de nada disso sabem; de fato, tomam a intensidade da paixão, a 'loucura' que sentem uma pela outra, como prova da intensidade de seu amor, quando isso apenas provaria o grau de sua anterior solidão."&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;A teoria fundamental a respeito do amor é a de que ele é a solução criada pelo homem para o problema da existência humana, ou seja, uma tentativa de superar a separação essencial.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;"Essa consciência de si mesmo como entidade separada, a consciência de seu próprio e curto período de vida, do fato de haver nascido sem ser por vontade própria e de ter de morrer contra sua vontade, de ter de morrer antes daqueles que ama, ou estes antes dele, a consciência de sua solidão e separação, de sua impotência ante as forças da natureza e da sociedade, tudo isso faz de sua existência apartada e desunida uma prisão insuportável. Ele ficaria louco se não pudesse libertar-se de tal prisão e alcançar os homens, unir-se de uma forma ou de outra com eles, com o mundo exterior."&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;A consciência da separação é, portanto, fonte de toda a ansiedade humana, dando origem a um problema fundamental, o de como transcender a própria vida individual e reencontrar a unidade. Para Fromm, o amor é a principal resposta. Outra resposta possível - e a mais comum - à solidão e ao anseio de união está no conformismo de rebanho.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;"Só se pode compreender a força do medo de ser diferente, do medo de estar que poucos passos fora do rebanho, quando se compreendem &amp;nbsp;as profundidades da necessidade de não ser separado. &amp;nbsp;(...) Na maioria, o povo nem sequer tem consciência de sua necessidade de conformar-se. Vive sob a ilusão de seguir suas próprias idéias e inclinações, de ser individualista, de ter chegado a suas opiniões como resultado de seus próprios pensamentos — apenas acontecendo que suas idéias são as mesmas da maioria. O consenso de todos serve como prova da correção de 'suas' ideias. Havendo ainda necessidade de sentir certa individualidade, essa necessidade é satisfeita com relação a diferenças menores; o monograma na pasta ou no suéter, a placa com o nome do caixa do banco, o fato de pertencer ao Partido Democrático contra o Republicano, ou a esta associação em vez de àquela, tornam-se expressão de diferenças individuais. O 'slogan' de anúncios de que uma coisa 'é diferente' demonstra essa necessidade patética de diferença, quando na realidade quase nenhuma resta."&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Todas as tentativas de conseguir a unidade são parciais. A única resposta completa está na "realização da unidade interpessoal, da fusão com outra pessoa: está no amor." Mas nem toda forma de fusão interpessoal é necessariamente amor. Para Fromm, amor é fruto de maturidade, enquanto outras formas imaturas de amor são chamadas de união simbiótica.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;"A forma passiva da união simbiótica é a da submissão, ou, se usarmos &amp;nbsp;um termo clínico, a do masoquismo. A pessoa masoquista foge ao insuportável sentimento de isolamento e separação tornando-se parte e porção de outra pessoa, que a dirige, guia, protege; que, em suma, é sua vida e seu oxigênio. O poder daquele a quem alguém se submete é expandido, trate-se de uma pessoa ou de um deus; é tudo, e o submisso nada, exceto naquilo em que é parte dele. Como parte, é parcela da grandeza, da força, da certeza. A pessoa masoquista não tem de tomar decisões, não precisa assumir quaisquer riscos; nunca está só — mas não é independente; não tem integridade; ainda não nasceu de todo. (...) Pode haver submissão masoquista ao destino, à enfermidade, à música rítmica, ao estado orgíaco produzido por drogas ou sob transe hipnótico: em todos esses exemplos a pessoa renuncia à sua integridade, torna-se o instrumento de alguém ou de algo fora dela própria; não precisa de resolver o problema de viver por meio da atividade produtiva.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;A forma ativa da fusão simbiótica é a dominação, ou, para empregar o termo psicológico correspondente ao masoquismo, o sadismo. A pessoa sadista quer escapar de sua solidão e de sua sensação de encarceramento, fazendo de outra pessoa uma parte, uma parcela de si mesma. Expande-se e valoriza-se incorporando outra pessoa, que a adora.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;A pessoa sadista depende tanto da pessoa submissa quanto esta daquela; uma não pode viver sem a outra. A diferença só está em que a pessoa sadista ordena, explora, fere, humilha, e a masoquista é mandada, explorada, ferida, humilhada. Tal diferença é considerável num sentido realista; num sentido emocional mais profundo, a diferença não é tão grande quanto o que ambas têm em comum: fusão sem integridade."&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O amor vai além:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;"Em contraste com a união simbiótica, o amor amadurecido é união sob a condição de preservar a integridade própria, a própria individualidade. O amor é uma força ativa no homem; uma força que irrompe pelas paredes que separam o homem de seus semelhantes, que o une aos outros; o amor leva-o a superar o sentimento de isolamento e de separação, permitindo-lhe, porém, ser ele mesmo, reter sua integridade. No amor, ocorre o paradoxo de que dois seres sejam um e, contudo, permaneçam dois."&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Aproveitando os conceitos de Spinoza de afetos ativos ("ações") e passivos ("paixões"), Fromm reafirma o caráter do amor como ação, como "prática de um poder humano, que só pode ser exercido na liberdade e nunca como resultado de uma compulsão". E, enquanto ação, o amor implica cuidado, responsabilidade, respeito e conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;"Respeitar uma pessoa não é possível sem conhecê-la; cuidado e responsabilidade seriam cegos se não fossem guiados pelo conhecimento. O conhecimento seria vazio se não fosse motivado pela preocupação. Há muitas camadas de conhecimento; o conhecimento que é um aspecto do amor é aquele que não fica na periferia, mas penetra até o âmago. Só é possível quando posso transcender a preocupação por mim mesmo e ver a outra pessoa em seus próprios termos."&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Amar é, portanto, não apenas um exercício de conhecimento, mas a forma mais elevada de conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;"O amor é penetração ativa na outra pessoa, em que meu desejo de conhecer é distilado pela união. No ato da fusão, eu te conheço, eu me conheço, conheço a todos — e nada 'conheço'. Conheço pelo único meio por que é possível, para o homem, o conhecimento do que é vivo — pela experiência da união —, e não por qualquer conhecimento que nosso pensamento possa dar. O sadismo é motivado pelo desejo de conhecer o segredo, e contudo permaneço tão ignorante quanto antes era. Despedacei o outro ser membro a membro, e entretanto tudo o que fiz foi destruí-lo. O amor é o único meio de conhecimento que, no ato da união, responde à minha pergunta. No ato de amar, de dar-me, no ato de penetrar a outra pessoa, encontro-me, descubro-me, descubro-nos a ambos, descubro o homem."&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Além do amor erótico, From analisa o amor fraterno, materno e de Deus, reforçando a relação entre a atividade do amor e a integridade do ser.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;"O amor não é, principalmente, uma relação para com uma pessoa específica; é uma atitude, uma orientação de caráter, que determina a relação de alguém para com o mundo como um todo, e não para com um 'objeto' de amor. Se uma pessoa ama apenas a uma outra pessoa e é indiferente ao resto dos seus semelhantes, seu amor não é amor, mas um afeto simbiótico, ou um egoísmo ampliado. Contudo, a maioria crê que o amor é constituído pelo objeto e não pela faculdade. De fato, acredita-se mesmo que a prova da intensidade do amor está em não amar ninguém além da pessoa 'amada'. (...) Por não se ver que o amor é uma atividade, uma força da alma, acredita-se que tudo quanto é necessário encontrar é o objeto certo — e tudo o mais irá depois por si.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;(...) Se verdadeiramente amo alguém, então amo a todos, amo o mundo, amo a vida. Se posso dizer a outrem, 'Eu te amo', devo ser capaz de dizer: 'Amo em ti a todos, através de ti amo o mundo, amo-me a mim mesmo em ti'."&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;A sociedade atual, ditada pelas regras e lógica do capitalismo, caracteriza-se, principalmente, pelas formas de pseudo-amor ou de desintegração do amor. O amor, assim, torna-se um artigo de luxo, substituído por relações de consumo, em que é possível "trocar seus 'fardos de personalidade' e esperar um bom negócio."&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;"Toda esta espécie de relações, na verdade, vem a dar na bem lubrificada relação entre pessoas que permanecem estranhas a vida inteira, que nunca chegam a uma 'relação central', mas que mutuamente se tratam com cortesia e que tentam fazer com que a outra pessoa se sinta melhor. Neste conceito de amor e casamento, a principal ênfase é colocada no encontro de um refúgio para o que, de outra forma, seria insuportável sentimento de solidão. No 'amor' encontra-se, afinal, um porto ao abrigo da solidão. Forma-se uma aliança de dois contra o mundo, e esse egoísmo a dois é enganosamente tomado por amor e intimidade."&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Apesar do quadro atual desfavorável ao amor, como toda arte, ele pode ser aprendido. Disciplina, concentração, paciência e preocupação suprema com o domínio da arte são as principais premissas para se aprender a amar. Mas, quando se trata de amor, não há receitas, nem prescrições.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;"Amar é uma experiência pessoal que cada qual só pode ter por si e para si; de fato, quase não há quem não tenha tido tal experiência, de modo rudimentar pelo menos, como criança, adolescente, ou adulto. O que a discussão da prática do amor pode fazer é examinar as premissas da arte de amar, o meio de rumar para ela, por assim dizer, e a prática dessas premissas e marchas. Os passos para a meta só podem ser praticados por quem os vai dar e a discussão termina antes que se dê o passo decisivo."&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Algumas condiçõçes específicas para se desenvolver a capacidade de amar são a superação do narcisismo, o desenvolvimento da humildade, da objetividade e da razão, a capacidade de crescer e seguir uma orientação produtiva em nossas relações para com o mundo e para conosco mesmos. E fé.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;"Que é fé? Será a fé, necessariamente, uma questão de crença em Deus ou em doutrinas religiosas? Estará a fé, por força, em contraste com a razão e o pensamento racional, ou divorciada deles? (...) a fé racional é uma convicção enraizada na própria experiência que se tem de pensamento ou sentimento. A fé racional não é primordialmente a crença em algo, mas a qualidade de certeza e firmeza que nossas convicções possuem. Fé é um traço de caráter que embebe toda a personalidade, em vez de uma crença específica.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;(...)&amp;nbsp;Ter fé requer coragem, a capacidade de correr um risco, a disposição de&amp;nbsp;aceitar mesmo a dor e a decepção. Quem quer que insista na incolumidade e&amp;nbsp;na segurança como condições primárias de vida não pode ter fé; quem quer&amp;nbsp;que se feche num sistema de defesa, em que a distância e a possessividade&amp;nbsp;sejam seus principais meios de segurança, faz de si um prisioneiro. Ser amado&amp;nbsp;e amar requerem coragem, a coragem de julgar certos valores como sendo de&amp;nbsp;extrema preocupação, de saltar à frente e apostar tudo nesses valores."&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-7752616184078980327?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/7752616184078980327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=7752616184078980327' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7752616184078980327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7752616184078980327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/06/arte-de-amar.html' title='A arte de amar'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-S4fc06atR-0/TgdQreSG_VI/AAAAAAAAAgo/cHQBfoGIYHM/s72-c/a+arte+de+amar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-7466369477902022571</id><published>2011-06-23T20:27:00.001-03:00</published><updated>2011-12-19T09:22:33.267-02:00</updated><title type='text'>Minhas tardes com Margueritte</title><content type='html'>"Um encontro pouco comum, entre o amor e a ternura, não tinha outra coisa. Tinha nome de flor e vivia entre as palavras. Adjetivos rebuscados, verbos que cresciam como a grama, alguns ficavam.&amp;nbsp;Entrou suavemente desde o córtex até o meu coração.&lt;br /&gt;Nas histórias de amor há mais que amor. Às vezes não há nenhum 'eu te amo', mas se amam.&lt;br /&gt;Um encontro pouco comum. Eu a conheci por acaso no parque. Ela não ocupava muito espaço, era do tamanho de uma pomba com as suas penas. Envolta em palavras, em nomes, como o meu. Ela me deu um livro, e outro, e as páginas se iluminaram. Não morra agora, há tempo, espere. Não é a hora, florzinha. Me dê um pouco mais de você. Me dê um pouco mais de sua vida. Espere.&lt;br /&gt;Nas histórias de amor há mais que amor.&amp;nbsp;Às vezes não há nenhum 'eu te amo',&amp;nbsp;mas se amam."&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="449" src="http://www.youtube.com/embed/xNmfZXgOst0" width="525"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-7466369477902022571?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/7466369477902022571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=7466369477902022571' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7466369477902022571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7466369477902022571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/06/minhas-tardes-com-margueritte.html' title='Minhas tardes com Margueritte'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/xNmfZXgOst0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-6134182921392910802</id><published>2011-06-17T08:56:00.000-03:00</published><updated>2011-06-17T08:56:51.684-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Nada dizia e não pensava. Uma sequência de pensamentos, de ideias, de evidências voava em liberdade, atravessava-a como nuvens no céu, como outrora, nas suas conversações noturnas. Era justamente isto que outrora lhe trazia a felicidade e a liberdade. Um conhecimento ardente que não vinha da inteligência e que eles inculcavam um ao outro. Instintivo, direto.&lt;br /&gt;(...) Que amor tinham eles conhecido, livre, raro, incomparável! Entendiam-se como outros cantam. Amaram-se, não porque não podiam agir de outro modo, não porque estivessem "abrasados pela paixão", como se diz, pintando falsamente o amor. Amavam-se porque tudo em redor deles o queria: a terra sob seus pés, o céu por cima de suas cabeças, as nuvens, as árvores.&lt;br /&gt;(...) Era isso o essencial, era isso que os aproximava e os unia. Jamais, mesmo na felicidade mais generosa, mais louca, jamais tinham esquecido seu mais alto, seu mais comovente sentimento: o sentimento bem-aventurado de que ajudavam também eles a plasmar a beleza do mundo, que tinham uma relação profunda com o conjunto, com toda a beleza, com o universo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;i&gt;Doutor Jivago&lt;/i&gt;, Boris Pasternak)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-6134182921392910802?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/6134182921392910802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=6134182921392910802' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6134182921392910802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6134182921392910802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/06/nada-dizia-e-nao-pensava.html' title=''/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-4474773805265537525</id><published>2011-06-15T13:35:00.003-03:00</published><updated>2011-06-16T16:39:43.796-03:00</updated><title type='text'>Filósofos em guerra</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/sSE9OFMz98w" width="540"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://filosofighters.tumblr.com/" target="_blank"&gt;http://filosofighters.tumblr.com/&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-4474773805265537525?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/4474773805265537525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=4474773805265537525' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/4474773805265537525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/4474773805265537525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/06/filosofos-em-guerra.html' title='Filósofos em guerra'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/sSE9OFMz98w/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-2548159882581084261</id><published>2011-06-13T19:35:00.003-03:00</published><updated>2011-12-19T09:25:11.126-02:00</updated><title type='text'>Amor líquido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"Sem humildade e coragem não há amor." &amp;nbsp;(Zygmunt Bauman)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jPa3JpR5uU0/TfaPDkdQfLI/AAAAAAAAAgM/8JgwTWg_rOc/s1600/Amor+L%25C3%25ADquido.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-jPa3JpR5uU0/TfaPDkdQfLI/AAAAAAAAAgM/8JgwTWg_rOc/s200/Amor+L%25C3%25ADquido.jpg" width="128" /&gt;&lt;/a&gt;Na liquidez atual do mundo, em que predominam o consumismo, a velocidade e a negação de tudo que é sólido e durável, como caracterizar as relações amorosas?&lt;br /&gt;Em &lt;i&gt;Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos&lt;/i&gt;, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman analisa a precariedade dos vínculos humanos no atual mundo líquido e o modo como os relacionamentos são atualmente construídos a partir da dualidade fundamental entre o desejo de relacionar-se e as ansiedades e inseguranças inerentes a este desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"'Relacionamento' é o assunto mais quente do momento, e aparentemente o único jogo que vale a pena, apesar de seus óbvios riscos. (...) hoje em dia as atenções humanas tendem a se concentrar nas satisfações que esperamos obter das relações precisamente porque, de alguma forma, estas não têm sido consideradas plena e verdadeiramente satisfatórias. E, se satisfazem, o preço disso tem sido com freqüência considerado excessivo e inaceitável."&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Os relacionamentos seguem a lógica do consumo, em que prevalecem os impulsos de compra, a velocidade e, acima de tudo, a descartabilidade dos produtos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E assim é numa cultura consumista como a nossa, que favorece o produto pronto para uso imediato, o prazer passageiro, a satisfação instantânea, resultados que não exijam esforços prolongados, receitas testadas, garantias de seguro total e devolução do dinheiro. A promessa de aprender a arte de amar é a oferta (falsa, enganosa, mas que se deseja ardentemente que seja verdadeira) de construir a “experiência amorosa” à semelhança de outras mercadorias, que fascinam e seduzem exibindo todas essas características e prometem desejo sem ansiedade, esforço sem suor e resultados sem esforço."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da racionalidade do consumo, os relacionamentos são também determinados pela cultura das redes, em que relações são substituídas por conexões, e estar conectado é, em si mesmo, mais importante do relacionar-se, de fato, com outras pessoas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Há sempre mais conexões para serem usadas — e assim não tem grande importância quantas delas se tenham mostrado frágeis e passíveis de ruptura. O ritmo e a velocidade do uso e do desgaste tampouco importam. Cada conexão pode ter vida curta, mas seu excesso é indestrutível. Em meio à eternidade dessa rede imperecível, você pode se sentir seguro diante da fragilidade irreparável de cada conexão singular e transitória."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transitoriedade das relações parece ser compensada pela estimulante experimentação de diferentes e sucessivos casos amorosos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A súbita abundância e a evidente disponibilidade das “experiências amorosas” podem alimentar (e de fato alimentam) a convicção de que amar (apaixonar-se, instigar o amor) é uma habilidade que se pode adquirir, e que o domínio dessa habilidade aumenta com a prática e a assiduidade do exercício. Pode-se até acreditar (e freqüentemente se acredita) que as habilidades do fazer amor tendem a crescer com o acúmulo de experiências e que o próximo amor será uma experiência ainda mais estimulante do que a que estamos vivendo atualmente, embora não tão emocionante ou excitante quanto a que virá depois.&lt;br /&gt;Essa é, contudo, outra ilusão... O conhecimento que se amplia juntamente com a série de eventos amorosos é o conhecimento do “amor” como episódios intensos, curtos e impactantes, desencadeados pela consciência a priori de sua própria fragilidade e curta duração."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, esta mera "aquisição de habilidades" amorosas acaba configurando uma desaprendizagem do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...) não é ansiando por coisas prontas, completas e concluídas que o amor encontra o seu significado, mas no estímulo a participar da gênese dessas coisas. O amor é afim à transcendência; não é senão outro nome para o impulso criativo e como tal carregado de riscos, pois o fim de uma criação nunca é certo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor, portanto, não significa ausência das ansiedades e inseguranças inerentes aos relacionamentos, mas uma postura de humildade e coragem diante delas e de aceitação da liberdade e do mistério do outro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em todo amor há pelo menos dois seres, cada qual a grande incógnita na equação do outro. É isso que faz o amor parecer um capricho do destino – aquele futuro estranho e misterioso, impossível de ser descrito antecipadamente, que deve ser realizado ou protelado, acelerado ou interrompido. Amar significa abrir-se ao destino, a mais sublime de todas as condições humanas, em que o medo se funde ao regozijo num amálgama irreversível. Abrir-se ao destino significa, em última instância, admitir a liberdade no ser: aquela liberdade que se incorpora no Outro, o companheiro no amor."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta saber se estamos dispostos a superar o estado líquido do mundo e construir um amor sólido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*&lt;/div&gt;Em&amp;nbsp;&lt;i&gt;Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos&lt;/i&gt;,&amp;nbsp;Bauman estende sua análise para além dos relacionamentos amorosos, e discute temas como solidariedade, o preceito do "amor ao próximo", a moral nas relações humanas, a relação entre problemas globais e locais, em especial, a questão do "estranho", do "estrangeiro" e das políticas xenofóbicas atualmente em voga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-2548159882581084261?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/2548159882581084261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=2548159882581084261' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2548159882581084261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2548159882581084261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/06/o-amor-liquido.html' title='Amor líquido'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-jPa3JpR5uU0/TfaPDkdQfLI/AAAAAAAAAgM/8JgwTWg_rOc/s72-c/Amor+L%25C3%25ADquido.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-3814986268199383231</id><published>2011-06-08T11:10:00.000-03:00</published><updated>2011-06-08T11:10:58.668-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: "Ao pensar sobre a possibilidade do casamento, cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: 'Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?' Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar."&lt;br /&gt;(...) A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: "Eu te amo, eu te amo..." Barthes advertia: "Passada a primeira confissão, 'eu te amo' não quer dizer mais nada." É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: "Erótica é a alma."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Rubem Alves, &lt;i&gt;O retorno e terno)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-3814986268199383231?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/3814986268199383231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=3814986268199383231' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/3814986268199383231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/3814986268199383231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/06/para-comecar-uma-afirmacao-de-nietzsche.html' title=''/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-6166385471710208216</id><published>2011-06-07T16:57:00.001-03:00</published><updated>2011-06-07T17:07:53.779-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Outubro, 27, à tarde&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tenho-a toda em mim, e o sentimento que experimento por ela absorve tudo. Tenho-a toda em mim, e sem ela tudo é para mim como se não existisse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Dezembro, 6&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Como a sua imagem me persegue! Quer vele, quer sonhe, ela enche a minha alma inteira! É quando fecho os olhos, neste ponto da minha fronte onde se concentra a vista interior, que vejo seus olhos negros. Neste ponto! Não posso exprimir-lhe isto. Cada vez que cerro os olhos, eles lá estão, abrem-se diante de mim, em mim, como um oceano, como um abismo; não sinto outra coisa senão eles no meu cérebro.&lt;br /&gt;Que é o homem, esse semideus tão louvado? Não lhe faltam as forças precisamente quando lhe são mais necessárias? Quando ele toma alento na alegria, ou se abisma na dor, não se imobiliza num ou noutro sentido e retoma a banal e fria consciência de si mesmo, no momento exato em que aspira a perder-se na plenitude do infinito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;i&gt;Werther&lt;/i&gt;, de Goethe. Livro considerado marco inicial do romantismo, ajudou a consolidar o conceito de amor arrebatador, levado às últimas consequências. Também inspirou uma onda de suicídios entre românticos...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-6166385471710208216?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/6166385471710208216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=6166385471710208216' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6166385471710208216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6166385471710208216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/06/outubro-27-tarde-tenho-toda-em-mim-e-o.html' title=''/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-6870426243231905799</id><published>2011-05-31T11:05:00.001-03:00</published><updated>2011-05-31T12:35:50.996-03:00</updated><title type='text'>Uma história do amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ADmo6mV-_UY/TeTzbwzVgUI/AAAAAAAAAgI/kx3y3SCNNVo/s1600/hist%25C3%25B3ria+do+amor.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-ADmo6mV-_UY/TeTzbwzVgUI/AAAAAAAAAgI/kx3y3SCNNVo/s200/hist%25C3%25B3ria+do+amor.jpg" width="144" /&gt;&lt;/a&gt;A&lt;i&gt; História do Amor no Ocidente&lt;/i&gt;, de Denis de Rougemont, é considerado um clássico. Embora, graças à polêmica que apresenta, tenha suscitado posturas contraditórias entre os mais diversos estudiosos - ou justamente por isso -, o livro permanece um ponto de referência obrigatório para quem quer compreender o amor.&lt;br /&gt;A tese fundamental de Rougemont é a de que o amor, tal como o conhecemos e vivemos atualmente, nasceu no século XII, no sul da França, a partir da relação entre religiões heréticas - em especial, o catarismo - e a poesia cortês. A linguagem amorosa teria surgido, assim, da necessidade de expressar conteúdos místicos que não poderiam ser declarados. O amor constituía, portanto, uma oposição direta à ortodoxia religiosa, tanto em sua postura fundamental quanto em seus costumes. Uma vez assimilados a linguagem e a postura amorosa, o amor é profanado e perde a ligação com a mística que o originou, tornando-se apenas uma retórica, sólida, porém, o suficiente, para alimentar todo o imaginário do Ocidente até os dias atuais.&lt;br /&gt;O surgimento e consolidação desta retórica, capaz de expressar o sentimento, são fundamentais para a própria eclosão do sentimento, afinal, "quantos homens se apaixonariam se nunca tivessem ouvido falar de amor?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Na falta dessa retórica, tais sentimentos certamente existiriam, mas de uma forma acidental, não-reconhecida, a título de extravagâncias inconfessáveis, como se fossem contrabando. Mas sempre verificamos que a invenção de uma retórica fazia avivar rapidamente certas potencialidades latentes do coração.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Código da cavalaria cortês, trovadorismo, o Eterno Feminino e o culto à mulher, costumes feudais, catarismo, tradição celta, platonismo, cristianismo, maniqueísmo, sufismo... o amor nasceu de uma verdadeira revolução:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;No século XII, assistimos, tanto no Languedoc como no Limusino, a uma das mais extraordinárias confluências espirituais da história. De um lado, uma grande corrente religiosa maniqueísta, originária do Irã, atravessa a Ásia Menor e os Balcãs e atinge a Itália e a França, trazendo consigo a doutrina esotérica da Sofia-Maria e do amor pela "forma de luz". De outro, uma retórica altamente sofisticada, com seus processos, seus temas e personagens constantes, suas ambiguidades, renascendo sempre nos mesmos lugares, seu simbolismo, enfim, remonta desde o Iraque dos sufistas que sofreram influências platônicas e maniqueístas até a Espanha árabe e, ultrapassando os Pirineus, encontra no sul da França uma sociedade que, aparentemente, esperava apenas esses meios de linguagem para &lt;i&gt;dizer&lt;/i&gt;&amp;nbsp;aquilo que não ousava nem podia confessar na língua dos clérigos ou na fala vulgar. &lt;i&gt;A poesia cortês nasceu desse encontro&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;E assim, na última confluência das "heresias" da alma e daquelas do desejo, vindas do mesmo Oriente pelas duas margens do mar civilizador, nasceu o grande modelo ocidental da linguagem do amor-paixão.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Rougemont explora toda esta complexa e intrincada rede de relações que deu origem ao amor a partir da análise do mito de Tristão e Isolda e de uma verdade fundamental:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O amor feliz não tem história. Só existem romances do amor mortal, ou seja, do amor ameaçado e condenado pela própria vida. O que o lirismo ocidental exalta não é o prazer dos sentidos nem a paz fecunda do par amoroso. É menos o amor realizado do que a &lt;i&gt;paixão&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de amor. E paixão significa sofrimento. Eis um fato fundamental.&lt;br /&gt;(...) Tristão e Isolda não se amam; eles o dizem e tudo o confirma. &lt;i&gt;O que amam é o amor, é o próprio fato de amar&lt;/i&gt;. E agem como se tivessem compreendido que tudo o que se opõe ao amor o garante e o consagra em seus corações, para exaltá-lo ao infinito no instante do obstáculo absoluto que é a morte.&lt;br /&gt;Tristão gosta de sentir amor, muito mais do que ama Isolda, a loura. E Isolda nada faz para retê-lo perto de si: basta-lhe um sonho apaixonado. Precisam um do outro para arder em paixão, mas não um do outro tal como cada um é; precisam mais da ausência que da presença do outro.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A separação dos amantes resulta assim de sua própria paixão &lt;/i&gt;e do amor que têm por sua paixão, mais do que o seu contentamento, mais do que seu objeto vivo.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;A compreensão do mito, em todo o seu simbolismo, e de sua influência sobre o pensamento ocidental, ajuda a revelar o funcionamento da nossa própria postura diante do amor e da vida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Paixão quer dizer sofrimento, coisa sofrida, preponderância do destino sobre a pessoa livre e responsável. Amar o amor mais do que o objeto do amor, amar a paixão por si mesma, desde o &lt;i&gt;amabam amare&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de Santo Agostinho até o romantismo moderno, é amar e procurar o sofrimento.&lt;br /&gt;Amor-paixão: desejo daquilo que nos fere e nos aniquila pelo seu triunfo. É um segredo cuja confissão o Ocidente jamais tolerou e não cessou de recalcar - de preservar!&lt;br /&gt;(...) O êxito prodigioso do &lt;i&gt;Romance de Tristão &lt;/i&gt;revela em nós, queiramos ou não, uma preferência íntima pela infelicidade. Não importa se essa infelicidade, segundo a força de nossa alma, é a "deliciosa tristeza" e o esplim da decadência, o sofrimento que transfigura ou o desafio que o espírito lança ao mundo: o que procuramos é aquilo que pode nos exaltar até o ponto de alcançarmos, sem querer, a "verdadeira vida" declamada pelos poetas. Mas essa "verdadeira vida" é a vida impossível. Esse céu de nuvens exaltadas, crepúsculo purpúreo de heroísmo, não anuncia o Dia, mas a Noite! A "verdadeira vida está ausente", diz Rimbaud. É apenas um dos nomes da Morte, o único nome pelo qual ousaríamos &lt;i&gt;chamá-la&lt;/i&gt;&amp;nbsp;- embora fingindo rejeitá-la.&lt;br /&gt;Por que preferimos a narrativa de um amor impossível a outra qualquer? É que amamos a ardência e a consciência do que arde em nós.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Mística e amor-paixão estão intimamente ligados não apenas pela origem, mas por qualidades, motivos ou posturas comuns que os determinam. Uma destas características é expressa pela frase de Novalis: "Estamos a sós com tudo o que amamos":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Essa máxima traduz, aliás, entre muitos sentidos possíveis, um fato de observação puramente psicológica: a paixão não é absolutamente a vida mais rica sonhada pelos adolescentes: ela é, bem ao contrário, uma espécie de intensidade nua e desnudante, sim, verdadeiramente um amargo desnudamento, um &lt;i&gt;empobrecimento&lt;/i&gt;&amp;nbsp;da consciência destituída de toda diversidade, uma obsessão da imaginação concentrada numa única imagem - e a partir daí o mundo desaparece, "os outros" deixam de estar presentes, já não há próximo nem deveres ou laços que se mantenham, nem terra ou céu: estamos a sós com tudo o que amamos. "Perdemos o mundo, e o mundo a nós." É o êxtase, a fuga profunda para além de todas as coisas criadas.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;A análise do amor-paixão leva a um dos principais temas discutidos por Rougemont: a crise do casamento burguês, explicada a partir da contradição entre duas morais - Eros, ou o amor-paixão, e Ágape, o amor cristão - e da ilusão que o conceito de paixão cria em nós:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O homem moderno, o homem da paixão, espera que o amor fatal lhe revele algo sobre ele mesmo ou sobre a vida em geral: último ranço da mística primitiva. Da poesia à anedota picante, a paixão é sempre a &lt;i&gt;aventura&lt;/i&gt;. É o que vai transformar minha vida, enriquecê-la de novidades, de riscos estimulantes, de prazeres cada vez mais violentos e sedutores. É a porta aberta ao possível, um destino que se submete ao desejo! Nele penetrarei, ascenderei até ele e até ele serei "transportado"! A eterna ilusão, a mais ingênua e - nem é preciso dizer - a mais "natural" para muitos... Ilusão de liberdade. E ilusão de plenitude.&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Negar, então, a paixão, e sucumbir ao tédio? Superar a &lt;i&gt;ilusão&lt;/i&gt;&amp;nbsp;da paixão e decidir pelo amor que é ação, em detrimento do amor contemplativo, pode ser uma alternativa para viver uma experiência amorosa concreta e plena, baseada, sobretudo, na fidelidade, que não é negação ou sublimação forçada de desejos e instintos (já que os desejos, em última análise, nunca podem ser satisfeitos, apenas substituídos), mas a "aceitação incondicional de um ser em si, limitado e real, que escolhemos não a pretexto de enaltecê-lo, ou como 'objeto de contemplação', mas como um ser único e autônomo que vive ao nosso lado, uma imposição do amor ativo.":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O exercício da fidelidade para com uma mulher leva o homem a encarar as outras mulheres de maneira totalmente nova, desconhecida no mundo de Eros: como pessoas, não mais como reflexos ou objetos. Esse "exercício espiritual" desenvolve novas faculdades de julgamento, de controle de si mesmo e de respeito. Ao contrário do homem erótico, o homem fiel não procura mais ver numa mulher somente esse corpo interessante ou desejável, esse gesto involuntário ou aquela expressão fascinante; ele pressente, de imediato, o mistério profundo e grave de uma existência autônoma, estranha, de uma vida total, da qual, na verdade, só desejou um aspecto ilusório ou fugidio, projetado talvez por seu próprio sonho. Assim, a tentação se dissipa, desnorteada, em vez de se tornar obsessiva, e a fidelidade se garante pela lucidez que desenvolve. O poder do mito de enfraquece na mesma medida. Embora seja improvável que desapareça sem deixar marcas no coração de um homem moderno, perde ao menos sua eficácia: já não determina a pessoa.&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Moralismo ou não, casamento e fidelidade, no que representam um encontro e um diálogo, são, para Rougemont, um caminho para uma felicidade possível:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Analogamente à fé, é possível depreender que a paixão, nascida de um desejo mortal de união mística, só pode ser superada e realizada pelo &lt;i&gt;encontro&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de um &lt;i&gt;outro&lt;/i&gt;&amp;nbsp;pela aceitação de uma existência própria, de sua pessoa para todo sempre diferente da nossa, mas que oferece uma aliança sem fim, iniciando um diálogo verdadeiro. Então a angústia, satisfeita pela resposta, e a nostalgia, satisfeita pela presença, deixam de buscar uma felicidade sensível, deixam de sofrer, aceitam a vida. E então o casamento é possível. Somos dois no contentamento.&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-6870426243231905799?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/6870426243231905799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=6870426243231905799' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6870426243231905799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6870426243231905799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/05/uma-historia-do-amor.html' title='Uma história do amor'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ADmo6mV-_UY/TeTzbwzVgUI/AAAAAAAAAgI/kx3y3SCNNVo/s72-c/hist%25C3%25B3ria+do+amor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-2877503137309726545</id><published>2011-05-27T16:55:00.000-03:00</published><updated>2011-05-27T16:55:22.663-03:00</updated><title type='text'>Mais uma canção de amor</title><content type='html'>(indicação da Nathalinha!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/pXBIWw185oY" width="540"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-2877503137309726545?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/2877503137309726545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=2877503137309726545' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2877503137309726545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2877503137309726545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/05/mais-uma-cancao-de-amor.html' title='Mais uma canção de amor'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/pXBIWw185oY/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-6834289559053259611</id><published>2011-05-22T19:25:00.002-03:00</published><updated>2011-05-31T12:36:41.420-03:00</updated><title type='text'>A maior aventura</title><content type='html'>Quando um ser de cinco anos nos diz que teve a maior aventura da sua vida, sabemos que acabamos de viver algo grandioso.&lt;br /&gt;Hoje foi a vez do Miguel conhecer o parque do Ipupiara. Nossa pequena odisséia começou com uma proposta singela, totalmente despretensiosa: "vamos lá ver os peixinhos?". Após alguma hesitação, iniciamos nossa jornada.&lt;br /&gt;No caminho, adverti o herói sobre os perigos que nos aguardavam:&lt;br /&gt;- Lá tem um monstro.&lt;br /&gt;- Um monstro? De verdade ou de estátua?&lt;br /&gt;- Você vai descobrir quando chegar lá. Você tá com medo?"&lt;br /&gt;- Não sei.&lt;br /&gt;- Você é corajoso. Acho que você vai conseguir enfrentar o monstro.&lt;br /&gt;- De que cor ele é?&lt;br /&gt;- Cinza. Ele tem uma cara horrível e um rabo de peixe. E ele vive na água.&lt;br /&gt;- Lá também tem tubarão?&lt;br /&gt;A aproximação aumentava a ansiedade. Estávamos na direção da fera. Só um monumento pintado de amarelo nos afastava. Com todo o medo de que era capaz, o herói finalmente encarou o monstro. E o medo se fez coragem, e a coragem se fez alívio - mas não diminuiu a excitação da empreitada.&lt;br /&gt;Depois de superado o principal obstáculo, tudo poderia ser usufruído como se deve, tudo era objeto de prazer.&lt;br /&gt;Os peixes. Peixinhos, peixões. Cinza, laranja, preto, laranja e preto, um único branco, inalcançável.&amp;nbsp;O "sucesso" ao finalmente conquistá-los com biscoitos de polvilho.&amp;nbsp;A coragem dos pequenos, o receio dos grandes.&lt;br /&gt;- Viu que quando a gente se aproxima, os grandes saem correndo? Mas os pequenos não têm medo nenhum. É como você e eu. Sou maior que você, mas você é muito mais corajoso.&lt;br /&gt;O parquinho. Escorregador, escorregadores. Gangorra - a baixa, a alta. O balanço e a aprendizagem de voar sozinho. A criança grande acompanhando a pequena em tudo, sob o olhar curioso de alguns pais.&lt;br /&gt;- Será que vão brigar comigo porque eu sou grande?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Será que eu vou caber?&lt;br /&gt;- Abaixa assim.&lt;br /&gt;Os pés cheios de areia, a alma cheia.&lt;br /&gt;A praça do leão. Hora de lavar os pés e conhecer os leões que dão água pela boca.&lt;br /&gt;- O leão é de verdade?&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;Pés e almas lavados, a sede saciada da forma mais divertida.&lt;br /&gt;- Essa água é super poderosa e vai te dar super poderes. Vai te dar a força e a coragem do leão.&lt;br /&gt;O momento da anunciação, sorriso escancarado no rosto, misto de alegria e orgulho: "Nossa, vivi a maior aventura da minha vida". O orgulho e a alegria redobrados em mim, sorriso na alma.&lt;br /&gt;Mais uma vez o parque, mais uma vez os peixes.&lt;br /&gt;- Agora a gente não pode mais brincar no parquinho porque senão vai sujar tudo de novo e a gente vai ter que lavar tudo de novo.&lt;br /&gt;- Verdade. Você quer ir ver os pescadores?&lt;br /&gt;- Quero.&lt;br /&gt;A atração das varas de pescar, a distância dos lançamentos,&amp;nbsp;os gritos de admiração,&amp;nbsp;os pedaços de peixe como isca, a simpatia dos pescadores, os peixes pescados - vários mortos, vivo um, morrendo aos poucos.&lt;br /&gt;A determinação de completar a jornada.&lt;br /&gt;- Vamos voltar?&lt;br /&gt;- Não. A gente tem que ir até o final.&lt;br /&gt;- Até a ponte?&lt;br /&gt;- Até a ponte.&lt;br /&gt;Missão completa, hora do retorno.&lt;br /&gt;Durante o caminho de volta, o desafio agora era dele:&lt;br /&gt;- Agora vamos brincar de super-herói?&lt;br /&gt;Ele só não sabia que já era herói desde o início...&lt;br /&gt;E esta é a maior aventura da minha vida: participar, como testemunha e coadjuvante, da evolução - que, na verdade, é manifestação, auto-revelação - de um ser, em toda a sua grandeza e seu mistério.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-6834289559053259611?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/6834289559053259611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=6834289559053259611' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6834289559053259611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6834289559053259611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/05/maior-aventura.html' title='A maior aventura'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-6439146146269644312</id><published>2011-05-21T17:39:00.001-03:00</published><updated>2011-05-21T17:40:30.580-03:00</updated><title type='text'>Amizade também é amor</title><content type='html'>(Presente do Igor e para o Igor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/QW0i1U4u0KE" width="540"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Oração&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(A banda mais bonita da cidade)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amor&lt;br /&gt;Essa é a última oração&lt;br /&gt;Pra salvar seu coração&lt;br /&gt;Coração não é tão simples quanto pensa&lt;br /&gt;Nele cabe o que não cabe na dispensa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe o meu amor&lt;br /&gt;Cabe em três vidas inteiras&lt;br /&gt;Cabe em uma penteadeira&lt;br /&gt;Cabe nós dois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe até o meu amor&lt;br /&gt;Essa é a última oração pra salvar seu coração&lt;br /&gt;Coração não é tão simples quanto pensa&lt;br /&gt;Nele cabe o que não cabe na dispensa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe o meu amor&lt;br /&gt;Cabe em três vidas inteiras&lt;br /&gt;Cabe em uma penteadeira&lt;br /&gt;Cabe essa oração&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-6439146146269644312?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/6439146146269644312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=6439146146269644312' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6439146146269644312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6439146146269644312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/05/amizade-tambem-e-amor.html' title='Amizade também é amor'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/QW0i1U4u0KE/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-2772027203751891770</id><published>2011-05-18T10:13:00.000-03:00</published><updated>2011-05-18T10:13:47.792-03:00</updated><title type='text'>Amor e filosofia</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SBL3SkSDNQg/TdO6TqfrqvI/AAAAAAAAAgE/1qn_RDp0O6Y/s1600/amor+e+filosofia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-SBL3SkSDNQg/TdO6TqfrqvI/AAAAAAAAAgE/1qn_RDp0O6Y/s200/amor+e+filosofia.jpg" width="134" /&gt;&lt;/a&gt;E por falar em filosofia, o livro &lt;i&gt;O amor segundo os filósofos, &lt;/i&gt;de Maurizio&amp;nbsp;Shoepflin, &amp;nbsp;apresenta uma introdução à teoria e concepção amorosa dos principais pensadores ocidentais, desde Platão até Lévinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Poderíamos pensar que o tema do amor talvez não seja um assunto essencialmente filosófico, e sim mais relacionado com a especulação teológica ou com a criação artística. Na realidade, porém, podemos afirmar que, ao longo de muitos séculos da história do pensamento, não houve nenhum filósofo que não tenha manifestado interesse por este assunto; aliás, algumas páginas dedicadas ao amor alcançam os níveis mais altos da literatura filosófica de cada época, demonstrando assim a íntima adequação deste tema de reflexão à própria índole do processo do pensar filosófico.&lt;br /&gt;Por isso, pensadores de todas as épocas, defensores das concepções mais diversas do mundo e da vida perceberam o fascínio do amor, debatendo com grande dedicação suas ideias a respeito, tanto assim que as suas teorias acabaram construindo um grande mosaico extremamente sugestivo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mosaico do livro de&amp;nbsp;Shoepflin é formado pelo pensamento de Platão, Plotino, Agostinho, Boaventura, Tomás de Aquino, Ficino, Spinoza, Rousseau, Schleiermacher, Schopenhauer, Rosmini, Feuerbach, Kierkegaard, Scheler, Buber, Maritain, Stein, Sartre e Lévinas.&lt;br /&gt;A estrutura do livro é dividida em duas partes. Na primeira, o autor introduz os principais conceitos da teoria de cada filósofo, e, na segunda, trechos de suas obras.&lt;br /&gt;Alguns pensadores tratam do amor romântico (ou do "amor natural"), seja louvando-o - como o próprio Platão e Rousseau - ou criticando-o como uma ilusão ou uma impossibilidade - caso de Schopenhauer e Sartre. Outros discutem uma teoria amorosa segundo a doutrina cristã: é o amor caridade - o amor a Deus, o amor de Deus e o amor ao próximo. Assim, é possível conhecer diferentes concepções do amor, a partir de diferentes pontos de vista.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O amor segundo os filósofos &lt;/i&gt;é um breve texto de referência que cumpre o seu papel, que é o despertar o interesse pelo pensamento filosófico sobre o amor e de suscitar a vontade de se dirigir diretamente à obra original dos pensadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;*&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, deixo uma passagem de Martin Buber, para quem o amor é essencialmente diálogo entre um &lt;i&gt;eu&lt;/i&gt; e um &lt;i&gt;tu&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que permanecem fiéis ao &lt;i&gt;eros&lt;/i&gt;&amp;nbsp;dialógico de asas poderosas reconhecem o ser amado. Eles experimentam a vida que é própria dele na sua simples presença: não como um objeto visto e tocado, mas através das suas nervaturas e dos seus movimentos, a partir do seu "interior" até o seu "exterior".&lt;br /&gt;(...) O reino do &lt;i&gt;eros&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de asas cortadas é um mundo de espelhos e de reflexos. Mas onde reina aquele que tem as asas intactas, não existe reflexo: nesta situação, eu, o amante, compreendo este outro ser humano, o amado, na sua alteridade, na sua independência e realidade, e o entendo com toda a força de orientação do meu espírito. O entendo, por certo, como alguém que existe enquanto se dirige a mim, mas justamente naquela realidade que não se refere a mim, mas que no entanto está ao meu redor, na qual eu existo enquanto me dirijo a ele. Não me represento como alma aquilo que vive na minha frente, mas o prometo a mim, assim como asseguro me prometer a ele. O &lt;i&gt;eros&lt;/i&gt;&amp;nbsp;dialógico possui a simplicidade da plenitude, ao passo que o monológico tem muitas variedades. Durante muitos anos percorri a terra do homem e não acabei ainda de estudar as variedades do "erótico" (como por vezes se faz chamar o súdito daquele que tem as asas quebradas). Lá perambula alguém apaixonado, mas está apaixonado somente pela própria paixão. Lá o indivíduo carrega os seus diferentes sentimentos como enfeites. Lá cada qual goza a aventura do seu fascínio. Lá alguém pode fazer coleção de excitações.&lt;br /&gt;Lá ele pode por em jogo a "potência". Lá há quem se exalta por uma estranha vitalidade. Lá se encontra quem se diverte a ser ele próprio e, ao mesmo tempo, um ídolo com o qual não tem qualquer semelhança. Lá alguém se aquece no incêndio do próprio sucesso. Lá cada indivíduo pode fazer suas próprias experiências. E assim por diante, todos os diversos tipos humanos que, mesmo prolongando entre si o diálogo mais íntimo, no fim acabam representando um monólogo diante do espelho!&lt;br /&gt;(...) Todos esses indivíduos não agarram outra coisa senão o ar. Somente quem compreende o outro como um ser humano, dirigindo-se a ele enquanto tal, através dele acolhe o mundo. Somente o ser cuja alteridade é acolhida pelo meu ser e vive diante de mim na dimensão da sua existência pode trazer-me o brilho da eternidade. Somente quando duas pessoas, com toda a sua realidade pessoal, podem dizer uma à outra: "É você!", podem encontrar morada entre elas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-2772027203751891770?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/2772027203751891770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=2772027203751891770' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2772027203751891770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2772027203751891770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/05/amor-e-filosofia.html' title='Amor e filosofia'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-SBL3SkSDNQg/TdO6TqfrqvI/AAAAAAAAAgE/1qn_RDp0O6Y/s72-c/amor+e+filosofia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-1078364508400002582</id><published>2011-05-15T17:49:00.002-03:00</published><updated>2011-05-15T17:58:13.765-03:00</updated><title type='text'>O amor platônico</title><content type='html'>&lt;i&gt;Banquete&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Fedro&lt;/i&gt; são os dois diálogos de Platão que têm o amor como tema.&lt;br /&gt;A influência da teoria platônica sobre o pensamento ocidental foi tão grande que até hoje usamos a expressão "amor platônico" para nos referir a um tipo de forte paixão idealizada, não realizada, inspirada mais nos afetos da alma que nos desígnios do corpo. Isso porque, como não poderia deixar de ser, Platão aplicou sua teoria das ideias ao seu conceito de amor. &lt;br /&gt;&lt;div&gt;No &lt;i&gt;Banquete&lt;/i&gt;, estando alguns nomes eminentes de Atenas reunidos em um jantar na casa de Agáton, surge a proposta de cada um realizar um discurso em louvor a Eros, o deus do Amor. Sócrates é o último a falar, mas, mesmo criticando os discursos que o precederam como falsos, o conteúdo de alguns deles ainda permeia nosso imaginário sobre o amor. É o caso da lenda, contada por Aristófanes, do andrógino original, cortado ao meio em punição pelos deuses, buscando, assim, por toda a vida, reencontrar a sua metade:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;É daí que se origina o amor que as criaturas sentem umas pelas outras; e esse amor tende a recompor a antiga natureza, procurando de dois fazer um só, e assim restaurar a antiga perfeição.&lt;br /&gt;(...) quando encontram a sua metade correspondente, são transportados por uma onda de amor, de ternura e de simpatia; para tudo dizer numa palavra, não desejam estar separadas nem um instante sequer. E são essas as pessoas que vivem juntas toda a vida, sem conseguirem aliás explicar o que mutuamente esperam uma da outra; pois não parece ser o prazer dos sentidos a causa de tanto encanto em viver juntas. É evidente que a alma de cada uma deseja outra coisa que não conseguem dizer o que seja, que pressentem e às vezes exprimem de maneira misteriosa.&lt;br /&gt;(...) E a razão disso é que assim era nossa antiga natureza, pelo fato de havermos formado anteriormente um todo único. E o amor é o desejo e a ânsia dessa completude, dessa unidade.&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Após os discursos de Fedro, Pausânias, Erixímaco, Aristófanes e Agáton, chega a vez Sócrates, que introduz o artifício do diálogo e a personagem Diotima, para discorrer livremente sobre o assunto, atribuindo-lhe seu conteúdo. Seguindo o método socrático do diálogo, em que se procura desconstruir as opiniões errôneas do interlocutor por meio de perguntas, alcançando, assim, a verdade, Diotima conduz Sócrates ao conceito de amor como desejo do bem e do belo, assim como desejo imortalidade e de procriar no belo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;Os que, porém, desejam procriar pelo espírito - pois há pessoas que mais desejam com a alma do que com o corpo (e ela é mais fecunda ainda que o corpo) -, esses anseiam por criar aquilo que à alma compete criar. Que criação será esta? É do pensamento e das demais virtudes.&lt;br /&gt;(...) É bem provável, caro Sócrates, que tenhas acesso a este grau de iniciação na doutrina do amor; não sei, todavia, se poderás chegar ao grau superior, o da revelação que é o fim a que irão ter todos os que praticam a boa via.&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E esta revelação é a do amor, no caminho de ascese espiritual, como instrumento para se chegar a contemplar a Beleza Absoluta:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;Quando, das belezas inferiores nos elevamos através de uma bem entendida pedagogia amorosa, até a beleza suprema e perfeita, que começamos então a vislumbrar, chegamos quase ao fim, pois na estrada reta do amor, quer a sigamos sozinhos quer nela sejamos guiados por outrem, cumpre sempre subir usando desses belos objetos visíveis como de degraus de uma escada: de um para dois, de dois para todos os belos corpos, dos belos corpos para as belas ocupações, destas aos belos conhecimentos - até que, de ciência em ciência, se eleve por fim o espírito à ciência das ciências que nada mais é do que o conhecimento da Beleza Absoluta. Assim, finalmente, se atinge o conhecimento da Beleza em si!&lt;br /&gt;(...) Que deveremos pensar de um homem ao qual tivesse sido dado contemplar a beleza pura, simples, sem mistura, a beleza não revestida de carne, de cores, e de várias outras coisas mortais e sem valor - mas a Beleza Divina? Achas que não teria valor a vida daquele que elevasse o seu olhar para ela e a contemplasse, e com ela vivesse em comunicação? Não te parece que, vendo assim adequadamente o belo, esse homem seria o único a poder criar, não sombras de virtude, mas a verdadeira virtude, uma vez que se encontra em contato com a verdade? Ora, para aquele que em si cria e alimenta a verdadeira virtude é que vão os favores e o amor dos deuses - e, se é dado ao homem tornar-se imortal, ninguém mais do que esse o consegue!&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No &lt;i&gt;Fedro&lt;/i&gt;, o amor é apenas uma justificativa para Sócrates criticar a arte retórica, tal como era praticada pelos oradores e sofistas de então, para quem o "parecer verdadeiro" era mais importante do que a verdade de um discurso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mote do diálogo entre Fedro e Sócrates é o discurso de Lísias, em que este defende que se deve antes conceder favores ao não apaixonado que ao apaixonado. É importante lembrar que, nessa época, era costume o amor entre homens. A partir deste discurso, Sócrates realiza outros dois, um retórico e vazio, à maneira de Lísias, e outro inspirado na verdade, para, em seguida, analisar a construção retórica e definir o que seria, de fato, o bem escrever.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apesar de ser tema secundário, o amor não deixa de ser discutido seriamente, a partir do estudo da natureza da alma.  Sócrates usa a imagem do carro alado para descrever a alma, sendo esta guiada por um cocheiro e dois cavalos em eterna disputa, um bom e virtuoso, o outro, mau e arrastado por seus desejos. Assim, o amor é inspirado por delírio divino e constitui a força que direciona a alma no caminho de ascese da contemplação das Ideias Puras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;Se conseguem que o amado compartilhe com eles do mesmo interesse, do mesmo amor, a sua vitória é, ao mesmo tempo, uma iniciação.&lt;br /&gt;(...) Se a melhor parte da alma é, pois, a vitoriosa e os conduz a uma vida bem ordenada e filosófica, eles passam o resto da existência felizes e em concórdia, governando-se honestamente, escravizando a parte da alma que é viciosa e libertando a outra que é virtuosa. (...) Mas se se dedicam a uma vida em comum sem filosofia, e contudo honesta, pode suceder que os dois corcéis rebeldes os dominem num momento de embriaguez ou de desordem, os corcéis indomáveis dos dois amantes, apoderando-se de suas almas pela surpresa, os conduzirão ao mesmo fim. Eles escolherão o gênero de vida mais invejado aos olhos do vulgo e se precipitarão nos gozos. Satisfeitos, gozarão ainda os mesmos prazeres mais isso será raro, porque esses mesmos prazeres não serão aprovados pela totalidade da alma. Terão uma afeição que os ligará mas que será sempre menos forte do que aquela que liga os que verdadeiramente se amam.&lt;br /&gt;Quando cessa o delírio, ainda pensam que os ligam os mais preciosos compromissos. Crêem que seria sacrílego cortar essa união e abrir seus corações ao ódio. Ao findarem os seus dias, impacientes para tomarem novas asas, as almas abandonam os seus corpos, terminando assim, com recompensa, o seu delírio amoroso. A lei divina não permite, aliás, àqueles que junto iniciaram a sua viagem celeste, que se precipitem nas trevas subterrâneas. Esses passam uma vida feliz e cheia de venturas numa eterna união e, ao receberem asas, recebem-nas juntos, em virtude do amor que os uniu na terra.&lt;br /&gt;São estas coisas divinas, rapaz, que te dará o amor do que ama com paixão. O amor daquele que não tem paixão, daquele que apenas possui a sabedoria mortal e que se preocupa com os bens do mundo, só gera na alma do amado a prudência do escravo à qual o vulgo dá o nome de virtude mas que o fará vagar, privado de razão, na terra e sob a terra por nove mil anos.&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-1078364508400002582?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/1078364508400002582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=1078364508400002582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/1078364508400002582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/1078364508400002582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/05/o-amor-platonico.html' title='O amor platônico'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-3994936645185077170</id><published>2011-05-14T19:18:00.001-03:00</published><updated>2011-05-15T17:54:24.345-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qudJ8bI9dHY/TdA9QCv2R_I/AAAAAAAAAf8/3QRFru28Nl4/s1600/amor.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-qudJ8bI9dHY/TdA9QCv2R_I/AAAAAAAAAf8/3QRFru28Nl4/s400/amor.jpeg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-3994936645185077170?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/3994936645185077170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=3994936645185077170' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/3994936645185077170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/3994936645185077170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/05/blog-post.html' title=''/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-qudJ8bI9dHY/TdA9QCv2R_I/AAAAAAAAAf8/3QRFru28Nl4/s72-c/amor.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-507894473598814843</id><published>2011-05-11T21:04:00.000-03:00</published><updated>2011-05-13T17:38:56.148-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sendo a alma criada com inclinação para o amor, corre ao encontro de tudo que lhe acene alegrias, se em nome do amor nessa direção for convocada. Para que o instinto do amor se transforme em ato de amor, o teu entendimento recolhe imagens que, desenvolvidas no íntimo, atraem outras almas. E quando elas se entregam, essa entrega é o amor, é a própria natureza que, pelo liame do prazer amoroso, de novo se funde com o homem. E qual chama que busca elevar-se, em virtude de sua forma que para o alto sempre tende, em direitura do centro onde sua remota origem ainda arde; é pelo desejo que a alma se incendeia, num impulso espiritual que não aplaca enquanto do objeto amado não consegue a posse ambicionada.&lt;div&gt;(...) Ora, esta primeira tendência - a de querer amar - não acarreta nem louvores nem admoestações. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas precisamente para que, em torno e em sequência deste primeiro querer, se acrisolem altos objetivos é que a razão é inata em nós, incumbindo-lhe a vigilância da porta pela qual entram as paixões na alma.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(&lt;i&gt;A Divina Comédia&lt;/i&gt;, Dante Alighieri)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-507894473598814843?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/507894473598814843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=507894473598814843' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/507894473598814843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/507894473598814843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/05/sendo-alma-criada-com-inclinacao-para-o.html' title=''/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-1620984940989014262</id><published>2011-05-09T17:25:00.009-03:00</published><updated>2011-05-10T08:29:36.195-03:00</updated><title type='text'>Machado de Assis no top five de Woody Allen</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-gjSDuHHHczo/TchRBKv0uKI/AAAAAAAAAf0/Ly0MsRIXj14/s1600/woodyallen5.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 160px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-gjSDuHHHczo/TchRBKv0uKI/AAAAAAAAAf0/Ly0MsRIXj14/s200/woodyallen5.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604818816769243298" /&gt;&lt;/a&gt;Pelo jeito, não é apenas na relação de favoritos de leitores brasileiros que figura um obra-prima de Machado de Assis. &lt;div&gt;O jornal &lt;i&gt;The Gardian&lt;/i&gt; publicou na última sexta-feira a lista dos cinco livros que tiveram maior impacto sobre o cineasta Woody Allen, entre eles, &lt;i&gt;Memórias póstumas de Brás Cubas&lt;/i&gt;:&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Recebi uma correnspondência um dia. Um estranho do Brasil me mandou e escreveu: 'você vai gostar disso'. Porque é um livro fino, eu li. Se fosse um livro grosso, teria descartado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fiquei chocado em como era interessante e divertido. Não podia acreditar que ele viveu tanto tempo atrás. Você poderia pensar que ele escreveu ontem. É tão moderno e tão divertido. É um trabalho realmente muito original. Me tocou da mesma forma que &lt;i&gt;O apanhador no campo de centeio&lt;/i&gt;. É sobre um assunto que eu gosto e que foi tratado com grande sagacidade, originalidade e nenhum sentimentalismo."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os outros livros favoritos de Allen são &lt;i&gt;O apanhador no campo de centeio&lt;/i&gt;, de JD Salinger; &lt;i&gt;Really the Blues&lt;/i&gt;, de Mezz Mezzrow e Bernard Wolfe; &lt;i&gt;The worl of SJ Perelman &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;Elia Kazan: uma biografia&lt;/i&gt;, de Richard Schickel.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A matéria completa está &lt;a href="http://www.guardian.co.uk/books/2011/may/06/woody-allen-top-five-books" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-1620984940989014262?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/1620984940989014262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=1620984940989014262' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/1620984940989014262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/1620984940989014262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/05/machado-de-assis-no-top-five-de-woody.html' title='Machado de Assis no top five de Woody Allen'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-gjSDuHHHczo/TchRBKv0uKI/AAAAAAAAAf0/Ly0MsRIXj14/s72-c/woodyallen5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-3379580018025922462</id><published>2011-05-06T17:16:00.040-03:00</published><updated>2011-12-19T09:27:33.642-02:00</updated><title type='text'>Um poeta do amor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Dois amantes felizes não têm fim nem morte,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;nascem e morrem muitas vezes enquanto vivem,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;têm a eternidade da natureza.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;(Pablo Neruda)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-aEFDyD-Fzvg/TcRegdf5_8I/AAAAAAAAAfk/MkS7PBfJqCo/s1600/CONFESSO_QUE_VIVI.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603707748123017154" src="http://1.bp.blogspot.com/-aEFDyD-Fzvg/TcRegdf5_8I/AAAAAAAAAfk/MkS7PBfJqCo/s200/CONFESSO_QUE_VIVI.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 200px; margin: 0 10px 10px 0; width: 134px;" /&gt;&lt;/a&gt;Esperava encontrar no livro de memórias do poeta chileno Pablo Neruda um relato apaixonado de suas experiências amorosas. Afinal, Neruda é geralmente lembrado por seus ardentes poemas de amor. No entanto, o que encontrei em &lt;i&gt;Confesso que vivi&lt;/i&gt; foi o relato apaixonado de sua luta política.  Em sua vida de poeta e seu trabalho junto à Embaixada do Chile e depois como senador, descobriu o poder da poesia como arma. Em suas lutas em defesa da liberdade, sua poesia assume a crítica combativa e um sentimento profundo da condição humana. Seus poemas, porém, são libertários, mas não panfletários. Neruda consagrou-se como “poeta do povo” em virtude da força e do poder de comunhão de sua poesia. &lt;br /&gt;&lt;div&gt;É este aspecto do poeta que se sobressai em suas memórias. O amor aparece em raras passagens. Uma delas, a história do primeiro amor, nascido - não podia ser diferente - por meio da palavra:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os primeiros amores, os puríssimos, se desenvolveram em cartas enviadas a Blanca Wilson. Esta menina era filha do ferreiro e um dos rapazes, perdido de amor por ela, pediu-me que escrevesse por ele suas cartas amorosas. Não me lembro como seriam estas cartas que foram talvez meus primeiros trabalhos literários, pois, certa vez, ao encontrar-me com a estudante, esta me perguntou se era eu o autor das cartas que seu namorado lhe levava. Não me atrevi a renegar minhas obras e muito perturbado respondi que sim. Então ela me deu um doce de marmelo que, é claro, não quis comer e guardei como um tesouro. Afastado assim meu companheiro do coração da menina, continuei escrevendo intermináveis cartas de amor e recebendo doces de marmelo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outra passagem devotada ao amor é o capítulo dedicado a Matilde, esposa de Neruda de 1955, até a morte do poeta, em 1973.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Matilde Urrutia, minha mulher&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha mulher é da província como eu. Nasceu numa cidade do Sul, Chillán, famosa de maneira feliz por sua cerâmica camponesa e de maneira desgraçada pelos seus terríveis terremotos. Ao falar-lhe,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;disse tudo em meus Cem Sonetos de Amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez estes versos definam o que ela significa para mim. A terra e a vida nos reuniu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda que isto não interesse a ninguém, somos felizes. Dividimos nosso tempo comum em longas temporadas na solitária costa do Chile. Não no verão porque o litoral, ressequido pelo sol, mostra-se então amarelo e desértico; mas no inverno sim, quando uma estranha floração se veste com as chuvas e o frio, de verde e amarelo: de azul e purpúreo. Algumas vezes subimos do selvagem e solitário oceano para a trepidante cidade de Santiago, na qual juntos padecemos com a complicada existência dos demais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Matilde canta com voz poderosa as minhas canções.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dedico-lhe tudo que escrevo e tudo que tenho. Não é muito mas ela está contente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Diviso-a agora como afunda os sapatos minúsculos no barro do jardim e depois também afunda suas mãos minúsculas na profundidade da planta. Da terra, com pés e mãos e olhos e voz, trouxe para mim todas as raízes, todas as flores, todos os frutos fragrantes da felicidade.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;*&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603708999125031010" src="http://1.bp.blogspot.com/-qPS0ZKbrxkg/TcRfpR2B2GI/AAAAAAAAAfs/lJmaN56xJSc/s200/cien%2Bsonetos.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 150px; margin: 0 10px 10px 0; width: 100px;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Se não nas memórias, é nos poemas de Neruda que vamos encontrar o poeta do amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cem poemas de amor dedicados à mulher, Matilde Urrutia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um amor real, feito de carne e osso, de luz e sombra, de fogo e luta. Um amor do dia e da noite, do pão e do trigo, da chuva &lt;/div&gt;&lt;div&gt;e do mar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Soneto XVII&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;No te amo como si fueras rosa de sal, topacio&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;o flecha de claveles que propagan el fuego:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;te amo como se aman ciertas cosas oscuras,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;secretamente, entre la sombra y el alma.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Te amo como la planta que no florece y lleva&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;dentro de sí, escondida, la luz de aquellas flores,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;y gracias a tu amor vive oscuro en mi cuerpo&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;el apretado aroma que ascendió de la tierra.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Te amo sin saber cómo, ni cuándo, ni de dónde,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;te amo directamente sin problemas ni orgullo:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;así te amo porque no sé amar de otra manera,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;sino así de este modo en que no soy ni eres,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;tan cerca que tu mano sobre mi pecho es mía,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;tan cerca que se cierran tus ojos con mi sueño.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Soneto XXV&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Antes de amarte, amor, nada era mío:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;vacilé por las calles y las cosas:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;nada contaba ni tenía nombre:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;el mundo era del aire que esperaba.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Yo conocí salones cenicientos,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;túneles habitados por la luna,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;hangares crueles que se despedían,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;preguntas que insistían en la arena.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Todo estaba vacío, muerto y mudo,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;caído, abandonado y decaído,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;todo era inalienablemente ajeno,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;todo era de los otros y de nadie,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;hasta que tu belleza y tu pobreza&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;llenaron el otoño de regalos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Soneto XXIX&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Vienes de la pobreza de las casas del Sur,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;de las regiones duras con frío y terremoto&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;que cuando hasta sus dioses rodaron a la muerte&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;nos dieron la lección de la vida en la greda.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Eres un caballito de greda negra, un beso&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;de barro oscuro, amor, amapola de greda,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;paloma del crepúsculo que voló en los caminos,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;alcancía con lágrimas de nuestra pobre infancia.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Muchacha, has conservado tu corazón de pobre,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;tus pies de pobre acostumbrados a las piedras,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;tu boca que no siempre tuvo pan o delicia.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Eres del pobre Sur, de donde viene mi alma:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;en su cielo tu madre sigue lavando ropa&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;con mi madre. Por eso te escogí, compañera.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Soneto XLIV&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Sabrás que no te amo y que te amo&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;puesto que de dos modos es la vida,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;la palabra es un ala del silencio,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;el fuego tiene una mitad de frío.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Yo te amo para comenzar a amarte,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;para recomenzar el infinito&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;y para no dejar de amarte nunca:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;por eso no te amo todavía.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Te amo y no te amo como si tuviera&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;en mis manos las llaves de la dicha&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;y un incierto destino desdichado.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Mi amor tiene dos vidas para armarte.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Por eso te amo cuando no te amo&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;y por eso te amo cuando te amo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Soneto XLVI&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;De las estrellas que admiré, mojadas&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;por ríos y rocíos diferentes,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;yo no escogí sino la que yo amaba&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;y desde entonces duermo con la noche.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;De la ola, una ola y otra ola,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;verde mar, verde frío, rama verde,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;yo no escogí sino una sola ola:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;la ola indivisible de tu cuerpo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Todas las gotas, todas las raíces,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;todos los hilos de la luz vinieron,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;me vinieron a ver tarde o temprano.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Yo quise para mí tu cabellera.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Y de todos los dones de mi patria&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;sólo escogí tu corazón salvaje.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Soneto LXVI&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;No te quiero sino porque te quiero&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;y de quererte a no quererte llego&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;y de esperarte cuando no te espero&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;pasa mi corazón del frío al fuego.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Te quiero sólo porque a ti te quiero,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;te odio sin fin, y odiándote te ruego,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;y la medida de mi amor viajero&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;es no verte y amarte como un ciego.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Tal vez consumirá la luz de Enero,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;su rayo cruel, mi corazón entero,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;robándome la llave del sosiego.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;En esta historia sólo yo me muero&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;y moriré de amor porque te quiero,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;porque te quiero, amor, a sangre y fuego.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Soneto LXIX&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Tal vez no ser es ser sin que tú seas,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;sin que vayas cortando el mediodía&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;como una flor azul, sin que camines&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;más tarde por la niebla y los ladrillos,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;sin esa luz que llevas en la mano&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;que tal vez otros no verán dorada,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;que tal vez nadie supo que crecía&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;como el origen rojo de la rosa,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;sin que seas, en fin, sin que vinieras&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;brusca, incitante, a conocer mi vida,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;ráfaga de rosal, trigo del viento,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;y desde entonces soy porque tú eres,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;y desde entonces eres, soy y somos,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;y por amor seré, serás, seremos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Soneto LXXXIX&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Cuando yo muera quiero tus manos en mis ojos:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;quiero la luz y el trigo de tus manos amadas&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;pasar una vez más sobre mí su frescura:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;sentir la suavidad que cambió mi destino.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Quiero que vivas mientras yo, dormido, te espero,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;quiero que tus oídos sigan oyendo el viento,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;que huelas el aroma del mar que amamos juntos&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;y que sigas pisando la arena que pisamos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Quiero que lo que amo siga vivo&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;y a ti te amé y canté sobre todas las cosas,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;por eso sigue tú floreciendo, florida,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;para que alcances todo lo que mi amor te ordena,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;para que se pasee mi sombra por tu pelo,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;para que así conozcan la razón de mi canto.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;*&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para mais Neruda, deixo a indicação do filme &lt;i&gt;O carteiro e o poeta&lt;/i&gt;, um belo hino ao amor e à poesia:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/18Ekh20cPeo" width="540"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-3379580018025922462?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/3379580018025922462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=3379580018025922462' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/3379580018025922462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/3379580018025922462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/05/um-poeta-do-amor.html' title='Um poeta do amor'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-aEFDyD-Fzvg/TcRegdf5_8I/AAAAAAAAAfk/MkS7PBfJqCo/s72-c/CONFESSO_QUE_VIVI.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-3386735302981052694</id><published>2011-05-04T07:54:00.004-03:00</published><updated>2011-05-04T07:59:49.774-03:00</updated><title type='text'>Ritornello</title><content type='html'>Já publiquei este poema aqui antes, mas agora parece um bom momento para ler novamente.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Do Amor&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'GFS Didot'; font-size: 15px; line-height: 20px; font-weight: normal; "&gt;&lt;strong&gt;(Khalil Gibran, &lt;em&gt;O Profeta)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'GFS Didot'; font-size: 15px; line-height: 20px; font-weight: normal; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando o amor vos chamar, segui-o,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E quando ele vos falar, acreditai nele,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como o vento devasta o jardim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim ele vos crucifica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Trabalha para vossa poda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E da mesma forma que alcança vossa altura&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim também desce até vossas raízes&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E as sacode no seu apego à terra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele vos debulha para expor a vossa nudez.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele vos mói até a extrema brancura.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No pão místico do banquete divino.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todas essas coisas, o amor operará em vós&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para que conheçais os segredos de vossos corações&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, com esse conhecimento,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vos convertais no pão místico do banquete divino.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todavia, se no vosso temor,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E abandonásseis a eira do amor,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para entrar num mundo sem estações,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Onde rireis, mas não todos os vossos risos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O amor nada dá senão de si próprio&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E nada recebe senão de si próprio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O amor não possui, nem se deixa possuir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque o amor basta-se a si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando um de vós ama, que não diga:“Deus está no meu coração”,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas que diga antes:"Eu estou no coração de Deus”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não imagineis que possais dirigir o curso do amor,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois o amor, se vos achar dignos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Determinará ele próprio o vosso curso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O amor não tem outro desejo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Senão o de atingir a sua plenitude.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sejam estes os vossos desejos:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que canta sua melodia para a noite&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E de sangrardes de boa vontade e com alegria&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De acordardes na aurora com o coração alado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E agradecerdes por um novo dia de amor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De descansardes ao meio-dia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E meditardes sobre o êxtase do amor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De voltardes para casa à noite com gratidão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E nos lábios uma canção de bem-aventurança.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-3386735302981052694?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/3386735302981052694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=3386735302981052694' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/3386735302981052694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/3386735302981052694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/05/ja-publiquei-este-poema-aqui-antes-mas.html' title='Ritornello'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-7634024068188367189</id><published>2011-05-03T18:51:00.009-03:00</published><updated>2011-05-03T19:53:18.785-03:00</updated><title type='text'>Parênteses</title><content type='html'>Antes de continuar minhas leituras sobre o amor, preciso abrir um parêntese.&lt;div&gt;No meio de tantas &lt;i&gt;ideias &lt;/i&gt;sobre o amor, hoje fui presenteada com uma verdadeira história de amor. Verdadeira não porque teve final feliz - ainda não - mas pela força e verdade que foi capaz de transmitir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com o encontro de hoje, nascido da dúvida e  da indecisão - modos sutis de disfarçar uma coragem aterradora -, reafirmei minhas crenças de que o amor é para poucos. Muitas pessoas se contentam apenas com a convivência amorosa, sem nunca viver a experiência amorosa. É companhia, é necessidade, é costume. Será amor? Amor é encontro, é entrega, é reconhecimento de si no outro. Amor não é para os fracos. Nem para os que se contentam com pouco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Muitas coisas na vida são medíocres. O amor não pode ser uma delas."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Obrigada, Vivi, por me fazer sentir algo real e me lembrar a verdadeira beleza em que acredito e que ainda busco no amor.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-7634024068188367189?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/7634024068188367189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=7634024068188367189' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7634024068188367189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7634024068188367189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/05/parenteses.html' title='Parênteses'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-7136315135626526554</id><published>2011-05-02T16:53:00.011-03:00</published><updated>2011-05-02T17:51:50.710-03:00</updated><title type='text'>A chama dupla</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;(...) o amor é desejo de completude e assim responde a &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;uma necessidade profunda dos homens. (Octavio Paz)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-T-cXHIEwmFc/Tb8WbxjcqTI/AAAAAAAAAfc/fhYCyoFsrhA/s1600/llama%2Bdoble.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 122px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-T-cXHIEwmFc/Tb8WbxjcqTI/AAAAAAAAAfc/fhYCyoFsrhA/s200/llama%2Bdoble.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602221127886481714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;Neste belíssimo ensaio, Octavio Paz passeia pela história literária e filosófica do amor e do erotismo - ambos construções, criações humanas a partir da sexualidade animal -, desde a Antiguidade até os dias de hoje, passando, entre outros, por Platão, o amor cortês, Marquês de Sade e o surrealismo de André Breton. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Além do fio histórico do amor, e atadas a ele, o escritor apresenta reflexões agudas e, ao mesmo tempo, apaixonadas, sobre o conceito e o sentimento amoroso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;O ponto de partida é a metáfora da chama:  "Segundo o Dicionário de Autoridades, a chama é 'a parte mais sutil do fogo, que se eleva e levanta ao alto na figura piramidal'. O fogo original e primordial, a sexualidade, levanta a chama vermelha do erotismo e esta, por sua vez, sustenta e alça outra chama, azul e trêmula: a do amor. Erotismo e amor: a chama dupla da vida". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;O amor humano, quer dizer, o verdadeiro amor, não nega o corpo nem o mundo. Também não deseja outro mundo nem se vê como um trânsito em direção a uma eternidade além da mudança e do tempo. O amor é amor não &lt;/i&gt;a&lt;i&gt; este mundo, mas &lt;/i&gt;deste&lt;i&gt; mundo; está atado à terra pela força de gravidade do corpo, que é prazer e morte. Sem alma - ou como quiserem chamar esse &lt;/i&gt;sopro &lt;i&gt;que faz de cada homem e de cada mulher uma &lt;/i&gt;pessoa&lt;i&gt; - não há amor, mas também não há amor sem corpo. Pelo corpo, o amor é erotismo e assim se comunica com as forças mais vastas e ocultas da vida. Ambos, o amor e o erotismo - chama dupla - se alimentam do fogo original: a sexualidade.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As características que definem o amor revelam sua natureza contraditória, paradoxal ou misteriosa: a exclusividade (por que amamos esta pessoa e não outra?); apetite de posse e desejo de entrega; obstáculo e transgressão; domínio e submissão; a união de contrários: corpo e alma; fatalidade (destino) e liberdade (escolha).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;O amor é composto de contrários que não podem se separar e que vivem sem cessar em luta e reunião com eles mesmos e com os outros. Estes contrários, como se fossem dois planetas do estranho sistema solar das paixões, giram em torno de um único sol. Este sol também é duplo: o casal. Contínua transmutação de cada elemento: a liberdade escolhe a servidão, a fatalidade se transforma em eleição voluntária, a alma é corpo e o corpo é alma. Amamos a um ser mortal como se fosse imortal. (...) Mas o amor é uma das respostas que o homem inventou para olhar a morte de frente. Por causa do amor, roubamos ao tempo que nos mata algumas horas que transformamos às vezes em paraíso e outras em inferno. De ambas maneiras, o tempo se distende e deixa de ser uma medida. Muito além de felicidade ou infelicidade, embora seja as duas coisas, o amor é intensidade: não nos presenteia a eternidade, mas a vivacidade, esse minuto em que se entreabrem as portas do tempo e do espaço: aqui é lá e agora é sempre. No amor, tudo é dois e tudo tende a ser um.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-7136315135626526554?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/7136315135626526554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=7136315135626526554' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7136315135626526554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7136315135626526554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/05/chama-dupla.html' title='A chama dupla'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-T-cXHIEwmFc/Tb8WbxjcqTI/AAAAAAAAAfc/fhYCyoFsrhA/s72-c/llama%2Bdoble.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-8659274289419416744</id><published>2011-04-29T17:11:00.005-03:00</published><updated>2011-05-02T17:50:21.859-03:00</updated><title type='text'>Do Amor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Não amar quando se recebeu do céu uma alma feita para o amor é &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;privar-se  &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;a si mesma e a outrem de uma grande felicidade. (Stendhal)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Retomei a leitura de um tema que já foi o meu favorito: o Amor. Além de busca apaixonada, o sentimento constituía, para mim, um questionamento filosófico sério. Não queria apenas encontrar e viver o amor, mas compreendê-lo. Eram as  minhas três grandes questões: a Vida, a Morte e o Amor. &lt;div&gt;&lt;div&gt;Acho que talvez tenha me concentrado na Vida e acabei deixando o Amor - pelo menos, o amor romântico - de lado. Com o tempo, passou a figurar apenas como mais uma ilusão - talvez a mais bela e prazerosa de todas...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A motivação para a retomada nasceu de uma razão muito prática: a resolução de finalmente ler, de fato, todos os livros que tenho (sabe aquela mania de comprar um monte de livro e sempre adiar a leitura? Pois assumi um compromisso comigo mesma de não adquirir nem mais um volume até dar conta de todos que já possuo, e como muitos na minha estante tratam deste assunto...). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;De início, resisti, para não simpatizar tanto com o tema novamente, pelo menos não da maneira quase obsessiva de antigamente. Por outro lado, pensei que seria interessante retomar a questão com um certo distanciamento, procurando compreender o &lt;i&gt;conceito&lt;/i&gt; do amor da forma mais objetiva possível. Seria estudar a anatomia do amor por si, e não o amor para mim.  Mal tem início a empreitada e a pretensão da distância e da objetividade já vai caindo por terra. É quase impossível não me apaixonar pelo Amor...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;*&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-dS3P-EEMBL4/TbsWHGEifDI/AAAAAAAAAfU/5TGDBSwCMAM/s200/do%2Bamor.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601094872709889074" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois bem. Começo com &lt;i&gt;Do Amor&lt;/i&gt;, de Stendhal. A partir do conceito de cristalização, o escritor francês disseca todos os pormenores do amor, apresentando um quadro bem real do sentimento a que todos os homens estão sujeitos, seja por admiração, arrebatamento sincero ou simples vaidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Do nascimento do amor&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eis o que se passa na alma:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1º A admiração.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2º Dizemo-nos: "Que prazer dar-lhe beijos, recebê-los! etc."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3º A esperança.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estudamos as perfeições; é neste momento que a mulher deveria entregar-se, para o maior prazer físico possível. Mesmo entre as mulheres mais reservadas, os olhos se acendem no momento da esperança; a paixão é tão forte e o prazer tão intenso, que se trai através de sinais impressionantes. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;4º O amor nasceu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amar é ter prazer em ver, tocar, sentir por todos os sentidos, e do modo mais próximo possível, um objeto amável e que nos ama. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;5º A primeira cristalização começa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sentimos prazer em ornar de mil perfeições uma mulher de cujo amor temos certeza; passamos em revista toda a nossa felicidade com um complacência infinita. Isso se resume em exagerar uma propriedade soberba, que acaba de nos cair do céu, que não conhecemos e cuja posse nos é assegurada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixem a cabeça de um amante funcionar durante vinte e quatro horas e eis o que encontrarão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nas minas de sal de Salzburgo, joga-se nas profundezas abandonadas da mina um ramo de árvore desfolhado pelo inverno; dois ou três meses depois, ele é retirado coberto de cristalizações brilhantes: os menores raminhos, aqueles que não são maiores do que a pata de um chapim, são guarnecidos de uma infinidade de diamantes móveis e cintilantes; já não podemos reconhecer o ramo primitivo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chamo de cristalização a operação do espírito que extrai de tudo o que se apresenta a descoberta de que o objeto amado tem novas perfeições.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(...) Este fenômeno, que me permito chamar de &lt;i&gt;cristalização&lt;/i&gt;, provém da natureza que nos ordena ter prazer e que nos envia sangue ao cérebro, do sentimento de que os prazeres aumentam com as perfeições do objeto amado, e da idéia: ela é minha. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apesar de ser um texto datado, refletindo os costumes e comportamentos de uma época (a Europa, e, mais especificamente, a França do início do século XIX), é possível perceber o quanto as descrições e pormenores ainda são válidos e verdadeiros nos dias atuais. O tom vai da ironia fina à confissão apaixonada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se, em alguns momentos, Stendhal parece zombar dos amantes, é a defesa do amor que se sobressai. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando existe a perfeita naturalidade, a felicidade de dois indivíduos chega a se confundir. Graças à simpatia e a várias outras leis de nossa natureza, ela é simplesmente a maior felicidade que possa existir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não deixa de ser fácil determinar o sentido da palavra &lt;i&gt;naturalidade&lt;/i&gt;, condição necessária da felicidade pelo amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chamamos &lt;i&gt;naturalidade&lt;/i&gt; ao que não se afasta da maneira habitual de agirmos. Não é preciso dizer que não apenas nunca devemos mentir para quem amamos, como também não devemos embelezar o mínimo que seja e alterar a pureza de traços da verdade. Pois, quando embelezamos, a atenção se ocupa em embelezar e já não responde ingenuamente, como o toque de um piano, ao sentimento que se mostra nos olhos. Logo ela se dá conta disso por certa frieza que sente, e por sua vez recorre à faceirice. Talvez seja esta a razão oculta por que não podemos amar uma mulher de espírito muito inferior. Ao seu lado podemos fingir impunemente, e como fingir é mais cômodo, por causa do hábito, entregamo-nos à falta de naturalidade. A partir daí o amor já não é amor e passa a não ser nada mais do que um negócio comum: a única diferença é que em vez de dinheiro ganhamos prazer ou vaidade, ou uma mistura dos dois. Mas é difícil deixar de sentir um pouco de desprezo por uma mulher para quem podemos representar impunemente e, por conseguinte, para abandoná-la só nos falta encontrar algo melhor. O hábito ou os juramentos podem prender, mas refiro-me à inclinação do coração, cuja tendência natural é voar para o maior prazer. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;*&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No apêndice do livro, Stendhal fala sobre as curiosas &lt;i&gt;cortes de amor&lt;/i&gt;, cortes que existiram na França, no século XII, presididas por mulheres que discutiam e julgavam questões de amor. As cortes seguiam as determinações de um não menos curioso &lt;i&gt;Código de Amor&lt;/i&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;São, ao todo, trinta e um artigos:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I. A alegação de casamento não é desculpa legítima contra o amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;II. Quem não sabe ocultar não sabe amar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;III. Ninguém pode entregar-se a dois amores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;IV. O amor sempre pode crescer ou diminuir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;V. Não tem sabor o que um amante toma à força do outro amante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;VI. De ordinário, o macho só ama em plena puberdade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;VII. Prescreve-se a um dos amantes, por ocasião da morte do parceiro, uma viuvez de dois anos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;VIII. Ninguém, sem uma razão mais do que suficiente, deve ser privado de seu direito em amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;IX. Ninguém poderá amar se não for envolvido pela persuasão de amor (pela esperança de ser amado).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;X. Geralmente o amor é expulso de casa pela avareza.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XI. Não convém amar aquela que teríamos vergonha de desejar em casamento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XII. O verdadeiro amor só deseja as carícias feitas por quem ele ama.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XIII. Amor divulgado raramente dura.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XIV. O êxito fácil demais logo tira o encanto do amor: os obstáculos aumentam-lhe o valor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XV. Todo aquele que ama empalidece à vista de quem ama.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XVI. Trememos ao ver de modo imprevisto quem amamos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XVII. Novo amor expulsa o antigo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XVIII. Só o mérito torna digno de amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XIX. O amor que se extingue logo cai e raramente se levanta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XX. Quem ama é sempre temeroso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XXI. Pelo verdadeiro ciúme a afeição de amor cresce continuamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XXII. Pela suspeita e pelo ciúme que dela deriva cresce a afeição de amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XXIII. Menos dorme e menos come quem é assaltado por pensamento de amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XXIV. Tudo o que o amante faz termina em pensar em quem ama.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XXV. O verdadeiro amor só acha bom o que sabe agradar à pessoa amada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XXVI. O amor nada pode recusar ao amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XXVII. O amante não pode saciar-se do gozo de quem ama.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XXVIII. Uma débil presunção faz com que o amante suspeite de coisas sinistras na pessoa amada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XXIX. O muito excessivo hábito dos prazeres impede o nascimento do amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XXX. Uma pessoa que ama está constante e ininterruptamente ocupada com a imagem do ser amado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;XXXI. Nada impede que uma mulher seja amada por dois homens, e um homem por duas mulheres.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-8659274289419416744?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/8659274289419416744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=8659274289419416744' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/8659274289419416744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/8659274289419416744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/04/do-amor.html' title='Do Amor'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-dS3P-EEMBL4/TbsWHGEifDI/AAAAAAAAAfU/5TGDBSwCMAM/s72-c/do%2Bamor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-2297639381042050212</id><published>2011-04-28T00:00:00.004-03:00</published><updated>2011-04-28T00:00:04.208-03:00</updated><title type='text'>Beautiful boy</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; Life is what happens to you&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;While you're busy making other plans&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-x2fmcwWHibI/TbiQ1kMOx9I/AAAAAAAAAfE/HCztKM2LkNU/s1600/c%25C3%25A9u%2Bestrelado2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 175px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-x2fmcwWHibI/TbiQ1kMOx9I/AAAAAAAAAfE/HCztKM2LkNU/s320/c%25C3%25A9u%2Bestrelado2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600385386557654994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(John Lennon)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Close your eyes&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Have no fear&lt;/div&gt;&lt;div&gt;The monster's gone&lt;/div&gt;&lt;div&gt;He's on the run and your daddy's here&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beautiful, beautiful, beautiful&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beautiful boy&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beautiful, beautiful, beautiful&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beautiful boy&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Before you go to sleep&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Say a little prayer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Every day in every way&lt;/div&gt;&lt;div&gt;It's getting better and better&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beautiful, beautiful, beautiful&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beautiful boy&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beautiful, beautiful, beautiful&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beautiful boy&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Out on the ocean sailing away&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I can hardly wait&lt;/div&gt;&lt;div&gt;To see you come of age&lt;/div&gt;&lt;div&gt;But I guess we'll both just have to be patient&lt;/div&gt;&lt;div&gt;'Cause it's a long way to go&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A hard row to hoe&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Yes it's a long way to go&lt;/div&gt;&lt;div&gt;But in the meantime&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Before you cross the street&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Take my hand&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Life is what happens to you&lt;/div&gt;&lt;div&gt;While you're busy making other plans&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beautiful, beautiful, beautiful&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beautiful boy&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beautiful, beautiful, beautiful&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beautiful boy&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Before you go to sleep&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Say a little prayer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Every day in every way&lt;/div&gt;&lt;div&gt;It's getting better and better&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beautiful, beautiful, beautiful&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beautiful boy&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Darling, darling, darling&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Darling Sean&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="353" height="132"&gt;&lt;embed src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=7b48375" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" quality="high" width="353" height="132"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-2297639381042050212?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/2297639381042050212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=2297639381042050212' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2297639381042050212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2297639381042050212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/04/beautiful-boy.html' title='Beautiful boy'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-x2fmcwWHibI/TbiQ1kMOx9I/AAAAAAAAAfE/HCztKM2LkNU/s72-c/c%25C3%25A9u%2Bestrelado2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-2363350587227345484</id><published>2011-04-25T17:56:00.006-03:00</published><updated>2011-04-25T19:48:41.574-03:00</updated><title type='text'>Os frágeis rostos da identidade</title><content type='html'>&lt;b&gt;(&lt;a href="http://www.matthieuricard.org/" target="_blank"&gt;Matthieu Ricard&lt;/a&gt;)&lt;/b&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A noção de "pessoa" inclui a imagem que temos de nós mesmos. A ideia da nossa identidade, da nossa posição na vida, se encontra ancorada na mente e influi de forma constante nas nossas relações com os outros. Quando uma conversa toma um mau caminho, não é tanto o tema da conversa o que nos incomoda, mas o questionamento da nossa identidade. Qualquer palavra que ameaça a imagem que temos de nós mesmos se torna insuportável, enquanto o mesmo qualificativo aplicado a outro, em circunstâncias diferentes, apenas nos afeta. Se alguém tem uma imagem forte de si mesmo, tentará constantemente assegurar-se de que seja reconhecida e aceita. Não há nada mais doloroso do que vê-la colocada em dúvida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas que valor tem esta identidade? É interessante lembrar que "personalidade" vem de &lt;i&gt;persona&lt;/i&gt;, que em latim significa "máscara". A máscara "através" da qual o ator faz "ressoar" (&lt;i&gt;sonat&lt;/i&gt;) seu papel. Enquanto o ator sabe que leva uma máscara, com frequência esquecemos de distinguir entre o papel que representamos na sociedade e nossa natureza profunda. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(...) Normalmente, tememos abordar o mundo sem referências e nos dá vertigem quando chega o momento em que caem as máscaras e os qualificativos: se já não sou músico, escritor, funcionário, culto, bonito ou forte, quem sou? No entanto, não levar nenhuma etiqueta é a melhor garantia de liberdade e a maneira mais flexível, leve e alegre de passar pelo mundo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Do livro &lt;i&gt;Em defesa da felicidade&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-2363350587227345484?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/2363350587227345484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=2363350587227345484' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2363350587227345484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2363350587227345484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/04/os-frageis-rostos-da-identidade.html' title='Os frágeis rostos da identidade'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-1030669230989632669</id><published>2011-04-24T18:28:00.010-03:00</published><updated>2011-04-25T17:52:52.869-03:00</updated><title type='text'>Na natureza selvagem</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;(Jon Krakauer)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Àquela altura, Chris partira havia muito tempo. Cinco semanas antes, enfiara todas as suas coisas em seu pequeno carro e zarpara para o oeste, sem destino. A viagem seria uma odisséia no pleno sentido do termo, uma jornada épica que mudaria tudo. Ele passara os quatro anos anteriores, tal como via as coisas, preparando-se para cumprir um dever oneroso e absurdo: graduar-se na faculdade. Finalmente estava desimpedido, emancipado do mundo sufocante de seus pais e pares, um mundo de abstração, segurança e excesso material, um mundo em que ele se sentia dolorosamente isolado da pulsação vital da existência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saindo de Atlanta para o oeste, pretendia inventar uma vida totalmente nova para si mesmo, na qual estaria livre para mergulhar na experiência crua, sem filtros. Para simbolizar a ruptura completa com sua vida anterior, adotou um nome novo. Não mais atenderia por Chris McCandless; era agora Alexander Supertramp, senhor de seu próprio destino.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Dois anos ele caminha pela terra. Sem telefone, sem piscina, sem animal de estimação, sem cigarros. Liberdade definitiva. Um extremista. Um viajante estético cujo lar é a estrada. Fugido de Atlanta, não retomarás, porque "o Oeste é o melhor". E agora depois de dois anos errantes chega à última e maior aventura. A batalha final para matar o ser falso interior e concluir vitoriosamente a revolução espiritual. Dez dias e noites de trens de carga e pegando carona trazem-no ao grande e branco Norte. Para não mais ser envenenado pela civilização, ele foge e caminha sozinho sobre a terra para perder-se na natureza selvagem.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alexander Supertramp, Maio de 1992&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;"É possível que este seja o mesmo Alex que partiu em julho de 1990? A desnutrição e a estrada fizeram estragos em seu corpo. Mais de dez quilos perdidos. Mas seu espírito está nas alturas".&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;“Morou nas ruas com vadios, vagabundos e bêbados durante várias semanas. Vegas, no entanto, não seria o fim da história. A 10 de maio, a comichão nos pés voltou e Alex largou seu emprego na cidade de Vegas, recuperou sua mochila e retomou à estrada, embora tenha descoberto que, se você é estúpido o suficiente para enterrar uma câmera, não vai tirar muito mais fotografias depois. Assim, a história não tem álbum de fotos para o período que vai de 10 de maio de 1991 a 7 de janeiro de 1992. Mas isso não é importante. É nas experiências, nas lembranças, na grande e triunfante alegria de viver na mais ampla plenitude que o verdadeiro sentido é encontrado. Meu Deus, como é bom estar vivo! Obrigado. Obrigado.”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Gostaria de repetir o conselho que lhe dei antes: acho que você deveria realmente promover uma mudança radical em seu estilo de vida e começar a fazer corajosamente coisas em que talvez nunca tenha pensado, ou que fosse hesitante demais para tentar. Tanta gente vive em circunstâncias infelizes e, contudo, não toma a iniciativa de mudar sua situação porque está condicionada a uma vida de segurança, conformismo e conservadorismo, tudo isso que parece dar paz de espírito, mas na realidade nada é mais maléfico para o espírito aventureiro do homem que um futuro seguro. A coisa mais essencial do espírito vivo de um homem é sua paixão pela aventura. A alegria da vida vem de nossos encontros com novas experiências e, portanto, não há alegria maior que ter um horizonte sempre cambiante, cada dia com um novo e diferente Sol.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;(...) Você está errado se acha que a alegria emana somente ou principalmente das relações humanas. Deus a distribuiu em toda a nossa volta. Está em tudo e em qualquer coisa que possamos experimentar. Só temos de ter a coragem de dar as costas para nosso estilo de vida habitual e nos comprometer com um modo de viver não convencional.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;O que quero dizer é que você não precisa de mim ou de qualquer outra pessoa em volta para pôr esse novo tipo de luz em sua vida. Ele está simplesmente esperando que você o pegue e tudo que tem a fazer é estender os braços. A única pessoa com quem você está lutando é você mesmo e sua teimosia em não entrar em novas situações.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Tudo mudara subitamente - o tom, o clima moral; não sabias o que penar; a quem ouvir. Como se em toda a tua vida tivesses sido conduzido pela mão como uma criança pequena e de repente tivesses de ficar por tua própria conta, tinhas de aprender a andar sozinho. Não havia ninguém por perto, nem família nem pessoas cujo julgamento respeitasses. Em tal momento, sentias a necessidade de dedicar-te a algo absoluto - vida, verdade, beleza -, de ser regido por isso, em lugar das regras feitas pelos homens que tinham sido descartadas. Precisavas render-te a um tal objetivo último de modo mais pleno, mais sem reservas do que jamais fizeras nos velhos dias familiares e tranqüilos, na velha vida que estava agora abolida e abandonada para sempre.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Boris Pasternak, Doutor Jivago&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Trecho sublinhado em um dos livros encontrados com os restos de Chris McClandless&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"NECESSIDADE DE UM OBJETIVO", estava escrito com a letra de McClandles na margem acima do trecho. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Nas últimas páginas do livro que lhe servia de diário, declarou:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Renasci. Esta é minha aurora. A vida verdadeira apenas começou.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Viver deliberadamente: atenção consciente ao básico da vida e uma atenção constante ao meio ambiente imediato e o que lhe diz respeito, exemplo - um emprego, uma tarefa, um livro; tudo exigindo concentração eficiente. (Circunstância não tem valor. É como a gente se relaciona com uma situação que tem valor. Todo significado verdadeiro reside na relação pessoal a um fenômeno, o que ele significa para você.)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;A Grande Santidade da COMIDA, o Calor Vital. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Positivismo, a Insuperável Alegria da Estética da Vida. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Verdade Absoluta e Honestidade.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Realidade.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Independência.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Finalidade - Estabilidade - Consistência.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;A 2 de julho, terminou de ler "Felicidade familiar", de Tolstoi, tendo marcado vários trechos que o emocionaram:&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: italic; "&gt;Ele tinha razão ao dizer que a única felicidade certa na vida é viver para os outros...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: italic; "&gt;Passei por muita coisa na vida e agora penso que encontrei o que é necessário para a felicidade. Uma vida tranqüila e isolada no campo, com a possibilidade de ser útil à gente para quem é fácil fazer o bem e que não está acostumada que o façam; depois trabalhar em algo que se espera tenha alguma utilidade; depois descanso, natureza, livros, música, amor pelo próximo - essa é a minha idéia de felicidade. E depois, no topo de tudo isso, você como companheira, e filhos talvez - o que mais pode o coração de um homem desejar?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: italic; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Seria fácil estereotipar Christopher McCandless como mais um garoto com sensibilidade demais, um jovem maluco que lia livros em demasia e não tinha um mínimo de bom senso. Mas o estereótipo não se encaixa. McCandless não era um indolente incapaz, perdido e confuso, torturado por desespero existencial. Ao contrário: sua vida estava cheia de significados e propósitos. Mas o significado que ele tirava da existência estava longe do caminho confortável: ele não confiava no valor das coisas que vêm facilmente. Exigia muito de si mesmo mais, no final, do que podia dar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tentando explicar o comportamento heterodoxo de McCandless algumas pessoas deram ênfase ao fato de que, tal como John Waterman, era de estatura baixa e talvez tivesse "complexo de baixinho", uma insegurança fundamental que o levou a provar sua masculinidade por meio de desafios físicos extremos. Outros afirmaram que um conflito edípico não resolvido estava na raiz de sua odisséia fatal. Embora possa haver alguma verdade em ambas as hipóteses, esse tipo de psicanálise póstuma de almanaque é uma iniciativa duvidosa e altamente especulativa que degrada e banaliza inevitavelmente o analisando ausente. Não está claro o que se ganha reduzindo a estranha busca espiritual de McCandless a uma lista de distúrbios psicopatológicos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Acabara de ler Doutor Jivago, um livro que o incitara a rabiscar notas entusiasmadas nas margens e sublinhar vários trechos:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Lara caminhou ao lado dos trilhos, seguindo uma trilha gasta pelos peregrinos, e depois entrou nos campos. Ali parou e, fechando os olhos, respirou fundo o ar perfumado pelas flores da vastidão em tomo dela. Aquilo era mais querido para ela do que seus parentes, melhor que um amante, mais sábio que um livro. Por um instante, redes cobriu o objetivo de sua vida. Estava aqui na terra para captar o sentido desse encantamento selvagem e chamar cada coisa por seu nome certo, ou, se não fosse capaz disso, dar à luz, por amor à vida, sucessores que o fariam em seu lugar.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"NATUREZA/PUREZA", grafou em negrito no alto da página.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Oh, como se deseja às vezes escapar da estupidez sem sentido da eloqüência humana, de todas aquelas frases sublimes, para se refugiar na natureza, aparentemente tão inarticulada, ou na ausência de palavras da labuta longa e pesada, do sono saudável, da verdadeira música, ou de uma compreensão humana tomada muda pela emoção!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao lado de &lt;i&gt;"E assim se concluiu que somente uma vida semelhante à vida daqueles ao nosso redor, mesclando-se a ela sem murmúrio, é vida genuína, e que uma felicidade não compartilhada não é felicidade. [...] E isso era o mais perturbador de tudo"&lt;/i&gt;, ele escreveu: "FELICIDADE SÓ REAL QUANDO COMPARTILHADA".&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: italic; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-1030669230989632669?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/1030669230989632669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=1030669230989632669' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/1030669230989632669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/1030669230989632669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/04/na-natureza-selvagem.html' title='Na natureza selvagem'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-2435744018551510120</id><published>2011-04-17T07:42:00.043-03:00</published><updated>2011-04-17T09:49:19.499-03:00</updated><title type='text'>Muito além da análise</title><content type='html'>Já falei sobre o filme "Na natureza selvagem" &lt;a href="http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/08/filosofia-de-vida.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; antes, mas acredito que o evento de ontem merece mais uma postagem. O Núcleo de Psicanálise da UniSantos voltou a realizar o Ciclo de Cinema: apresentação de um filme, seguida de discussão com convidados. Sendo o "Olhar da Psicanálise", dava para suspeitar o que viria...&lt;div&gt;Depois de pouco mais de duas horas de uma história incrível, imagens fantásticas, trilha sonora inspiradora e muita emoção, vieram a discussão e, acreditem, a análise psicológica do personagem principal, Christopher McCandless! Juro que as palavras "patologia", "incapacidade de desenvolvimento afetivo" e "falta de identificação com as figuras parentais" foram usadas. Fiquei passada! Os comentários, em sua maioria, se limitavam a aludir aos problemas familiares e a lamentar o que chamavam de "tragédia anunciada" e a vida perdida de um rapaz um tanto desmiolado. A ideia por trás era a de que ele não precisava arriscar sua vida só para fugir dos pais e da sua inabilidade de encarar a dor e os relacionamentos humanos. Uma senhora, que se declarou budista, disse que ele foi muito extremista e que deveria ter escolhido o "caminho do meio"! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A idolatria do ego e a redução da existência humana ao histórico familiar e pessoal e às tendências psicológicas! Será que a pergunta "quem sou eu?" se reduz a isso? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com todo o respeito que tenho por psicológos (!), conseguiram acabar com o filme (melhor dizendo, teriam conseguido, não fosse o filme tão bom, independente de qualquer análise...). A história, para mim, mostra uma pessoa perfeitamente lúcida, que é capaz de perceber todas as ilusões e o vazio dos papéis e padrões sociais de que é cercada, e, numa atitude de coragem (e não de fuga!), transcende sua condição original e decide viver sem toda a bobagem de que a tal sociedade é feita. No meio de tanta cegueira, Christopher McCandless/Alexander Supertramp (meu Deus, ele era um esquizofrênico!) é o que consegue ver além das aparências e viver uma vida realmente autêntica, livre de todas as identificações e dependências (inclusive, ou principalmente, as psicológicas) e apego ao que é familiar e confortável (principalmente do ponto de vista psicológico). Ele consegue simplesmente Ser.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Acredito que isso de Ser não é para aqueles que se prendem às explicações psicológicas - sejam elas boas ou más, acertadas ou totalmente equivocadas - da própria vida e da tal personalidade (não é ótimo ter uma? se for forte, então, melhor ainda!) e passam a viver somente em função delas, se definindo apenas em termos do que viveram e do que isso significa).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas nem tudo foi análise psicológica no evento de ontem. O jornalista, documentarista e professor Eduardo Rajabally lançou uma luz bem mais interessante sobre o filme. A partir da etimologia da palavra "experiência" (ligada tanto às palavras "provar" e "experimentar", quanto a "perigo"), ele falou sobre o significado de passar pelas situações e circunstâncias da vida e sair delas modificado. E esta é a beleza deste &lt;i&gt;road movie&lt;/i&gt;. A estrada, o caminho, a travessia, os limites são os meios externos para uma jornada interior de transformação e descobertas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Num mundo organizado em torno de brinquedos tecnológicos (quem vive sem seu celular ou seu iPod?), em que velocidade, volume de informação e muita opinião ditam o ritmo, a vida humana parece ter sido esvaziada de experiências. "Informação é o contrário de experiência" porque só conseguimos apreender os dados do mundo a partir de experiências alheias. "A ciência transformou o mundo da experiência no mundo do experimento". E neste esvaziamento das experiências humanas autênticas, nós passamos pela "estrada" de olhos vendados, apenas acumulando condicionamentos e conceitos inúteis sobre nós mesmos. "É por isso que filmes como esse são perturbadores. Porque nos fazem perceber que falta alguma coisa na nossa vida".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Nós queremos fazer a mesma viagem que ele fez, mas queremos ir de CVC". Pois é! Quem tem coragem de abandonar o que é familiar em busca de algo maior? Quem é que tem coragem de Ser?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-2435744018551510120?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/2435744018551510120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=2435744018551510120' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2435744018551510120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2435744018551510120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/04/muito-alem-da-analise.html' title='Muito além da análise'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-1826472893986604052</id><published>2011-04-08T18:00:00.020-03:00</published><updated>2011-04-08T19:12:40.756-03:00</updated><title type='text'>Aprendiz de Alberto Caeiro</title><content type='html'>Hoje, Marcéu e eu demos o nosso primeiro passeio no parque. A intenção era fazer ele dormir depois do almoço. Marcéu é o meu sobrinho lindo, de quase um ano, filho da minha irmã, que escolheu esse nome porque queria juntar o mar e o céu em uma só pessoa. Os pais da cantora Ceumar tiveram a mesma ideia. Eu brincava com a minha irmã, dizendo que ele seria a linha do horizonte. ..&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dia de outono perfeito, com sol, céu azul e brisa fresquinha. O passeio pelo Parque Ipupiara (a Praça 22 de Janeiro, lugar que marcou a minha infância) foi um deslumbre para os olhos. Os do Marcéu e, por causa dele, os meus também. Tudo chamava a atenção, tudo tinha o seu encanto. As árvores, os pássaros, os peixinhos, os anões e a Branca de Neve, os cachorros que passavam, as crianças que brincavam. Até aquele monstro horrível do Ipupiara se tornou uma atração. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois, fomos até a Biquinha. O Marcéu, que, no parque, já tinha gostado muito do Benedito Calixto, então se encantou com o Padre Anchieta. E pediu pela água fresca da bica, saída da boca de um leão e servida na mão em conchinha. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seguimos para o deque dos pescadores. Mais atrações irresistíveis para os olhos. O mar, os barquinhos, as gaivotas e garças no céu, os pescadores e as varas de pescar. Fascinado, ele tentava compreender aquele negócio com fio comprido que era lançado para trás e arremessado para frente com uma bola colorida na ponta. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;No último trecho do caminho de volta para casa, o Marcéu dormiu. Deve ter sonhado com árvores e pássaros e peixes e varas de pescar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Dia de prazer puro e simples. Lição de olhar e ver tudo muito bem. Como o Alberto Caeiro, para quem aprender a ver (e desaprender a pensar) é a maior filosofia. Não é à toa que ele é considerado mestre por Álvaro de Campos, outro heterônimo de Fernando Pessoa.  Hoje, os aprendizes fomos nós, mas desconfio que o mestre, no fundo, no fundo, tenha aprendido essa lição com os pequenos... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;*&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O meu olhar é nítido como um girassol. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho o costume de andar pelas estradas &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhando para a direita e para a esquerda, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E de, vez em quando olhando para trás... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o que vejo a cada momento &lt;/div&gt;&lt;div&gt;É aquilo que nunca antes eu tinha visto, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E eu sei dar por isso muito bem... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sei ter o pasmo essencial &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que tem uma criança se, ao nascer, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Reparasse que nascera deveras... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sinto-me nascido a cada momento &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para a eterna novidade do mundo... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Creio no mundo como num malmequer, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque o vejo. Mas não penso nele &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque pensar é não compreender... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mundo não se fez para pensarmos nele &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Pensar é estar doente dos olhos) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas porque a amo, e amo-a por isso, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque quem ama nunca sabe o que ama &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nem sabe por que ama, nem o que é amar... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amar é a eterna inocência, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a única inocência é não pensar...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Poema II, do livro &lt;i&gt;O Guardador de Rebanhos&lt;/i&gt;, de Alberto Caeiro)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;*&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Comentário à parte... Depois, tenho que escrever também sobre o Miguel, meu outro sobrinho lindo, de 5 anos, filho do meu irmão. Já falei aqui sobre o meu "rei da piscina", mas ultimamente ele anda mais para caçador de aranhas e super-herói da Marvel... Digo isso porque descobri que, quando se trata de sobrinhos, tudo o que a gente faz para um, tem que fazer para o outro, mesmo que seja mordida no pé ou ataque de cócegas...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais um comentário. Com estas duas criaturinhas enchendo nossa vida de amor e alegria, minha mãe deu para me perguntar quando vai ser a minha vez. Falta uma neta, é o que ela diz. Bom, não sei quando vai ser a minha vez, nem sequer se eu vou ter vez. Mas é com alegria e gratidão que digo que, no momento atual da minha vida, não só fiquei para titia, mas simplesmente nasci para ser a tia do Miguel e do Marcéu.)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-1826472893986604052?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/1826472893986604052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=1826472893986604052' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/1826472893986604052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/1826472893986604052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/04/aprendiz-de-alberto-caeiro.html' title='Aprendiz de Alberto Caeiro'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-4573259731417780238</id><published>2011-04-06T19:27:00.004-03:00</published><updated>2011-04-06T19:32:13.120-03:00</updated><title type='text'>O amanhã colorido</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;(&lt;b&gt;Pouca Vogal&lt;/b&gt;, banda do Humberto Gessinger e do Duca Leindecker)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olha a luz que brilha de manhã&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saiba quanto tempo estive aqui&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esperando pra te ver sorrir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pra poder seguir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lembre que hoje vai ter pôr do sol&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esqueça o que falei sobre sair&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Corra muito além da escuridão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E corra, corra!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não desista de quem desistiu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do amor que move tudo aqui&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jogue bola, cante uma canção&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aperte a minha mão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quebre o tédio, descubra um ideal&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saiba que é preciso amar você&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não esqueça que estarei aqui&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E corra, corra!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Azul, vermelho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelo espelho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A vida vai passar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o tempo está no pensamento&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olha a luz que brilha de manhã&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saiba quanto tempo estive aqui&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esperando pra te ver sorrir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pra poder seguir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lembre que hoje vai ter pôr do sol&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esqueça o que falei sobre sair&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Corra muito além da escuridão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E corra, corra!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Azul, vermelho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelo espelho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A vida vai passar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o tempo está no pensamento&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/LMq6thdEnIA" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-4573259731417780238?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/4573259731417780238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=4573259731417780238' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/4573259731417780238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/4573259731417780238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/04/o-amanha-colorido.html' title='O amanhã colorido'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/LMq6thdEnIA/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-8629528507111650743</id><published>2011-03-29T23:03:00.006-03:00</published><updated>2011-03-29T23:15:48.557-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;fontsize=+4&gt;Com nada, já dá para começar.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;(Paulo Leminski)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-8629528507111650743?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/8629528507111650743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=8629528507111650743' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/8629528507111650743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/8629528507111650743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/03/com-nada-ja-da-para-comecar.html' title=''/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-9169829723556686752</id><published>2011-03-27T12:49:00.001-03:00</published><updated>2011-03-27T12:51:41.798-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WPY24Qfjz2o/TY9dBzh8Q2I/AAAAAAAAAek/a7m4zYDM9FE/s1600/fight%2Bthe%2Bpower.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" 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inspirou Nelson Mandela e dá nome ao filme dirigido por Clint Eastwood).&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Out of the night that covers me&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Black as the pit from pole to pole&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I thank whatever gods may be&lt;/div&gt;&lt;div&gt;For my unconquerable soul.      &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;In the fell clutch of circumstance&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I have not winced nor cried aloud&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Under the bludgeonings of chance&lt;/div&gt;&lt;div&gt;My head is bloody, but unbowed. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beyond this place of wrath and tears&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Looms but the horror of the shade,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;And yet the menace of the years&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Finds, and shall find, me unafraid.   &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;It matters not how strait the gate,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;How charged with punishments the scroll,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I am the master of my fate:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I am the captain of my soul.     &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(tradução)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Dentro da noite que me cobre,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Negra como um poço, de lado a lado,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu agradeço aos deuses que existem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por minha alma indomável.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nas garras cruéis da circunstância,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não estremeci nem gritei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sob os duros golpes da sorte,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha cabeça sangra mas não se curva.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Além deste lugar de ira e lágrimas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Paira somente o horror das sombras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, ainda assim, a ameaça dos anos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Encontra-me e e vai me encontrar destemido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não importa quão estreito o portão,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nem o tamanho do castigo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sou o senhor do meu destino:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sou o capitão de minha alma.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="540" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/211tsGoram8" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-3491559880885544656?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/3491559880885544656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=3491559880885544656' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/3491559880885544656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/3491559880885544656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/03/invictus.html' title='Invictus'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/211tsGoram8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-2712536528988098652</id><published>2011-03-17T16:23:00.018-03:00</published><updated>2012-02-03T09:54:11.765-02:00</updated><title type='text'>Vagabundos Iluminados</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;(Jack Kerouac)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Ah, pobres idéias que um homem tem, e um homem sozinho na praia, e Deus observando com atenção e sorrindo...", eu diria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas parecia que eu tinha visto a tarde de antigamente daquela trilha, de pedras da pradaria e florzinhas de lupino, a repentinos reencontros com o riacho gorgolejante com suas pontes de troncos caídos salpicados pela água e seu verde do fundo do mar, havia um peso inexplicável no meu coração como se eu já tivesse vivido antes e já tivesse caminhado por aquela trilha em circunstâncias parecidas com um companheiro bodisatva, mas talvez em uma missão mais importante, tive vontade de deitar-me ao lado da trilha e me lembrar de tudo aquilo. Quando a gente está no mato, fica com essa sensação: sempre parece que você já conhece aquele lugar, há muito esquecido, como o rosto de um parente morto há muito tempo; como um sonho antigo, como o trecho de uma canção esquecida que está à deriva sobre a água, mas acima de tudo como eternidades douradas de infância passada ou de vida adulta passada e todos os vivos e os que estão à beira da morte e o coração que bateu ali há um milhão de anos e as nuvens que vão passando lá em cima parecem servir de testemunha dessa sensação (devido à sua própria familiaridade solitária). Êxtase, até, senti, com lampejos repentinos de lembranças, e me sentindo suado e sonolento, tive vontade de dormir e sonhar na relva.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"O segredo desse tipo de escalada", disse Japhy, "é como o zen. Não pense. Simplesmente dance de acordo com o ritmo. É a coisa mais fácil do mundo, aliás, é mais fácil do que andar em terreno plano, que é monótono. Probleminhas meigos se apresentam a cada passo e no entanto a gente nunca hesita e se vê em outra pedra escolhida sem nenhuma razão especial, igualzinho ao zen." O que era mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"É, cara, sabe que para mim uma montanha é um Buda. Pense na paciência, centenas de milhares de anos só paradas ali perfeitamente silenciosas e como se estivessem rezando por todas as criaturas vivas naquele silêncio e só esperando que a gente acabasse com toda a nossa complicação e nossas bobagens."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Ah, Japhy, você me ensinou a lição mais definitiva de todas, que é impossível cair de uma montanha". "E é exatamente isso que quer dizer, 'Quando chegar&amp;nbsp;ao topo de uma montanha, continue escalando', Smith".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Vamos lá, Ray, tudo acaba alguma hora." Na verdade, percebi que não tinha mesmo coragem nenhuma, o que eu já sabia havia muito tempo. Mas tenho alegria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Japhy pulando: "Tenho lido Whitman, sabe o que ele diz, &lt;i&gt;Cheer up slaves, and horrify foreign despots&lt;/i&gt;, ele quer dizer que a atitude para o Bardo, o bardo zen-lunático dos antigos caminhos do deserto, vê a coisa toda como um mundo cheio de andarilhos de mochilas nas costas, Vagabundos do Darma, que se recusam a concordar com a afirmação generalizada de que consomem a produção e portanto precisam trabalhar pelo privilégio de consumir, por toda aquela porcaria que não queriam, como refrigeradores, aparelhos de TV, carros, pelo menos os carros novos e chiques, certos óleos de cabelo e desodorante e bobagens em geral que a gente acaba vendo no lixo depois de uma semana, todos eles aprisionados em um sistema de trabalho, produção, consumo, trabalho, produção, consumo, tenho a visão de uma grande revolução de mochilas, milhares ou até mesmo milhões de jovens americanos vagando por aí com mochilas nas costas, subindo montanhas para rezar, fazendo as crianças rirem e deixando os velhos contentes, deixando meninas alegres e moças ainda mais alegres, todos esses zen-lunáticos que ficam aí escrevendo poemas que aparecem na cabeça deles sem razão nenhuma e também por serem gentis e também por atos estranhos inesperados vivem proporcionando visões de liberdade para todo mundo e todas as criaturas vivas, é disso que eu gosto em vocês, Goldbook e Smith, vocês são dois caras da Costa Leste que eu achei que estava morta."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas eu tinha minhas próprias idéias e elas não tinham nada a ver com a parte "lunática" de tudo aquilo. Eu queria comprar um equipamento completo com tudo que é preciso para dormir, abrigar-se, comer, cozinhar, na verdade uma cozinha e um quarto completos bem nas minhas costas, e partir para algum lugar e encontrar a solidão perfeita e olhar para o perfeito vazio da minha mente e ser completamente neutro em relação a qualquer e toda idéia. Pretendo rezar, também, como minha única atividade, rezar por todas as criaturas vivas; percebi que essa era a única atividade decente que sobrara no mundo. Estar no leito de um rio em algum lugar, ou no deserto, ou nas montanhas, ou em alguma cabana no México ou em um barraco em Adirondack, e descansar e ser gentil, e não fazer nada além disso, praticar o que os chineses chamam de "não fazer nada".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todo entusiasmado, voltei para o mato naquela noite e pensei: "O que significa eu estar neste universo infinito, pensando que sou um homem sentado sob as estrelas na varanda da terra, mas na verdade sou o vazio e estou desperto naquele vazio e despertar de todas as coisas? Significa que eu sou vazio e estou desperto, e eu sei que sou o vazio, que estou desperto, e que não há diferença entre mim e todas as outras coisas. Em outras palavras, significa que eu me transformei na mesma coisa que tudo o mais. Significa que eu me transformei no Buda".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por que é que eu me importava com o chiado do pequeno euzinho que vagava por todos os lados? Eu atuava no campo da inspiração, isolamento, corte, expiração, exibição, decepção, desacontecimento, fim, finalização, elo cortado, nada, elo, sei lá, acabou! "A poeira dos meus pensamentos guardada em um globo", pensei, "nesta solidão atemporal", pensei, e sorri de verdade porque estava vendo a luz branca em tudo em todos os lugares afinal. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meditei e rezei. Realmente não existe nenhum tipo de noite de sono no mundo que possa se comparar à noite de sono que se tem em uma noite de inverno no deserto, desde que se esteja bem acomodado e aquecido em um saco de dormir de pena de pato. O silêncio é tão intenso que dá para ouvir o próprio sangue rugindo nos ouvidos, mas mais alto do que isso, de longe, é o bramido misterioso que eu sempre identifico com o bramido do diamante da sabedoria, o misterioso bramido do próprio silêncio, que é um magnífico Shhhh que serve como lembrete de algo que a gente parece ter esquecido em meio à estafa dos dias desde que nascemos. Gostaria de poder explicar isso às pessoas que eu amo, à minha mãe, a Japhy, mas simplesmente não existem palavras que possam descrever o "nada" e a pureza daquilo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Você sabe como Kasyapa se tornou o Primeiro Patriarca? O Buda estava pronto para começar a expor um sutra e mil duzentos e cinqüenta bikkhus estavam esperando com as vestes arrumadas e os pés cruzados, e tudo que o Buda fez foi erguer uma flor. Todo mundo ficou&amp;nbsp;perturbado. O Buda não disse nada. Só Kasyapa sorriu. Foi assim que o Buda escolheu Kasyapa. Isso ficou conhecido como o sermão da flor, rapaz."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entrei na cozinha e peguei uma banana e saí e disse: "Bom, vou te contar o que é o nirvana".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"O quê?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Comi a banana e joguei a casca fora e não disse nada. "Este é o sermão da banana."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então, por um instante, tive a mais tremenda sensação de pena dos seres humanos, sejam eles o que forem, o rosto, a boca cheia de dor, personalidades, tentativas de ser alegres, pequenas petulâncias, sensação de perda, piadinhas chatas e vazias que logo seriam esquecidas: ah, para quê? Eu sabia que o som do silêncio estava em todo lugar e que portanto tudo em todo lugar era silêncio. Suponha que de repente acordássemos e víssemos que o que achamos ser isto ou aquilo na verdade não é nada disto nem daquilo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Trilhas são assim: a gente flutua em um paraíso shakespeariano de Arden e espera ver ninfas e flautistas, e daqui a pouco já está se matando sob um sol quente dos infernos em meio à poeira e às urtigas e aos arbustos venenosos... igualzinho à vida. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os três últimos quilômetros da colina foram terríveis e eu disse: "Japhy, há uma coisa que eu gostaria de ter agora mais do que qualquer outra no mundo... mais do que tudo que eu sempre quis na vida". Rajadas de vento frio do entardecer sopravam, nós nos apressávamos com&amp;nbsp;o corpo curvado e a mochila nas costas pela trilha infindável.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"O quê?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Uma linda barra grande de chocolate, podia até ser uma pequena. Por uma razão qualquer, uma barra de chocolate salvaria a minha alma agora." &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será que somos anjos caídos que não quiseram acreditar que o nada é nada e portanto nascemos para perder aqueles que amamos e os amigos queridos um por um e afinal nossa própria vida, para ter essa comprovação?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sessenta pores do sol eu tinha visto refletindo naquela linha vertical. A visão da liberdade da eternidade era minha para sempre. O esquilo correu para o meio das pedras e uma borboleta saiu voando. Tudo era simples assim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-2712536528988098652?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/2712536528988098652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=2712536528988098652' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2712536528988098652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2712536528988098652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/03/vagabundos-iluminados.html' title='Vagabundos Iluminados'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-6614156920151598636</id><published>2011-03-08T11:19:00.002-03:00</published><updated>2011-03-08T11:21:33.716-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;dia azul&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;meus olhos tomaram banho de mar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;meu corpo banhou-se de céu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a alma inundada de azul,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;voltei para casa azulada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(azul: cor ou estado?)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-6614156920151598636?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/6614156920151598636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=6614156920151598636' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6614156920151598636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6614156920151598636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/03/dia-azul-meus-olhos-tomaram-banho-de.html' title=''/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-7761034449125529191</id><published>2011-03-07T17:53:00.021-03:00</published><updated>2011-12-17T20:06:41.303-02:00</updated><title type='text'>Bliss</title><content type='html'>"O que pode alguém fazer quando tem trinta anos e, virando a esquina de repente, é tomado por um sentimento de absoluta felicidade — felicidade absoluta! — como se tivesse engolido um brilhante pedaço daquele sol da tardinha e ele estivesse queimando o peito, irradiando um pequeno chuveiro de chispas para dentro de cada partícula do corpo, para cada ponta de dedo?"&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Quase não tinha coragem de olhar-se no espelho frio; mas olhou, e ele mostrou-lhe uma mulher radiante, com lábios trêmulos, sorridentes, grandes olhos escuros e um ar de quem está à espera de que alguma coisa... divina aconteça. Ela sabia que iria acontecer infalivelmente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;i&gt;Bliss&lt;/i&gt;, Katherine Mansfield)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-7761034449125529191?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/7761034449125529191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=7761034449125529191' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7761034449125529191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7761034449125529191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/03/madeleines-e-bliss.html' title='Bliss'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-7442568132635738027</id><published>2011-03-01T16:30:00.000-03:00</published><updated>2011-03-01T16:31:56.731-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>“O homem, quando jovem, é só, apesar de suas múltiplas experiências. Ele pretende, nessa época, conformar a realidade com suas mãos, servindo-se dela, pois acredita que, ganhando o mundo, conseguirá ganhar-se a si próprio. Acontece, entretanto, que nascemos para o encontro com o outro, e não o seu domínio. Encontrá-lo é perdê-lo, é contemplá-lo na sua libérrima existência, é respeitá-lo e amá-lo na sua total e gratuita inutilidade. O começo da sabedoria consiste em perceber que temos e teremos as mãos vazias, na medida em que tenhamos ganho ou pretendamos ganhar o mundo. Neste momento, a solidão nos atravessa como um dardo. É meio-dia em nossa vida, e a face do outro nos contempla como um enigma. Feliz daquele que, ao meio-dia, se percebe em plena treva, pobre e nu. Este é o preço do encontro, do possível encontro com o outro. A construção de tal possibilidade passa a ser, desde então, o trabalho do homem que merece o seu nome.”  (De uma carta de Hélio Pellegrino a Fernando Sabino, citada em &lt;i&gt;O Encontro Marcado&lt;/i&gt;).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-7442568132635738027?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/7442568132635738027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=7442568132635738027' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7442568132635738027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7442568132635738027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/03/o-homem-quando-jovem-e-so-apesar-de.html' title=''/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-8616972976342273730</id><published>2011-02-25T18:30:00.004-03:00</published><updated>2011-02-25T18:35:27.497-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;font size="+2"&gt; &lt;span class="Apple-style-span" &gt;Minha religião é o mar.&lt;/span&gt; &lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-8616972976342273730?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/8616972976342273730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=8616972976342273730' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/8616972976342273730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/8616972976342273730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/02/minha-religiao-e-o-mar.html' title=''/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-4461659538452302049</id><published>2011-02-10T18:33:00.007-02:00</published><updated>2011-02-10T19:09:51.848-02:00</updated><title type='text'>Faxinas e faxinas</title><content type='html'>Numa postagem anterior, falei sobre jogar coisas fora. É que ultimamente ando arrumando muitos armários. Simplesmente adoro. Não que tenha mania de limpeza e de arrumação. Gosto de tudo limpo e arrumado, mas nada que configure um comportamento compulsivo. O lance dos armários é mais como uma terapia. Abrir as portas, olhar aquela bagunça, tirar tudo de dentro, e ir cerimoniosamente analisando cada coisa, limpando o que precisa ser limpo, conservando o que ainda é importante e me desfazendo de tudo o que não serve mais. &lt;div&gt;Armário ou alma, o ritual é o mesmo. Contemplar o caos de si mesmo e se libertar do que já não é mais necessário. Trabalho de uma vida inteira.&lt;br /&gt;Outro dia, li de monge budista que a felicidade não significa se desenvolver ou conquistar coisas ou pessoas, mas consiste em eliminar gradualmente tudo que nos afasta do conhecimento verdadeiro de nós mesmos e da autêntica alegria de viver. Ao contrário do que estamos acostumamos a pensar, a fórmula seria a da subtração, e não a da adição. Pois, para mim, a arrumação de armários me ajuda nesse exercício de desapego e libertação.&lt;br /&gt;Apesar da minha tendência e gosto por "jogar coisas fora", não compreendia muito bem como equalizar a relação entre amor e desapego. Mas hoje sei que o amor verdadeiro não precisa de realidade para existir. E o exercício continua...&lt;br /&gt;Toda essa faxina de armários e alma me lembra o poema &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Consoada&lt;/span&gt;, do Manuel Bandeira, e a conquista final da leveza suprema antes de partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a Indesejada das gentes chegar&lt;br /&gt;(Não sei se dura ou caroável),&lt;br /&gt;talvez eu tenha medo.&lt;br /&gt;Talvez sorria, ou diga:&lt;br /&gt;- Alô, iniludível!&lt;br /&gt;O meu dia foi bom, pode a noite descer.&lt;br /&gt;(A noite com os seus sortilégios.)&lt;br /&gt;Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,&lt;br /&gt;A mesa posta,&lt;br /&gt;Com cada coisa em seu lugar.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-4461659538452302049?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/4461659538452302049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=4461659538452302049' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/4461659538452302049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/4461659538452302049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/02/faxinas-e-faxinas.html' title='Faxinas e faxinas'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-4118373558926213945</id><published>2011-02-03T17:27:00.005-02:00</published><updated>2011-02-10T19:10:46.800-02:00</updated><title type='text'>Livro do Desassossego</title><content type='html'>&lt;div&gt;(Fernando Pessoa)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A glória nocturna de ser grande não sendo nada!&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deus é o existirmos e isto não ser tudo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim como lavamos o corpo deveríamos lavar o destino, mudar de vida como mudamos de roupa - não para salvar a vida, como comemos e dormimos, mas por aquele respeito alheio por nós mesmos, a que propriamente chamamos asseio. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Viver uma vida desapaixonada e culta, ao relento das ideias, lendo, sonhando, e pensando em escrever, uma vida suficientemente lenta para estar sempre à beira do tédio, bastante meditada para se nunca encontrar nele. Viver essa vida longe das emoções e dos pensamentos, só no pensamento das emoções e na emoção dos pensamentos. Estagnar, ao sol, douradamente, como um lago obscuro rodeado de flores. Ter, na sombra, aquela fidalguia da individualidade que consiste em não insistir para nada com a vida. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A gramática, definindo o uso, faz divisões legítimas e falsas. Divide, por exemplo, os verbos em transitivos e intransitivos; porém, o homem de saber dizer tem muitas vezes que converter um verbo transitivo em intransitivo para fotografar o que sente, e não para, como o comum dos animais homens, o ver às escuras. Se quiser dizer que existo, direi "Sou". Se quiser dizer que existo como alma separada, direi "Sou eu". Mas se quiser dizer que existo como entidade que a si mesma se dirige e forma, que exerce junto de si mesma a função divina de se criar, como hei-de empregar o verbo "ser" senão convertendo-o subitamente em transitivo? E então, triunfalmente, antigramaticalmente supremo, direi "Sou-me".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Viver é ser outro. Nem sentir é possível se hoje se sente como ontem se sentiu: sentir hoje o mesmo que ontem não é sentir - é lembrar hoje o que se sentiu ontem, ser hoje o cadáver vivo do que ontem foi a vida perdida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apagar tudo do quadro de um dia para o outro, ser novo com cada nova madrugada, numa revirgindade  perpétua da emoção - isto, e só isto, vale a pena ser ou ter, para ser ou ter o que imperfeitamente somos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Melhores, e mais felizes, os que, reconhecendo a ficção de tudo, fazem o romance antes que ele lhes seja feito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cada qual tem o seu álcool. Tenho álcool bastante em existir. Bêbado de me sentir, vagueio e ando certo. Se são horas, recolho ao escritório como qualquer outro. Se não são horas, vou até ao rio fitar o rio, como qualquer outro. Sou igual. E por detrás de isso, céu meu, constelo-me às escondidas e tenho o meu infinito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Transeuntes eternos por nós mesmos, não há paisagem senão o que somos. Nada possuímos, porque nem a nós possuímos. Nada temos porque nada somos. Que mãos estenderei para que universo? O universo não é meu: sou eu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-4118373558926213945?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/4118373558926213945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=4118373558926213945' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/4118373558926213945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/4118373558926213945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/02/livro-do-desassossego.html' title='Livro do Desassossego'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-891871670523176558</id><published>2011-01-25T18:54:00.009-02:00</published><updated>2011-01-25T21:02:43.644-02:00</updated><title type='text'>O que não vai para o lixo</title><content type='html'>Fazendo uma limpeza nas minhas pastas, encontrei um texto que escrevi em 2008, mas não havia publicado. Não tinha escrito para o blog, mas para um amigo. Entre todas as coisas que ando jogando fora, achei que valia a pena salvar o fruto de uma experiência única.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A imagem da imagem&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; O dia era de sol. O homem, entregue ao mar, brigava com ondas violentas. E perdia. Mas a atração da água era mais forte e a luta prosseguia. Exausto, o homem decidiu desistir e, num ato extremo de coragem, abandonou o campo de batalha. A grandeza do momento da retirada cristalizada em um instante eterno. O corpo, ainda em movimento, corria, e a plasticidade da forma então assumida lembrava a perfeição de estátuas. A expressão do rosto era de cansaço, medo talvez, mas não escondia um prazer quase infantil. A luz do sol resplandecia na pele, ensolarava tudo, e a areia pegada ao corpo deixava tudo mais dourado. Ao fundo, o céu infinitamente azul. O mar, mais azul ainda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esta é a história de uma fotografia. Melhor, esta é uma fotografia. Nunca haviam me contado uma foto antes. Ao menos, não desta maneira. Bom, não exatamente desta maneira, mas a riqueza da descrição e a narração dos detalhes, feitas por quem me contou,  possibilitaram a experiência de um fenômeno, se não se pode dizer novo, eu diria renovado: vi a foto sem ver.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dos poderes da linguagem é justamente o de criar imagens com esta abstração concreta chamada palavra. Falamos de uma viagem, ouvimos alguém descrever uma casa, e, de súbito, lá estão em nossa mente a viagem e a casa. Pensamos por imagens, apreendemos o mundo por imagens, vivemos por imagens. Mas antes delas, as palavras. “Cavalo”, “maçã”, “mar”. Palavras... imagens. Quando pronunciadas, as palavras tornam-se visíveis na mente. E este é o grande deslumbramento da poesia. Uma vez imagens, as palavras permanecem imagens para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez a experiência da formação, por meio de palavras, da imagem mental de uma imagem real não apresente nenhuma singularidade especial. Mas a mágica da iluminação inesperada do fenômeno, sim, foi única. E tornou ainda mais forte a imagem da imagem. Vista depois, a fotografia era apenas um reconhecimento, a prova física do que já existia. Estava tudo ali. O homem correndo do mar. O corpo, o rosto. A luz e a areia sobre a pele. O azul. A dupla presença do narrador e objeto da imagem. A perfeição. Sim, a fotografia era perfeita porque traduzia em um só momento todas as palavras já conhecidas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-891871670523176558?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/891871670523176558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=891871670523176558' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/891871670523176558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/891871670523176558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/01/o-que-nao-vai-para-o-lixo.html' title='O que não vai para o lixo'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-4241659129499515</id><published>2011-01-17T19:09:00.019-02:00</published><updated>2011-01-17T21:32:02.654-02:00</updated><title type='text'>Água Viva</title><content type='html'>(Clarice Lispector)&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meus dias são um só clímax: vivo à beira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim como me lanço no traço de meu desenho, este é um exercício de vida sem planejamento. O mundo não tem ordem visível e eu só tenho a ordem da respiração. Deixo-me acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero lonjuras. Minha selvagem intuição de mim mesma. Mas o meu principal está sempre escondido. Sou implícita. E quando vou me explicitar perco a úmida intimidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Comprazo-me com a harmonia difícil dos ásperos contrários. Para onde vou? e a resposta é: vou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E nada planejo no meu trabalho intuitivo de viver: trabalho com o indireto, o informal e o imprevisto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quanto à música, depois de tocada para onde ela vai? Música só tem de concreto o instrumento. Bem atrás do pensamento tenho um fundo musical. Mas ainda mais atrás há o coração batendo. Assim o mais profundo pensamento é um coração batendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já entrei contigo em comunicação tão forte que deixei de existir sendo. Você tornou-se um eu. É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar: olhei para você fixamente por uns instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo para os descrentes há o instante do desespero que é divino: a ausência de Deus é um ato de religião. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A coragem de viver: deixo oculto o que precisa ser oculto e precisa irradiar-se em segredo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que me guia apenas é um senso de descoberta. Atrás do atrás do pensamento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todas as vidas são vidas heróicas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tu és uma forma de ser eu, e eu uma forma de te ser: eis os limites de minha possibilidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Antes de me organizar, tenho que me desorganizar internamente. Para experimentar o primeiro e passageiro estado primário de liberdade. Da liberdade de errar, cair e levantar-me.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas se eu esperar compreender para aceitar as coisas - nunca o ato de entrega se fará. Tenho que dar o mergulho de uma só vez, mergulho que abrange a compreensão e sobretudo a incompreensão. E quem sou eu para ousar pensar? Devo é entregar-me. Como se faz? Sei porém que só andando é que se sabe andar e - milagre - se anda. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para cada um de nós e - em algum momento perdido na vida - anuncia-se uma missão a cumprir? Recuso-me porém a qualquer missão. Não cumpro nada: apenas vivo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não tenho enredo de vida? sou inopinadamente fragmentária. Sou aos poucos. Minha história é viver. E não tenho medo do fracasso. Que o fracasso me aniquile, quero a glória de cair. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cada um de nós é um símbolo que lida com símbolos - tudo ponto de apenas referência ao real. Procuramos desesperadamente encontrar um identidade própria e a identidade do real. E se nos entendemos através do símbolo é porque temos os mesmos símbolos e a mesma experiência da coisa em si: mas a realidade não tem sinônimos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estou me encontrando comigo mesma: é mortal porque só a morte me conclui. Mas eu aguento até o fim. Vou lhe contar um segredo: a vida é mortal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O estado de graça de que falo não é usado para nada. É como se viesse apenas para que se soubesse que realmente se existe e existe o mundo. Nesse estado, além da tranquila felicidade que se irradia de pessoas e coisas, há uma lucidez que só chamo de leve porque na graça tudo é tão leve. É uma lucidez de quem não precisa mais adivinhar: sem esforço, sabe. Apenas isto: sabe. Não me pergunte o quê, porque só posso responder do mesmo modo: sabe-se. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa beatitude não é em si leiga ou religiosa. E tudo isso não implica necessariamente no problema da existência ou não-existência de um Deus. Estou falando é que o pensamento do homem e o modo como esse pensar-sentir pode chegar a um grau extremo de incomunicabilidade - que, sem sofisma ou paradoxo, é ao mesmo tempo, para esse homem, o ponto de comunicabilidade maior. Ele se comunica com ele mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo acaba mas o que te escrevo continua. O que é bom, muito bom. O melhor ainda não foi escrito. O melhor está nas entrelinhas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-4241659129499515?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/4241659129499515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=4241659129499515' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/4241659129499515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/4241659129499515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/01/agua-viva.html' title='Água Viva'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-5197230657038316640</id><published>2011-01-14T16:13:00.032-02:00</published><updated>2011-01-25T21:03:53.102-02:00</updated><title type='text'>Conversa entre amigos</title><content type='html'>Hoje de manhã, encontrei meu amigo Vinícius, por acaso, na ciclovia. Paramos um pouco para conversar. Pelo modo como nós costumamos conversar, hoje percebi que, na verdade, parece que nós sempre temos uma única, longa conversa, retomada toda vez que nos encontramos. Em geral, falamos sobre a vida, filosofia, filmes, livros...&lt;br /&gt;Hoje não foi diferente. Japamala, meditação, iniciação, tempo e a falta de tempo; Comer, rezar, amar, O poder do mito (preciso devolver o seu livro), O tempo na literatura, Mr. Nobody e, de novo, o tempo. Afinal qual é a do Mr. Nobody? A luta pela escolha de uma possibilidade ou a vivência simultânea de todas as possibilidades? Você entende, eu não. "Mas é um filme bonito". O Jared Leto é bonito.&lt;br /&gt;Além da vida, A origem, O último mestre do ar, o desenho Avatar (se um dia eu tiver um filho...).&lt;br /&gt;Simplesmente amor (se eu já vi Simplesmente Amor?!), Três vezes amor, Coincidências do amor (ou o amor vende filme ou é muita falta de criatividade dos tradutores...).&lt;br /&gt;E por falar em amor, Apenas o fim. Comecei a ver por acaso, zapeando na tevê. Amei. É daqueles filmes que a gente assiste com um sorriso no rosto, sem perceber. Conversas sobre o amor, McDonald's e fanta uva. Ao final, veio na minha cabeça sua voz dizendo "é o Antes do amanhecer brasileiro". É exatamente o tipo de filme que você me indicaria, mas indicou? Não lembrava. Foi você que falou desse filme? "Claro, é o Antes do amanhacer brasileiro!".&lt;br /&gt;House, tema obrigatório, não foi discutido como de costume, mas não podia deixar de ser citado.&lt;br /&gt;Autobiografia de um iogue (quando acabar o seu Bhavagad Gita, versão bíblia, me avisa pra eu emprestar). Os livros que a gente relê (afinal, por que a gente relê tanto, em vez de ler?).&lt;br /&gt;Teve outros assuntos, mas não daria para escrever sobre tudo. Como a gente conseguiu falar tanta coisa em tão pouco tempo?&lt;br /&gt;Engraçado eu querer publicar nossa conversa aqui (aliás, já, já vou pedir a sua devida autorização). Mas é que eu também percebi que esse blog não passa de uma longa e única conversa, e que, afinal, tudo é uma coisa só. Só posso dizer, que, de um modo que não consigo explicar, todas essas conversas me fazem bem e me apontam algum sentido.&lt;br /&gt;Para encerrar, deixo aqui a indicação de Apenas o fim, filme que é também uma longa e prazerosa conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="440"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/52fgo07LDbk?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/52fgo07LDbk?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="440" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(o filme está todo disponível no youtube)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-5197230657038316640?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/5197230657038316640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=5197230657038316640' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/5197230657038316640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/5197230657038316640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/01/conversa-entre-amigos.html' title='Conversa entre amigos'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-122401594137576382</id><published>2011-01-13T19:26:00.036-02:00</published><updated>2011-02-03T17:50:43.654-02:00</updated><title type='text'>A poesia da vida real</title><content type='html'>Um antigo cajueiro, um par de luvas esquecido atrás de livros, uma borboleta amarela pelas ruas, um nadador no mar, uma manhã entre amantes. Qualquer assunto, por mais trivial ou corriqueiro que seja, pode se transformar em tema de crônica.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mais que uma experiência ou verdade fundamental, a leitura de crônicas parece antes sugerir uma sensação, ou diferentes sensações que se seguem e que, no conjunto, criam uma espécie de empatia e formam uma imagem quase nítida daquele que escreve. A cumplicidade na banalidade poética do cotidiano rende um amigo. Um dos meus melhores amigos é o Rubem Braga.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TS97lFlXvFI/AAAAAAAAAeA/C5ZforHF8XA/s1600/rubem%2Bbraga.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561799941910150226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 137px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TS97lFlXvFI/AAAAAAAAAeA/C5ZforHF8XA/s200/rubem%2Bbraga.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há algum tempo, vinha seguindo uma dieta - nada rígida, é verdade - de duas crônicas por dia. Lidas, em geral, depois do almoço e antes da sesta sagrada. A ideia era deixar que a sensação provocada pela leitura homeopaticamente prescrita e digerida pudesse me acompanhar ao longo do dia. Saborear cada texto lentamente, como toda boa crônica merece. Mas na última semana, num ímpeto de gula, devorei o livro inteiro. A sensação final e cristalizada de beleza da vida real, em sua realidade mais cotidiana e prosaica - e talvez por isso mais poética -, compensou a imprudência. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cada início de crônica é uma promessa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;No centro do dia cinzento, no meio da banal viagem, e nesse momento em que a custo equilibramos todos os motivos de agir e de cruzar os braços, de insistir e desesperar, e ficamos quietos, neutros e presos ao mais medíocre equilíbrio - foi então que aconteceu. (Visão)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o fim pode trazer uma revelação inesperada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Ouvi-me, pois, insensatos; ouvi-me a mim e não a essa infame e horrenda serra que a vós e a mim tanto azucrina. Vamos para a praia. E se o proprietário vier, se o banqueiro vier, se o governo vier, e perguntar com ferocidade: "estais loucos?" - nós responderemos: "Não, senhores, não estamos loucos; estamos na praia jogando peteca". E eles recuarão, pálidos e contrafeitos. (Manifesto)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entre o início e o fim, a beleza. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Houve um momento, aquele momento em que a carne se faz alma. (Às duas horas da tarde de domingo)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho? (Despedida)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixo aqui um aperitivo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A Palavra&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Rubem Braga)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tanto que tenho falado, tanto que tenho escrito - como não imaginar que, sem querer, feri alguém? Às vezes sinto, numa pessoa que acabo de conhecer, uma hostilidade surda, ou uma reticência de mágoas. Imprudente ofício é este, de viver em voz alta. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Às vezes, também a gente tem o consolo de saber que alguma coisa que se disse por acaso ajudou alguém a se reconciliar consigo mesmo ou com a sua vida de cada dia; a sonhar um pouco, a sentir uma vontade de fazer alguma coisa boa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora sei que outro dia eu disse uma palavra que fez bem a alguém. Nunca saberei que palavra foi; deve ter sido alguma frase espontânea e distraída que eu disse com naturalidade porque senti no momento - e depois esqueci.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho uma amiga que certa vez ganhou um canário, e o canário não cantava. Deram-lhe receitas para fazer o canário cantar; que falasse com ele, cantarolasse, batesse alguma coisa ao piano; que pusesse a gaiola perto quando trabalhasse em sua máquina de costura; que arranjasse para lhe fazer companhia, algum tempo, outro canário cantador; até mesmo que ligasse o rádio um pouco alto durante uma transmissão de jogo de futebol... mas o canário não cantava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dia a minha amiga estava sozinha em casa, distraída, e assobiou uma pequena frase melódica de Beethoven - e o canário começou a cantar alegremente. Haveria alguma secreta ligação entre a alma do velho artista morto e o pequeno pássaro cor de ouro?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alguma coisa que eu disse distraído - talvez palavras de algum poeta antigo - foi despertar melodias esquecidas dentro da alma de alguém. Foi como se a gente soubesse que de repente, num reino muito distante, uma princesa muito triste tivesse sorrido. E isso fizesse bem ao coração do povo; iluminasse um pouco as suas pobres choupanas e as suas remotas esperanças.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-122401594137576382?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/122401594137576382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=122401594137576382' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/122401594137576382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/122401594137576382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/01/poesia-da-vida-real.html' title='A poesia da vida real'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TS97lFlXvFI/AAAAAAAAAeA/C5ZforHF8XA/s72-c/rubem%2Bbraga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-7780105255788893847</id><published>2011-01-11T20:35:00.006-02:00</published><updated>2011-02-03T17:51:25.623-02:00</updated><title type='text'>O eu e o tempo</title><content type='html'>O tempo é particularmente significante para o homem porque é inseparável do conceito do eu. Somos conscientes de nosso próprio crescimento orgânico e psicológico no tempo. O que chamamos eu, pessoa ou indivíduo, é experimentado e conhecido somente contra o fundo da sucessão de momentos e mudanças temporais que consitutem sua biografia. Mas como é possível que aquilo que está sujeito a constante mutação possa ser chamado de mesma pessoa ou de um eu idêntico? Como pode o homem ser "para si mesmo" se ele sempre sente a si mesmo como diferente e se é conhecido como diferente de momento a momento no tempo? O que é o homem afinal, se nada mais é do que uma vítima da sucessão e da mudança temporais? O que perdura - se algo perdura - através do fluxo sempre mutável de consciência do indivíduo? Por conseguinte, a pergunta "o que é o homem" reporta-se à pergunta "o que é o tempo". A busca de um conhecimento do eu leva à &lt;em&gt;recherche du temps perdu&lt;/em&gt;. E quanto mais seriamente os seres humanos se engajam nessa busca, mais se tornam preocupados e envolvidos com a consciência do tempo e seu significado para a vida humana. &lt;div&gt;(&lt;em&gt;O tempo na literatura&lt;/em&gt;, Hans Meyerhoff)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-7780105255788893847?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/7780105255788893847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=7780105255788893847' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7780105255788893847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7780105255788893847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/01/o-eu-e-o-tempo.html' title='O eu e o tempo'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-1441846181880517242</id><published>2011-01-10T19:00:00.004-02:00</published><updated>2011-01-25T21:04:51.441-02:00</updated><title type='text'>Música inesperada</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="440"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LoM4ZZJ2UrM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/LoM4ZZJ2UrM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="440" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="440" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/16US8Z447LE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/16US8Z447LE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="440" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-1441846181880517242?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/1441846181880517242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=1441846181880517242' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/1441846181880517242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/1441846181880517242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/01/musica-inesperada.html' title='Música inesperada'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-5238614243643921556</id><published>2011-01-04T20:52:00.015-02:00</published><updated>2011-01-04T22:48:02.907-02:00</updated><title type='text'>Todo mundo sofre</title><content type='html'>Hoje acordei com a música "Everybody hurts", do R.E.M., na cabeça. É uma das minhas canções favoritas. Fala que ninguém está livre de sofrimento. "Don't let yourself go, 'cause everybody cries and everybody hurts, sometimes...".&lt;br /&gt;Saber que todo mundo sofre não necessariamente diminui a nossa dor, mas cria uma espécie de empatia e aceitação de umas das condições do que é ser humano. Não se trata de resignação ou conformismo, mas a constatação do fato de que, em algum momento da nossa vida, nós vamos passar por experiências tristes ou dolorosas.&lt;br /&gt;A música também me lembra uma passagem do Alcorão citada no Poder do Mito, que tem guiado meus pensamentos ultimamente: "Você pensa que entrará no Jardim da Bem-Aventurança sem as provações que afligiram àqueles que entraram antes de você?"&lt;br /&gt;Hoje faz um mês que perdi o verdadeiro amor da minha vida, minha fonte de alegria mais pura e de amor mais sincero.&lt;br /&gt;Outra música que me acompanhou ao longo do dia é a "God only knows what I'd be without you", dos Beach Boys.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If you should ever leave me&lt;br /&gt;Though life would still go on, believe me&lt;br /&gt;The world could show nothing to me&lt;br /&gt;So what good would living do me&lt;br /&gt;God only knows what I'd be without you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sei o que eu seria sem você. Minha vida perdeu muito da alegria, da ternura e do carinho. Mas o amor permanece.&lt;br /&gt;Ainda penso em você todos os dias, ainda falo e brinco com você e finjo que você está ao meu lado. Ainda choro. Ainda fico feliz por alguns segundos em que esqueço que você se foi e penso que vou encontrá-lo ao chegar.&lt;br /&gt;Vivo de imagens e momentos da perfeição que eu tinha.&lt;br /&gt;Uma parte de mim morreu para sempre. Em uma parte imensa de mim, você vive para sempre. E, entre o que morreu e o que sobrevive, a pureza que ainda existe apenas sonha com o nosso reencontro. Meu Menino Caramelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;Não sei como nem quando a dor passa, mas este não é um texto sobre como superar a dor. É só pra lembrar que todo mundo sofre, às vezes...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-5238614243643921556?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/5238614243643921556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=5238614243643921556' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/5238614243643921556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/5238614243643921556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/01/todo-mundo-sofre.html' title='Todo mundo sofre'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-1699572447459780089</id><published>2011-01-02T16:15:00.013-02:00</published><updated>2011-01-02T17:27:48.751-02:00</updated><title type='text'>O Poder do Mito</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TSDFBNK7TDI/AAAAAAAAAd4/xLCiQspZIYM/s1600/poder_mito-campbell.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5557658564681223218" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TSDFBNK7TDI/AAAAAAAAAd4/xLCiQspZIYM/s200/poder_mito-campbell.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Acabei de reler O Poder do Mito, livro que resultou do encontro entre Joseph Campbell e o jornalista Bill Moyers, em formato de série para a tv.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Apaixonado e grande estudioso de mitologia, Campbell nos ajuda a repensar nossa própria existência em termos mitológicos, a partir de histórias arquetípicas e temas universais, alcançando a compreensão última de que não existe sentido para a vida além da própria vida, a grande e misteriosa experiência de estar vivo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Eu penso na mitologia como a pátria das Musas, as inspiradoreas da arte, as inspiradoras da poesia. Encarar a vida como um poema, e a você mesmo como participante de um poema, é o que o mito faz por você. Quer dizer, um vocabulário, não de palavras, mas de atos e aventuras, que conota algo transcendente à ação localizada, de modo que você se sinta sempre em acordo com o ser universal."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"[A ideia de reencarnação] Sugere que você é mais do que pensa. Existem dimensões do seu próprio ser e um potencial de realizações e ampliação da consciência que não estão incluídos no conceito que você faz de si mesmo. Sua vida é mais profunda do que você a concebe, aqui. O que você está vivendo é só uma fração infinitesimal daquilo que realmente se abriga no seu interior, aquilo que lhe dá vida, alento e profundidade. E você pode viver em termos dessa profundidade, e quando chega a essa experiência, você percebe, instantaneamente, que é disso que falam todas as religiões."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Você normalmente pensa nas coisas em termos práticos, mas poderia pensar em qualquer coisa em termos de mistério. Pense em como é misterioso que alguma coisa possa ser."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"A eternidade não é um tempo vindouro. Não é sequer um tempo de longa duração. Eternidade não tem nada a ver com tempo. Eternidade é aquela dimensão do aqui e agora que todo pensar em termos temporais elimina. Se você não a atingir aqui, não vai atingi-la em parte alguma. O problema com o Paraíso é que você vai ter uma vida tão boa, lá, que sequer vai pensar em eternidade. Você vai simplesmente experimentar o interminável deleite, na visão beatífica de Deus. Mas experimentar a eternidade aqui mesmo e agora, em todas as coisas, não importa se encaradas como boas ou más, esta é a função da vida."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Ora, esse fundamento último de todos os seres pode ser experimentado em dois sentidos, um em que há forma e outro que não contém forma ou a excede. Quando você experimenta seu deus como forma, há a sua mente, que contempla, e há o deus. Há um sujeito e um objeto. Mas o objetivo místico final é unir-se a deus. Com isso, a dualidade é superada e as formas desaparecem. Não há ninguém, nem deus, nem você. Sua mente, ultrapassando todos os conceitos, dissolveu-se na identifcação com o fundamento de seu próprio ser, porque aquilo a que se refere a imagem metafórica de seu deus é o mistério último do seu próprio ser, o qual é também o mistério do ser do mundo."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Toda referência espiritual derradeira é ao silêncio para além do som."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;object height="285" width="380"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/eoTMzvQIha0?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/eoTMzvQIha0?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="380" height="285"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Esse é apenas o primeiro vídeo do programa de tv. A série completa está disponível no youtube)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-1699572447459780089?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/1699572447459780089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=1699572447459780089' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/1699572447459780089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/1699572447459780089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2011/01/o-poder-do-mito.html' title='O Poder do Mito'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TSDFBNK7TDI/AAAAAAAAAd4/xLCiQspZIYM/s72-c/poder_mito-campbell.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-6848795710238125387</id><published>2010-12-01T17:40:00.003-02:00</published><updated>2011-02-03T17:56:33.801-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Em sã consciência podemos com o pensamento estar além de nós mesmos. Por meio de um lúcido esforço da mente podemos nos manter à distância das ações e suas conseqüências; e todas as coisas, boas e más, passam por nós como uma torrente. Não estamos integralmente envolvidos na natureza. Tanto posso ser um pedaço de madeira flutuando à deriva da corrente, quanto Indra no céu contemplando-o da altura. Posso ficar impressionado com um espetáculo de teatro e, por outro lado, não me comover com um acontecimento real que parece muito mais dizer-me respeito. Só me conheço como entidade humana, o palco, por assim dizer, de pensamentos e emoções; e sou consciente de certa duplicidade pela qual posso ficar tão distante de mim mesmo quanto de qualquer outra pessoa. Por mais intensa que seja a minha experiência, estou cônscio da presença e da crítica de uma parte de mim, que, como se não me pertencesse, fosse um espectador sem nenhuma participação na experiência, apenas anotando-a; e essa parte de mim não é mais eu do que é vós. Quando chega ao fim a comédia ou, quem sabe, a tragédia da vida, o espectador vai-se embora. Até onde lhe dizia respeito foi uma espécie de ficção, uma simples obra de imaginação.&lt;div&gt;(&lt;em&gt;Walden&lt;/em&gt;, H. D. Thoreau)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-6848795710238125387?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/6848795710238125387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=6848795710238125387' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6848795710238125387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6848795710238125387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/12/em-sa-consciencia-podemos-com-o.html' title=''/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-4171618440440898025</id><published>2010-11-01T10:40:00.013-02:00</published><updated>2011-02-03T17:57:21.210-02:00</updated><title type='text'>O meio e as massagens</title><content type='html'>De tanto ouvir as expressões "aldeia global" e "o meio é a mensagem", de Marshall McLuhan, acabei, num atitude absolutamente estúpida de minha parte, me cansando por antecipação de qualquer coisa que ele pudesse me dizer.&lt;br /&gt;Hoje, lendo finalmente seu livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The medium is the massage&lt;/span&gt;, vejo o quanto estava perdendo de ideias realmente revolucionárias, para além das expressões e jargões "ambientalizados" no jornalismo.&lt;br /&gt;Seguem trechos do livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta, o artista, o detetive - quem quer que aguce nossa capacidade de perceber tende a ser anti-social; raramente "bem ajustados", não podem seguir as correntes e tendências. Um estranho vínculo existe entre os tipos anti-sociais por sua capacidade de "ver" os meios ambientais como eles realmente são. Essa necessidade de contrapor, de confrontar os meios ambientais com uma certa força anti-social, é manifesta na famosa história "As Novas Roupas do Rei". Os cortesãos "bem-ajustados", por terem interesses a defender, viam o Rei belamente ataviado. O fedelho "anti-social", não condicionado pelo antigo meio ambiental, viu claramente que o Rei estava nu. O novo meio ambiental era claramente visível para &lt;span&gt;ele&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;"&gt;amador&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Minha educação foi a mais comum possível, consistindo em pouco mais que os rudimentos de leitura, escrita e aritmética de uma escola igual às outras. Minhas horas fora da escola eu passava nas ruas ou em casa."&lt;br /&gt;Michael Faraday, que pouco conhecia de matemática e quase não tinha instrução formal além da escola primária, é famoso como um experimentador que descobriu a eletricidade induzida. Foi um dos fundadores da moderna física. E é geralmente reconhecido que o fato de Faraday ignorar matemática contribuiu para sua inspiração, e o compeliu a desenvolver um conceito simples e não-matemático enquanto procurava explicação para seus fenômenos elétricos e magnéticos. Faraday possuía duas qualidades que compensavam com sobras sua falta de instrução: uma intuição fantástica e independência e originalidade mentais.&lt;br /&gt;O profissionalismo é ambiental. O amadorismo é anti-ambiental. O profissionalismo funde o indivídulo em padrões de total acomodação ambiental. O amadorismo procura o desenvolvimento da consciência total do indivíduo e a consciência crítica das regras básicas da sociedade. O amador pode dar-se ao luxo de perder. O profissional tende a classificar e especializar, a aceitar sem crítica as regras básicas da sociedade. As regras básicas fornecidas pela reação de massa de seus colegas servem como meio ambiente penetrante do quel ele extrai satisfação sem dele ter consciência. O "especialista" é o homem que fica parado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Há crianças brincando nas ruas que poderiam resolver alguns dos meus mais complexos problemas de física, porque elas possuem maneiras de percepção sensorial que perdi há muito tempo." (J. Robert Oppenheimer)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-4171618440440898025?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/4171618440440898025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=4171618440440898025' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/4171618440440898025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/4171618440440898025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/11/o-meio-e-as-massagens.html' title='O meio e as massagens'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-7568373483007604288</id><published>2010-10-27T22:24:00.026-02:00</published><updated>2011-12-17T19:56:31.806-02:00</updated><title type='text'>Poesia em imagens</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TMjDx3Dhu7I/AAAAAAAAAcw/b11uP0PPFHw/s1600/NY_01.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532887403584404402" src="http://3.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TMjDx3Dhu7I/AAAAAAAAAcw/b11uP0PPFHw/s400/NY_01.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 400px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 295px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TMjEAE8LZ0I/AAAAAAAAAc4/bQHXZCcYKZM/s1600/NY_2.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532887647829845826" src="http://2.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TMjEAE8LZ0I/AAAAAAAAAc4/bQHXZCcYKZM/s400/NY_2.jpg" style="float: left; height: 400px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; margin-top: 0px; width: 286px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TMjETbJMAFI/AAAAAAAAAdA/MmI6uN_-DAE/s1600/NY_3.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532887980207505490" src="http://4.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TMjETbJMAFI/AAAAAAAAAdA/MmI6uN_-DAE/s400/NY_3.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 400px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 292px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TMjExGhZwYI/AAAAAAAAAdI/sUyrE5M7Iio/s1600/NY_4.jpg" style="clear: left; display: inline !important; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532888490068001154" src="http://4.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TMjExGhZwYI/AAAAAAAAAdI/sUyrE5M7Iio/s400/NY_4.jpg" style="float: left; height: 400px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; margin-top: 0px; width: 289px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TMjFAA1w1DI/AAAAAAAAAdQ/OmpKkUzXKig/s1600/NY_5.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532888746240824370" src="http://3.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TMjFAA1w1DI/AAAAAAAAAdQ/OmpKkUzXKig/s400/NY_5.jpg" style="float: left; height: 400px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; margin-top: 0px; width: 300px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TMjFHb339hI/AAAAAAAAAdY/NRkmltPpWto/s1600/NY_6.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532888873756522002" src="http://3.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TMjFHb339hI/AAAAAAAAAdY/NRkmltPpWto/s400/NY_6.jpg" style="float: left; height: 400px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; margin-top: 0px; width: 295px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size: 21px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 21px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 21px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 21px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 21px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 21px;"&gt;Nova York, A vida na grande cidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 21px;"&gt;Will Eisner&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-7568373483007604288?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/7568373483007604288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=7568373483007604288' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7568373483007604288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7568373483007604288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/10/poesia-em-imagens.html' title='Poesia em imagens'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TMjDx3Dhu7I/AAAAAAAAAcw/b11uP0PPFHw/s72-c/NY_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-7802282409968702872</id><published>2010-10-16T13:45:00.015-03:00</published><updated>2010-10-16T17:50:19.585-03:00</updated><title type='text'>Distrações</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Meu trabalho de conclusão de concurso (o famigerado tcc) é uma monografia sobre jornalismo em quadrinhos, a partir da obra de Joe Sacco.&lt;br /&gt;Pesquisando algumas coisas na internet, acabei me distraindo. Mas acredito que tenho uma boa justificativa, afinal ler o trabalho do Sacco e conhecer o artista-cartunista-jornalista me parece muito mais atraente do que devanear sobre questões de gênero jornalístico...&lt;br /&gt;Enfim, pelo menos, essa é a vantagem de estudar um tema desses... a gente sempre pode se distrair com o próprio trabalho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vídeo com uma apresentação de Sacco é longo e é em inglês, sem legenda. Mas pra quem se interessa por quadrinhos e/ou jornalismo (e/ou pessoas interessantes, que, por sinal, não se acham nada interessantes, mas têm coisas realmente interessantes para falar), vale muito a pena. Uma verdadeira aula! Ou melhor, uma ótima distração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="285" width="380"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/g4fug0PjBsI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/g4fug0PjBsI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="380" height="285"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;E, por falar em distração, por causa do Sacco (sinceramente, ele não me deixa trabalhar!), acabei descobrindo um blog que é um verdadeiro deleite: &lt;a href="http://doisespressos.wordpress.com/" target="_blank"&gt;Dois Espressos&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;"Notas sobre livros, música, artes visuais, gastronomia, gadgets, blogs, wanderlust e café espresso". Com uma apresentação dessas, acompanhada de duas xícaras de café fumegante, foi paixão à primeira vista!&lt;br /&gt;Adorei a ideia das listas de leituras, ilustradas por fotografias de pilhas de livros. E eu, que adoro listas e livros, já ia longe, longe... do meu trabalho.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-7802282409968702872?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/7802282409968702872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=7802282409968702872' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7802282409968702872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7802282409968702872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/10/distracoes.html' title='Distrações'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-5626005483925853292</id><published>2010-10-12T19:01:00.032-03:00</published><updated>2010-10-14T22:05:05.129-03:00</updated><title type='text'>A santa apaixonada</title><content type='html'>Na conversa entre Cíntia Moscovich e Maria Valéria Rezende, surgiu o assunto dos escritores com mais de dois nomes. Teriam sucesso ou reconhecimento? A brincadeira e a resposta a um amigo estavam num texto de Maria Valéria. Carlos Drummond de Andrade e João Guimarães Rosa eram apenas alguns exemplos de que, sim, escritores com mais de dois nomes poderiam se tornar reconhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TLTirDTKnQI/AAAAAAAAAcg/Fyb8HSSpTzo/s1600/teresa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527291871938387202" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 129px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TLTirDTKnQI/AAAAAAAAAcg/Fyb8HSSpTzo/s200/teresa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A lista incluía Rosa Amanda Strausz. Desconhecia a autora, mas o título do livro mencionado me era familiar: &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Teresa, a santa apaixonada&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Não que tivesse lido, mas tinha em casa um exemplar da minha irmã (Rosa também), que sempre se interessou por Teresa de Ávila, ou Teresa de Jesus. Nunca havia me despertado interesse especial, a não ser pela curiosidade de conhecer a vida de uma santa. Mas a Cíntia e a Maria Valéria falavam não apenas da santa, mas do livro da Rosa contar a história da Teresa escritora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Foi n&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;este momento que o Senhor lhe disse:&lt;/span&gt; &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;br /&gt;"Não te aflijas, eu te darei um livro vivo."&lt;/span&gt; &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;br /&gt;O livro vivo é uma das mais belas imagens do misticismo cristão. É o livro da experiência interior. Como se fosse uma obra encantada, se expressa de maneira diferente para cada leitor/autor, mas suas páginas contam apenas uma história: a da porta de comunicação que liga cada alma a Deus.&lt;/span&gt; &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;br /&gt;Seu tomo invisível se constrói a cada dia. Muda, se aperfeiçoa. Receber o livro vivo das mãos de Sua Majestade significa transformar a própria vida em obra. Nessa biblioteca incorpórea e infinita, homens, mulheres, intelectuais, conversos, cristãos-velhos, nobres e pobres estão unidos em um só texto: o das criaturas que transformam o amor divino em palavras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscando a escritora, encontrei a &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;alumbrada&lt;/span&gt;, que vivia sob o signo da paixão a busca pelo amor divino. A monja carmelita que ousou travar uma amizade com Deus, numa época em que a figura predominante era a do Pai que julga e pune. A santa que, por meio do silêncio, da entrega e do desapego, conseguiu realizar seu desejo de união.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-5626005483925853292?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/5626005483925853292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=5626005483925853292' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/5626005483925853292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/5626005483925853292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/10/santa-apaixonada.html' title='A santa apaixonada'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TLTirDTKnQI/AAAAAAAAAcg/Fyb8HSSpTzo/s72-c/teresa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-7090861232762491560</id><published>2010-10-05T09:21:00.032-03:00</published><updated>2011-01-25T21:06:53.560-02:00</updated><title type='text'>Adoniran, uma biografia</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TKspi53LfZI/AAAAAAAAAcY/yolGAwF-JM8/s1600/adoniran.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524555047524597138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 132px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TKspi53LfZI/AAAAAAAAAcY/yolGAwF-JM8/s200/adoniran.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Primeiro, conheci o autor. Depois, a obra. Celso de Campos Jr. veio a Santos para participar da segunda edição da Tarrafa Literária. Dividindo a mesa "A vida dos outros", com o jornalista Guilherme Fiuza, autor de&lt;em&gt; Bussunda, a vida do Casseta &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Meu nome não é Johnny&lt;/em&gt;, Celso falou sobre &lt;em&gt;Adoniran, uma biografia&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;A entrevista sobre o evento rompeu o que se podia esperar como barreira, talvez mais alimentada pelos próprios leitores do que pelos escritores. O contato ali, ao alcance da mão e da conversa, com uma pessoa de carne osso, responsável por um trabalho monumental, dessacralizava qualquer imagem, tornava real. A simplicidade do autor parecia destoar da grandiosidade da obra. Mas era isso mesmo. A pessoa falando do casamento de sexta-feira, a vinda pra Santos, o futebol de sábado à tarde e as mordomias do festival, era a mesma que tinha escrito a história da vida de ninguém menos que Adoniran Barbosa.&lt;br /&gt;Só consegui ler o livro após o término da Tarrafa, e, apesar de pensar que teria aproveitado muito mais o evento se tivesse lido antes, posso me consolar acreditando que talvez aproveitei muito mais a leitura depois do festival. Relembrei histórias da vida do artista contadas no palco e descobri muitas outras - histórias que revelaram um Adoniran desconhecido e, ao mesmo tempo, recriaram a figura do Adoniran com que cresci.&lt;br /&gt;Logo que iniciou a venda de compact disc no Brasil, ter o aparelho e álbuns era raridade. Quando finalmente a novidade chegou à minha casa, no início dos anos 90, o número de cds que possuíamos não ultrapassava dez. Entre eles, havia um álbum dos Demônios da Garoa. Já conhecia algumas músicas, mas não me cansava de ouvir e me divertir com a sonoridade e a letra de canções como &lt;em&gt;Samba Italiano&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;As Mariposa&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Samba do Arnesto&lt;/em&gt;. Não lembro se já associava o grupo à figura de Adoniran. O primeiro contato consciente com o artista (digo consciente, porque, no borrão da memória, recordo de festas de família com &lt;em&gt;Trem das Onze&lt;/em&gt; ao fundo) veio com a novela Sassaricando. &lt;em&gt;Tiro ao Ál&lt;/em&gt;varo, gravada com Adoniran e Elis Regina, compunha a trilha sonora. "De tanto levá frechada do teu olhar, meu peito até parece sabe o quê? Táubua de tiro ao Álvaro. Não tem mais onde furá." Aos meus ouvidos infantis, a letra soava como um misto de poesia e brincadeira de criança.&lt;br /&gt;Cristalizou-se aí a imagem do artista brincalhão. Depois veio a do artista boêmio. E com a maturidade, a do grande cantor e compositor. Agora, após ler o trabalho do Celso, o meu Adoniran cresceu. Continua sendo o brincalhão, o boêmio, o cronista musical. Mas é mais. Muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/D8ZBxlSFnjY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/D8ZBxlSFnjY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Programa &lt;em&gt;Ensaio&lt;/em&gt;, ou &lt;em&gt;MPB Especial&lt;/em&gt;, da TV Cultura, gravado em 1972)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-7090861232762491560?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/7090861232762491560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=7090861232762491560' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7090861232762491560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7090861232762491560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/10/adoniran-uma-biografia.html' title='Adoniran, uma biografia'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TKspi53LfZI/AAAAAAAAAcY/yolGAwF-JM8/s72-c/adoniran.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-248264638008362777</id><published>2010-09-27T11:17:00.041-03:00</published><updated>2011-02-03T17:59:30.765-02:00</updated><title type='text'>Saudades da Tarrafa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TKCnuQ3Fw2I/AAAAAAAAAcQ/yUYZcbZ7it8/s1600/logo_tarrafa.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521597556398080866" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 128px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TKCnuQ3Fw2I/AAAAAAAAAcQ/yUYZcbZ7it8/s200/logo_tarrafa.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Cinco dias de discussões literárias. Autores nacionais e internacionais dividindo mesas e a atenção do público. Em sua segunda edição, a Tarrafa Literária vai se consolidando como um dos principais eventos culturais de Santos.&lt;br /&gt;Mas não vou reproduzir aqui a cobertura jornalística do festival. Na verdade, este é o texto de alguém que já sente saudade de algo que acabou de acabar e procura apenas reter o que fica quando a Tarrafa termina.&lt;br /&gt;Antes de mais nada, fica o choque da volta à realidade. Passar alguns dias ouvindo pessoas criativas e interessantes falar de seus trabalhos igualmente criativos e interessantes com tanta naturalidade e, ao mesmo tempo, despretensão, é capaz de nos transportar para uma espécie de paraíso de ideias novas. Saímos do lugar-comum, em mais de um sentido. Voltar para a nossa pequena vida diária nos faz questionar se o que estamos fazendo é realmente o melhor de nós mesmos e cria em nós o desejo brutal de sair das nossas zonas de conforto, ou conformismo, e superar a própria mediocridade.&lt;br /&gt;Fica o vestígio do contato com ideias e pessoas incríveis. Prosaicas até, de tão humanas, e por isso mesmo, deliciosas. Como o gosto de Zuenir Ventura por meias coloridas e os dois beijinhos cariocas. A timidez de Luís Fernando Veríssimo e os seus textos que não são seus. As confissões dolorosas e engraçadas de Cintia Moscovich. A história do sagüi da infância de Maria Valéria Rezende. O humor e a sinceridade escrachada de Angeli ("Tem horas que eu me arrasto na incompetência") e Allan Sieber ("Na vida real, eu sou um merda. A minha resposta, eu dou nos quadrinhos"). O professor André Rittes, superstar. A mãe do Celso de Campos Jr. garantindo a fonte e a vida do Guilherme Fiuza desmoronando em meio a um trabalho. A confusão da Nina Horta com a tradução inglês-português, sua aversão à relação sensual com a comida, a naturalidade com que disse que nunca havia falado em público antes, a defesa da simplicidade. E a expressão extasiada do Mark Crick ouvindo a Nina falar. Jeremy Mercer e a graça com a abobrinha e as imagens de flores, Zeca Baleiro e a graça com a abobrinha e as florzinhas, e a risada contagiante de Matthew Shirts.&lt;br /&gt;Ficam os encontros, as conversas de corredor. As aventuras e a cumplicidade com a Juliana, nós duas divididas entre a diversão e a obrigação (mas como é mesmo que se faz uma matéria de tv?). Nossa saudade antecipada.&lt;br /&gt;Fica a espera pela próxima Tarrafa Literária.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-248264638008362777?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/248264638008362777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=248264638008362777' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/248264638008362777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/248264638008362777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/09/tarrafa-literaria.html' title='Saudades da Tarrafa'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TKCnuQ3Fw2I/AAAAAAAAAcQ/yUYZcbZ7it8/s72-c/logo_tarrafa.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-1659499530860048684</id><published>2010-09-10T17:58:00.021-03:00</published><updated>2010-09-27T23:56:23.314-03:00</updated><title type='text'>Comer, rezar, amar</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TIv2ChavfOI/AAAAAAAAAcI/mvF8DW-BfZM/s1600/comer_rezar_amar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515772691836009698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 139px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TIv2ChavfOI/AAAAAAAAAcI/mvF8DW-BfZM/s200/comer_rezar_amar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Sim, é um best-seller. Não, não tem nenhuma complexidade literária.&lt;br /&gt;É apenas a história da jornalista Elizabeth Gilbert que, recém-divorciada e em crise existencial, decide passar uns tempos viajando pela Itália, Índia e Indonésia.&lt;br /&gt;Em cada um destes destinos, uma aprendizagem: o prazer por meio da comida, a devoção, o amor.&lt;br /&gt;O que era para ser trivial e simplista consegue se tornar interessante. A busca de si mesma como descoberta de Deus. Ou a busca de Deus e a descoberta de si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A maioria de nós, mesmo que apenas por dois minutos de nossas vidas, vivenciou em algum momento uma sensação inexplicável e completa de total contentamento, em nada relacionada ao que acontecia no mundo externo. Em um instante, você é apenas uma pessoa normal, arrastando-se por sua vida mundana, e então, de repente — o que é isso? — nada mudou, e, no entanto, você se sente tocado pela graça, inflado de assombro, transbordante de felicidade. Tudo - absolutamente sem nenhum motivo — está perfeito. É claro que, para a maioria de nós, esse estado passa com a mesma rapidez com que chegou. É quase como se lhe mostrassem sua perfeição interior para provocá-lo, e em seguida você cai de volta na "realidade" muito depressa, desabando encolhido outra vez por cima de todas as suas antigas preocupações e desejos. Ao longo dos séculos, as pessoas tentaram se agarrar a esse estado de perfeição e contentamento por meio de todo tipo de recurso externo - drogas, sexo, poder, adrenalina, acúmulo de coisas sem importância -, mas ele não se mantém. Nós buscamos a felicidade por toda parte, mas somos como o mendigo da fábula de Tolstoi, que passou a vida sentado em cima de um pote de dinheiro, mendigando centavos de todos os passantes, sem saber que sua fortuna estava bem debaixo dele o tempo todo. O seu tesouro - a sua perfeição - já está dentro de você. Porém, para acessá-lo, você precisa deixar para trás o frenesi da mente e abandonar os desejos do ego, e adentrar o silêncio do coração.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Essa passagem pode fazer parecer se tratar de um livro de auto-ajuda, mas na verdade, está mais ligado às tradições orientais de reconhecer a divindade do Ser em cada ser)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme estrelado por Julia Roberts também promete.&lt;br /&gt;&lt;object height="285" width="380"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LIGfQYg4lSQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/LIGfQYg4lSQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="380" height="285"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eddie Vedder, sempre garantindo belas trilhas sonoras.&lt;br /&gt;&lt;object height="285" width="380"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GK3tkxIzQB8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/GK3tkxIzQB8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="380" height="285"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Better Days&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Eddie Vedder)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;I feel part of the universe&lt;br /&gt;open up to meet me&lt;br /&gt;my emotion so submerged&lt;br /&gt;broken down to kneeling&lt;br /&gt;what's listening?&lt;br /&gt;voices they care&lt;br /&gt;had to somehow greet myself&lt;br /&gt;greet myself&lt;br /&gt;heard vibrations within my cells&lt;br /&gt;in my cells&lt;br /&gt;singin' laaa&lt;br /&gt;my love is saved for the universe&lt;br /&gt;see me now I'm bursting&lt;br /&gt;on one planet so many turns&lt;br /&gt;different worlds&lt;br /&gt;singin' haaa&lt;br /&gt;fill my heart with discipline&lt;br /&gt;put there for the teaching&lt;br /&gt;in my head see clouds of stairs&lt;br /&gt;help me as I'm reaching&lt;br /&gt;the future's paved with better days&lt;br /&gt;night runnin' from something&lt;br /&gt;I'm running towards the day wide awake&lt;br /&gt;all whispered once quiet&lt;br /&gt;now rising to a scream right in me&lt;br /&gt;I'm fallin'&lt;br /&gt;free fallin'&lt;br /&gt;world's calling me up off my knees&lt;br /&gt;oh, I'm soaring&lt;br /&gt;yeah, and darling&lt;br /&gt;you'll be the one that I can need and still be free&lt;br /&gt;our future's paved with better days&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-1659499530860048684?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/1659499530860048684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=1659499530860048684' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/1659499530860048684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/1659499530860048684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/09/comer-rezar-amar.html' title='Comer, rezar, amar'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TIv2ChavfOI/AAAAAAAAAcI/mvF8DW-BfZM/s72-c/comer_rezar_amar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-6725308731001983692</id><published>2010-09-02T15:46:00.016-03:00</published><updated>2010-09-02T20:05:07.485-03:00</updated><title type='text'>Vamos celebrar</title><content type='html'>Existe um certo estereótipo de que as pessoas ditas "pensantes" ou intelectuais devem adotar uma postura pessimista diante da realidade, afinal, o chamado conhecimento crítico do real expõe toda a feiúra do mundo, sendo impossível felicidade de qualquer espécie após a "iluminação". Como ser feliz num mundo tão errado?&lt;br /&gt;Na época em que costumava me dar valor demais pelo simples fato de ter lido alguns livros, também adotei a postura intelectual-suicida. A única saída para a vida era a morte.&lt;br /&gt;Pura bobagem intelectualóide! Além de vaidade exagerada...&lt;br /&gt;Bom, todo esse devaneio veio à tona por causa de uma música: "Vamos Celebrar", do Oswaldo Montenegro (que eu procurava para "dar de presente" para o meu amigo Igor, que hoje tem um motivo muito especial para comemorar).&lt;br /&gt;No vídeo, o cantor resume bem a postura da "implicância" e a passagem para a "afirmação filosófica da alegria".&lt;br /&gt;"A alegria é uma força revolucionária". Não lembro quem disse isso, mas hoje é nisso que acredito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="285" width="380"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uy_78RHr93c?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/uy_78RHr93c?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="380" height="285"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vamos celebrar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto de andar pela rua&lt;br /&gt;bater papo, de lua e de amigo engraçado&lt;br /&gt;Eu gosto do estilo do Zorro&lt;br /&gt;o visual lá do morro e de abraço apertado&lt;br /&gt;Eu gosto mais de bicho com asa&lt;br /&gt;mais de ficar em casa e mais de tênis usado&lt;br /&gt;Eu gosto do volume, do perfume&lt;br /&gt;do ciúme, do desvelo e do cabelo enrolado&lt;br /&gt;Eu gosto de artistas diversos&lt;br /&gt;de crianças de berço e do som do atchim&lt;br /&gt;Eu gosto de trem fora do trilho&lt;br /&gt;de andar com meu filho e da cor do marfim&lt;br /&gt;Tem gente, muita gente que eu gosto&lt;br /&gt;que eu quase aposto que não gosta de mim&lt;br /&gt;Eu gosto é de cantar&lt;br /&gt;Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar&lt;br /&gt;Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar&lt;br /&gt;Eu gosto de artista circense&lt;br /&gt;de artista que pense e de artista voraz&lt;br /&gt;Eu gosto de olhar para frente&lt;br /&gt;de amar para sempre o que fica pra trás&lt;br /&gt;Eu gosto de quem sempre acredita&lt;br /&gt;a violência é maldita e já foi longe demais&lt;br /&gt;Eu gosto do repique do atabaque&lt;br /&gt;do alambique badulaque do cachimbo da paz&lt;br /&gt;Eu gosto de inventar melodia&lt;br /&gt;da palavra poesia e de palavra com til&lt;br /&gt;Eu gosto é de beijo na boca&lt;br /&gt;de cantora bem rouca e de morar no Brasil&lt;br /&gt;Eu gosto assim do canto do povo&lt;br /&gt;e de tudo que é novo e do que a gente já viu&lt;br /&gt;Eu gosto é de cantar&lt;br /&gt;Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar&lt;br /&gt;Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar&lt;br /&gt;Eu gosto de atores que choram ali por nós&lt;br /&gt;e namoram ali por nós na TV&lt;br /&gt;Eu gosto assim de quem é eterno&lt;br /&gt;de quem é moderno e de quem não quer ser&lt;br /&gt;Eu gosto de varar madrugada&lt;br /&gt;de quem conta piada e não consegue entender&lt;br /&gt;Eu gosto da risada gargalhada&lt;br /&gt;da beleza recriada pra que eu possa rever&lt;br /&gt;Eu gosto de quem quer dar ajuda&lt;br /&gt;e acredita que muda o que não anda legal&lt;br /&gt;Eu gosto de quem grita no morro&lt;br /&gt;que a alegria é socorro e que miséria é fatal&lt;br /&gt;Eu gosto do começo do avesso&lt;br /&gt;do tropeço do bebum que dança no carnaval&lt;br /&gt;Eu gosto é de cantar&lt;br /&gt;Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar&lt;br /&gt;Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar&lt;br /&gt;Eu gosto é de ver coisa rara&lt;br /&gt;a verdade na cara é do que gosto mais&lt;br /&gt;Eu gosto porque assim vale a pena&lt;br /&gt;a nossa vida é pequena e tá guardada em cristais&lt;br /&gt;Eu gosto é que Deus cante em tudo&lt;br /&gt;e que não fique mudo morto em mil catedrais&lt;br /&gt;Eu gosto é de cantar&lt;br /&gt;Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar&lt;br /&gt;Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-6725308731001983692?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/6725308731001983692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=6725308731001983692' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6725308731001983692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6725308731001983692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/09/vamos-celebrar.html' title='Vamos celebrar'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-2740931169248019756</id><published>2010-08-16T15:30:00.002-03:00</published><updated>2011-02-03T18:01:02.930-02:00</updated><title type='text'>Yoga pela Paz</title><content type='html'>O que um bando de "malucos", cantando mantras, inventando cirandas e dividindo uma manhã de domingo de sol e chuva, tem que nos faz tão bem? Talvez não tenha explicação, e, se tivesse, talvez não teria tanta Graça. Isso é Yoga pela Paz. &lt;div&gt;O nome do evento não é vão. Uma manhã no Parque do Ibirapuera é suficiente para nos resgastar de nós mesmos e nos levar de volta para aquele lugar em nós em que somos paz, serenidade, bem-aventurança e amor.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A manhã era de vento e frio, o parque gelado. A esperança de sol tentava aquecer. Nathália e Elaine duvidavam. Pessoas mais que especiais dividindo momentos especiais. Um breve passeio. Mais frio. De repente a música. Jai Uttal. Somos o som. A aula da professoa Núbia Teixeira e a sensação real da presença divina em nós e em tudo e todos ao nosso redor. Somos uma árvore. A meditação da Márcia de Luca e o exercício de perdão. Somos o lago. Krishna Das. A companhia de pessoas queridas, o reencontro com pessoas queridas, a lembrança de pessoas queridas. Somos Amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O dia não foi de mágica nem de encantamento. Foi de Realidade. De encontro com a real natureza do nosso Ser. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Namastê, o Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em você.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506075055649766834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TGmCFzakvbI/AAAAAAAAAbo/BzAHHhi3EDE/s200/namaste-han.jpg" border="0" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agradeço a Nathália, a Di, a Ana Cristina, a Iva, o Seu Paulo, pai da Nathália, a minha mãe, o Seu José, e a todos os "malucos" no parque, por um dia perfeito!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-2740931169248019756?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/2740931169248019756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=2740931169248019756' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2740931169248019756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2740931169248019756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/08/yoga-pela-paz.html' title='Yoga pela Paz'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TGmCFzakvbI/AAAAAAAAAbo/BzAHHhi3EDE/s72-c/namaste-han.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-6197176313538497777</id><published>2010-08-14T22:39:00.001-03:00</published><updated>2010-08-16T15:22:31.194-03:00</updated><title type='text'>Aforismo</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"O riso é o início da oração"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Rubem Alves, na Bienal do Livro, em São Paulo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-6197176313538497777?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/6197176313538497777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=6197176313538497777' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6197176313538497777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6197176313538497777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/08/aforismo.html' title='Aforismo'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-8760045494615458798</id><published>2010-08-08T18:12:00.026-03:00</published><updated>2010-10-16T14:51:31.920-03:00</updated><title type='text'>Filosofia de vida</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Um homem é rico em proporção ao número de coisas de que pode prescindir." (Thoreau)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nunca gostei muito da expressão "filosofia de vida", talvez por acreditar que ela não faça jus nem à filosofia, nem à vida, ou como se viver seguindo uma (ou crer que se vive de acordo com uma) fosse uma dessas ilusões que usamos para dar significado à existência. Uma bobagem, assim como "ter uma ideologia". Mas encontrei um caso, ou melhor, três, em que a expressão fez sentido pra mim. &lt;em&gt;Na natureza selvagem&lt;/em&gt;, o filme. &lt;em&gt;Into the wild&lt;/em&gt;, a trilha sonora. &lt;em&gt;Thoreau&lt;/em&gt;, a inspiração.&lt;br /&gt;O filme narra a história real de Christopher McCandless, que abandona tudo ao terminar a faculdade, para viver na natureza, seguindo um estilo de vida pouco usual, em nada ditado pelos padrões sociais. No caminho de desprendimento, ele se torna Alexander Supertramp. Dirigido por Sean Penn, o filme é dividido em fases que correspondem à trajetória de iluminação de McCandless/Supertramp. Surpreendente, intrigante, transformador. É praticamente impossível sair ileso ou não ser tocado em pelo menos uma ideia na teia embolorada de nossas mentes. &lt;em&gt;Na natureza selvagem&lt;/em&gt; é um desses "filmes de cabeceira" que nos acompanha ao longo da vida, caso a nossa alma não envelheça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;object height="285" width="380"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0YBDpPIhEYo&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0YBDpPIhEYo&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="380" height="285"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;A trilha sonora de Eddie Vedder é igualmente iluminadora. A sonoridade é deliciosa e emoldura a narrativa de modo perfeito. Letras como "Society, you're a crazy breed, hope you're not lonely without me" (Society), "I'll take this soul that's inside me now like a brand new friend I'll forever know" (Long Nights), "On bended knee is no way to be free" (Guaranteed), traduzem em forma de música a filosofia vivida por Christopher. A lista se completa com Setting Forth, No Ceiling, Far Behind, Rise, Tuolumme, Hard Sun, The Wolf e End of the Road. A trilha, mais um caminho de iluminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;object height="285" width="380"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/32Js2Ef5Ojg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/32Js2Ef5Ojg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="380" height="285"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;Henry David Thoreau (1817-1862) é um propragador dos ideais anarquistas (nesse sentido, vale a pena ler &lt;em&gt;Desobediência Civil&lt;/em&gt;) e precursor da geração beatnik e do movimento hippie, defendendo princípios libertários, o desapego à sociedade e suas normas, e a vida simples na natureza. Absolutamente iluminador. É um dos autores que inspiram McCandless/ Supertramp. &lt;em&gt;Walden&lt;/em&gt;, o livro que não o abandona. &lt;em&gt;Na natureza selvagem&lt;/em&gt; é uma verdadeira materialização de suas ideias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fui para os bosques porque pretendia viver deliberadamente, defrontar-me apenas com os fatos essenciais da vida, e ver se podia aprender o que tinha a me ensinar, em vez de descobrir à hora da morte que não tinha vivido. Não desejava viver o que não era vida, a vida sendo tão maravilhosa, nem desejava praticar a resignação, a menos que fosse de todo necessária. Queria viver em profundidade e sugar toda a medula da vida, viver tão vigorosa e espartanamente a ponto de pôr em debandada tudo que não fosse vida, deixando o espaço limpo e raso; encurralá-la num beco sem saída, reduzindo-a a seus elementos mais primários, e, se esta se revelasse mesquinha, adentrar-me então em sua total e genuína mesquinhez e proclamá-la ao mundo; e se fosse sublime, sabê-lo por experiência, e ser capaz de explicar tudo isso na próxima digressão." (&lt;em&gt;Walden&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Dedico essa postagem a três amigos: Vinícius, a primeira pessoa a me falar do filme e leitor antigo de Thoreau; André Rolim, por me lembrar do filme e me indicar outros também; e Igor, por ter me emprestado o filme e dividir comigo o interesse por essa "filosofia".)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-8760045494615458798?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/8760045494615458798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=8760045494615458798' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/8760045494615458798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/8760045494615458798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/08/filosofia-de-vida.html' title='Filosofia de vida'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-2409544043013267335</id><published>2010-08-05T19:44:00.002-03:00</published><updated>2010-08-05T19:46:16.013-03:00</updated><title type='text'>Penso, logo existo?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TFs-63ovtsI/AAAAAAAAAbI/nRgnL8uZ7cU/s1600/meditation.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502060550851376834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 327px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TFs-63ovtsI/AAAAAAAAAbI/nRgnL8uZ7cU/s400/meditation.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-2409544043013267335?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/2409544043013267335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=2409544043013267335' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2409544043013267335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2409544043013267335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/08/penso-logo-existo.html' title='Penso, logo existo?'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TFs-63ovtsI/AAAAAAAAAbI/nRgnL8uZ7cU/s72-c/meditation.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-4117002566052197078</id><published>2010-08-04T20:27:00.009-03:00</published><updated>2010-08-04T22:04:49.647-03:00</updated><title type='text'>Meditação</title><content type='html'>Experiência da professora de yoga Nicole Rodrigues, em um retiro Zen Budista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foram 4 dias maravilhosos. Não foram. Foram dias áridos, secos e de muitos, mas muitos mesmo, diálogos internos. Eu comi o pão que Buda amassou.No Zen Budismo não se faz meditação. Se faz zazen. Zazen, literalmente, significa sentar Zen.&lt;br /&gt;(...) A nossa mente é uma coisa. Tão complexa, tão intrincada, que será eternamente objeto de estudo da ciência. Somos seres condicionados. Desde sempre condicionados. Viciados em pensar. Viciados em pensamentos dicotômicos. Isso é feio, isso é bonito, ela é inteligente, ela é burra, ele é gordo, ele é magro, estou triste, estou alegre, minha vida é boa, minha vida é ruim, eu queria ser assim, mas eu não sou assim, eu queria que minha vida fosse assim, eu queria que minha vida fosse assado, a escola dela tem mais alunos que a minha, portanto a escola dela é melhor que a minha, ela sabe isso, ela sabe aquilo, eu não sei isso, eu não sei aquilo, eu sou virginiana, ela é sagitariana, virginiano é uma mala sem alça, sagitariano é tudo de bom, meu emprego tá ruim, meu emprego tá bom, hoje tá frio, hoje está quente, meu zazen tá ruim, meu zazen tá bom, estou com pouco dinheiro, estou com muito dinheiro, se eu tivesse feito isso eu teria mudado minha vida, se eu tivesse falado aquilo naquela hora, se isso, se aquilo, se não isso, se não aquilo se se se se se sesesesesese blá blá blá aaahhh. É uma forma de pensar exaustiva. Somos grandes auto-sabotadores. Todos os três dias de retiro eu pensei: "Hoje eu vou embora. Vou dizer para Sensei que minha mãe ligou ou dizer que aconteceu um imprevisto e terei que sair antes, isso, aconteceu um imprevisto é uma excelente frase, sem explicações, simplesmente um imprevisto, ok".&lt;br /&gt;(...) Mais um zazen, ô parede IN-SU-POR-TÁ-VEL. Blá blá blá blá blááá. Sino, please. Sinooooo. Buda, você me paga, te pego lá fora. Ardilosa, a mente tentava de todo jeito se manter no comando como ela sempre fez, falando, falando, falaaaando. Ai, estou com vontade de gritar, de chorar, quero mexer minha perna, ai minhas costas, maldita dor no meio das costas. Ainda faltam dois dias. Caramba, dois dias. O que significa mais 25 zazens, contando com as que restam hoje. Om om om, blá blá blá. Toca o sino, que inferno.&lt;br /&gt;(...) Quarto dia. Algo aconteceu. Eu pensei tanto, mas tanto, que acho que esgotei todos, quer dizer, quase todos, os pensamentos. Primeiro zazen do dia...aaahhhhh, que maravilha. Mente quieta, coluna ereta, o coração tranquilo. Oi, parede. Te amo! Buda, você é tudo.&lt;br /&gt;Aiai silencio ........................................... nossa, mas se eu não pensar, vou fazer o que então? Quase não estou pensando, mas se eu não pensar vou ser o quê, vou fazer o quê? "Abra mão dos pensamentos". Nenhum om sequer. Nada...ai que gostoso ........................................ é isso, é isso! Simplesmente Ser, estar, sem julgar, sem comparar, sem questionar, sem objeto de concentração, sem me sabotar, sem me culpar, sem achar que sou isso ou sou aquilo ........................................ Segundo zazen: aiai ........................................... Terceiro e último zazen do retiro: .............................................. que maravilha, que retiro maravilhoso, por que a gente sofre tanto com os nossos pensamentos? Para onde eles nos levam, o que conseguimos pensando tanto, para quê? Por que nos identificamos tanto com os nossos pensamentos? Por que não conseguimos simplesmente Ser?&lt;br /&gt;(...) Agora é que vem o grande desafio. Cultivar o zazen sozinha, sem a sangha (comunidade), sem o grupo. Sentar. Ser. Simplesmente sentar e Ser. Um pouco todo dia, um sadhana, uma prática. Só sentar. De frente para a parede. Simples assim, difícil assim. Transformador assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Veja o texto completo &lt;a href="http://yogajournal.terra.com.br/index.php/Materia/220/Quatro%20dias%20num%20retiro%20Zen%20Budista%20-%2006/05/2009" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-4117002566052197078?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/4117002566052197078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=4117002566052197078' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/4117002566052197078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/4117002566052197078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/08/meditacao.html' title='Meditação'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-312038614264331211</id><published>2010-07-24T12:20:00.011-03:00</published><updated>2010-07-24T20:59:52.487-03:00</updated><title type='text'>Lição de alegria</title><content type='html'>Hoje vivi a minha própria versão do Pequeno Príncipe.&lt;br /&gt;Ao invés do deserto, o cenário era a praia. Manhã cinzenta de chuva e vento frio. Fui até o mar para deixar as pernas imersas na água, verdadeira salmoura. A praia estava praticamente vazia. Na beira da água, uma menina brincava sozinha enquanto a mãe, afastada, conversava com uma senhora. Após meia hora de terapia, quando me preparava para partir, uma vozinha me chamou. Ela não me pedia que lhe desenhasse um carneiro, mas fazia um convite: "Moça, quer enterrar os pés na areia comigo?". Fui para o raso. "A gente não precisa fazer nada, é só deixar o mar cobrir nossos pés". A sensação era de alegria gratuita, a infância mais perto que nunca. "Agora vamos pular onda?". Expliquei que não podia e mostrei os joelhos machucados. "Onde você fez isso?"."Caí de bicicleta."."Você não sabe andar de bicicleta? Então tem que usar rodinha." Ela pulava e eu afundava os pés. Cada onda era um riso. "Posso segurar a sua mão?" Ela pulava ondas maiores e se apoiava em mim. De repente parava, abria bem os braços e fazia uma inspiração profunda. "Agora vamos apreciar a praia". A pequena yoguini me ensinava mais que os livros de filosofia. Uma japonesinha de seis anos de idade, risada de guiso de estrela, olhos verde-escuros, da cor do mar. Marina, o nome dela. Apreciamos a praia, os navios ao longe, a promessa de sol e a faixa azul do céu limpo lá na linha do horizonte, os pássaros pertinho - "tá vendo?" -, o vento no rosto - "tá sentindo?". Tudo era bom. Estar ali, reconhecer cada coisa que se movia e encontrar prazer nisso eram a diversão e a aprendizagem. Ela me contou, como se fosse a coisa mais natural do mundo, que sabia voar. Tinha asas imaginárias. Uma onda mais forte e num impulso ela pulou no meu colo. Nem me importei por ela estar toda molhada e eu morrendo de frio. Brincamos mais de mar e fizemos mais um amigo, Giovani. "Agora vamos fazer castelo?", "Vamos, mas eu não posso me abaixar.","Você vai ser a juíza e me dizer se o meu castelo está bom.". Acabou fazendo macarrão. Não, era arroz e feijão. Ensinei a fazer castelo de gotinhas. "Parece um bolo de chocolate.". Conversamos sobre bolinho de chuva. Uma hora inteira de brincadeira. O vento soprava mais forte e finalmente ela admitiu que estava com frio. Decidimos ir embora, sem tristeza alguma na despedida, apenas gratidão.&lt;br /&gt;Antes de começar a escrever esse texto, abri meu email e encontrei essa frase do Guimarães Rosa, enviada hoje por minha irmã:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Deus nos dá pessoas e coisas, para aprendermos a alegria... Depois, retoma coisas e pessoas para ver se já somos capazes da alegria sozinhos... Essa... a alegria que ele quer."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço o presente. E agradeço à Marina, menina dos olhos da cor do mar, pela lição de alegria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-312038614264331211?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/312038614264331211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=312038614264331211' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/312038614264331211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/312038614264331211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/07/licao-de-alegria.html' title='Lição de alegria'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-5187760922944149573</id><published>2010-07-22T19:33:00.007-03:00</published><updated>2010-07-22T20:06:14.690-03:00</updated><title type='text'>A queda</title><content type='html'>Hoje fiz a coisa mais patética da minha vida. Já fiz muitas coisas patéticas, mas acho que consegui me superar. Caí de bicicleta! Ainda não sei exatamente como, mas do que eu consegui racionalizar da situação, resvalei numa tartaruga, escorreguei e caí. Feio! Provalmente, este foi o tombo mais idiota da história dos tombos. Uma pessoa sozinha, completamente sozinha, atropelar uma tartaruga e cair no meio da rua. Sorte não estar passando nenhum carro.&lt;br /&gt;Uma cena de comédia pastelão materializada em plena avenida da praia! Para minha surpresa, não fiquei com vergonha. Sempre pensei que o pior das quedas é a vergonha de cair, mas a sensação foi de raiva misturada com um ímpeto de auto-superação. Devo ter acompanhado demais o &lt;em&gt;Tour de France&lt;/em&gt; - que sempre tem aquelas cenas incríveis de acidente, e os ciclistas sempre continuam -, porque ainda no chão, só conseguia pensar "levanta e anda!". E foi o que eu fiz. Ainda na esquina de casa, poderia ter voltado. Mas não. Segui meu caminho. Ao dar as primeiras pedaladas, senti muita dor e pensei que o negócio poderia ser feio, e por um breve instante, me deu uma vontade infantil de chorar. Passou logo.&lt;br /&gt;De repente, a única coisa verdadeira que eu sentia era dor. Não tinha mais raiva, nem auto-piedade nem necessidade de consolo. Não precisava correr para alguém para mostrar os machucados, fazer beicinho e pedir pra assoprarem na hora do methiolate. Apenas eu e minha dor. E pode parecer loucura, mas isso me fez um bem enorme. Reconheci concretamente a minha capacidade de cair e levantar!&lt;br /&gt;Ao chegar ao meu destino, avaliei as consequências do meu momento de epifania. Os dois joelhos esfolados e muito machucados. E dor, muita dor. Como um tombo tão besta foi capaz de fazer um estrago tão grande?&lt;br /&gt;Na hora do banho, mais dor, e finalmente dei o braço a torcer, admitindo que a revelação poderia ter vindo de uma forma mais branda. Mas mesmo agora, com a dor intensificada e as articulações comprometidas, valorizo a experiência e relembro a passagem de &lt;em&gt;Grande Sertão: Veredas&lt;/em&gt;, que eu repetia como um mantra durante todo o trajeto, com um sorriso no rosto e um certo orgulho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Todo caminho da gente é resvaloso. Mas, também, cair não prejudica demais - a gente levanta, a gente sobe, a gente volta!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-5187760922944149573?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/5187760922944149573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=5187760922944149573' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/5187760922944149573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/5187760922944149573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/07/queda.html' title='A queda'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-8756123244715766595</id><published>2010-07-18T18:45:00.011-03:00</published><updated>2010-07-18T20:30:06.834-03:00</updated><title type='text'>On the road</title><content type='html'>Finalmente, consegui ler &lt;em&gt;On the road&lt;/em&gt; (Pé na estrada), de Jack Kerouac, um dos principais representantes da geração &lt;em&gt;beat&lt;/em&gt;. A leitura supera qualquer coisa que se possa dizer sobre o livro. A sensação que fica é a do desejo de viver a loucura que é ser humano, guiado por uma fome insaciável de vida e pelo compromisso único de se tornar realmente autêntico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eles percorriam as ruas juntos, sacando tudo com aquele jeito que tinham nesses primeiros anos, e que mais tarde se tornaria mais amargurado, penetrante e vazio. Mas, nessa época, eles dançavam pelas ruas como piões frenéticos, e eu me arrastava na mesma direção como tenho feito toda a minha vida, sempre rastejando atrás de pessoas que me interessam, porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo, aqueles que nunca bocejam e jamais dizem coisas comuns, mas queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos de artifício, explodindo como constelações em cujo centro fervilhante - &lt;em&gt;pop&lt;/em&gt; - pode-se ver um brilho azul e intenso até que todos 'aaaaaaah!'"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A única coisa pela qual ansiamos em nossos dias de vida, e que nos faz gemer e suspirar, sujeitos a todos os tipos de dóceis náuseas, é a lembrança de uma alegria perdida, provavelmente experimentada no útero, e que somente poderá ser reproduzida (apesar de odiarmos admitir isso) na morte. Mas quem quer morrer?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Amarguras, recriminações, conselhos, moralidade, tristeza - tudo lhe pesava nas costas, enquanto à sua frente se descortinava a alegria esfarrapada e extasiante de simplesmente ser."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Relembrávamos essas coisas todas e suávamos. Tínhamos nos esquecido totalmente das pessoas sentadas à frente, e elas começaram a se perguntar o que estava se passando no assento traseiro. A certa altura, o motorista falou: - Pelo amor de Deus, vocês estão fazendo o carro balançar aí atrás. - E estávamos mesmo! O carro oscilava de um lado para outro, enquanto Dean e eu balançávamos no mesmo ritmo, e AQUILO era nossa alegria excitada e derradeira, a alegria que tínhamos de falar e viver, e que nos conduzia em direção ao transe definitivo e vazio de todas as inumeráveis partículas cerimoniais e angélicas que haviam estado soterradas no fundo de nossas almas toda a vida.&lt;br /&gt;- Ah, homem! homem! homem! - balbuciou Dean. - E isso é apenas o começo... agora finalmente estamos juntos, indo para o leste, nunca tínhamos ido para o leste juntos, Sal, pense nisso, vamos curtir Denver juntos e ver o que todos estão fazendo, mesmo que isso não nos interesse muito, a questão é que nós sabemos o que AQUILO significa, e sacamos a VIDA e sabemos que tudo está ÓTIMO. - Depois, puxando-me pela manga e suando, ele me segredou: - Agora dê uma olhada nesse pessoal aí na frente. Estão preocupados, contando os quilômetros, pensando onde irão dormir esta noite, quanto dinheiro vão gastar em gasolina, se o tempo estará bom, de que maneira chegarão aonde pretendem... e, quando terminarem de pensar, já terão chegado aonde queriam, percebe? Mas eles têm que se preocupar e trair seus horários, cada minuto e cada segundo, entregando-se a tarefas aparentemente urgentes, todas falsas, ou então, a desejos caprichosos angustiados e angustiantes; suas mentes jamais descansam , não encontram paz, a não ser que se agarrem a uma preocupação explícita e comprovada, e, depois de encontrar uma, assumem expressões faciais adequadas, graves e circunspectas, e seguem em frente, e tudo isso não passa, você sabe, de pura infelicidade, e durante todo esse tempo a vida passa voando por eles, e eles sabem disso, e isso também os preocupa, num círculo vicioso que não tem fim."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;***&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Aproveito pra agradecer meu amigo Alexandre Moreira, que me emprestou o livro, apesar do risco declarado que corria de não mais rever seu exemplar. Gostei da prática adotada pelo Sr. Moreira de permitir que seus amigos deixem um recado na folha de rosto do livro, com uma mensagem, o nome e a data do empréstimo. Chamou minha atenção o recado de um amigo em comum, Daniel Alexandrino, antigo companheiro de debates literários. Tomo a liberdade de reproduzi-lo aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"'On the Road' é... é... REVITALIZANTE, a palavra é esta. Apesar de parecer adjetivo próprio de &lt;em&gt;shampoo&lt;/em&gt;, desta vez, tomo-a emprestada e qualifico um &lt;em&gt;livro&lt;/em&gt;. Valeu Moreira!! (atual dono do livro; depois do famoso e público 'furto do sebo', em 95). Muito rica a leitura!! Daniel. 05/98"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-8756123244715766595?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/8756123244715766595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=8756123244715766595' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/8756123244715766595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/8756123244715766595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/07/on-road.html' title='On the road'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-5360218345618195715</id><published>2010-07-02T16:27:00.003-03:00</published><updated>2010-07-02T16:31:04.822-03:00</updated><title type='text'>Futebol</title><content type='html'>Meninos jogando bola na rua depois da derrota&lt;br /&gt;do Brasil pra Holanda.&lt;br /&gt;O entusiasmo e os gritos de gol destoam da tristeza do dia.&lt;br /&gt;Isso é Brasil: a seleção perde, o futebol continua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-5360218345618195715?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/5360218345618195715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=5360218345618195715' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/5360218345618195715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/5360218345618195715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/07/futebol.html' title='Futebol'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-2979277248022304459</id><published>2010-06-30T20:28:00.005-03:00</published><updated>2010-06-30T20:54:34.999-03:00</updated><title type='text'>Entre hermanas</title><content type='html'>"Las hermanas no necesitan explicaciones detalladas. Ni siquiera necesitan frases completas..." (Pamela Dugdale)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nos entendemos de un modo especial que desafía la empatía de los mejores amigos. Pase lo que pase, seguiremos ahí para recordarmos dónde hemos estado y lo lejos que hemos llegado." (Barbara Lovenheim)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Una hermana puede ser la única guardiana del núcleo de nuestra identidad, la única persona que tiene la llave de nuestro yo sin límites, de nuestro yu fundamental." (Marian Sandmaier)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hermanas. Sí, sólo hermanas. Nuestra historia no es heroica, ni siquiera memorable. Pero cuando necesito apoyo, te siento a mi lado, silenciosa. Siempre será así." (Helen Thomson)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mi segunda madre, mi primer amiga. Ésa es mi hermana." (Pam Brown)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nos convencemos de que hemos aprendido mucho de la vida, de que ahora somos más sábios, pero de todos modos, nuestras hermanas nos sonreíen y asienten y nos ven como somos. Con seis años y disfrazadas." (Charlotte Gray)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Gracias por estar siempre ahí... eternamente tú misma, y aún así, parte de mí." (Pam Brown)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488717644553151282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TCvXngQCYzI/AAAAAAAAAa4/Ztir6Hq-Dw4/s320/raios_de_sol2.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-2979277248022304459?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/2979277248022304459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=2979277248022304459' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2979277248022304459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2979277248022304459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/06/entre-hermanas.html' title='Entre hermanas'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TCvXngQCYzI/AAAAAAAAAa4/Ztir6Hq-Dw4/s72-c/raios_de_sol2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-316367167917969402</id><published>2010-06-22T23:23:00.029-03:00</published><updated>2010-06-23T17:29:47.304-03:00</updated><title type='text'>Muito mais que um desenho</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TCF9-R9YoqI/AAAAAAAAAao/GQQWviroCfE/s1600/avatar.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 142px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485804330040205986" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TCF9-R9YoqI/AAAAAAAAAao/GQQWviroCfE/s200/avatar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Quem já viu a animação &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Avatar: a lenda de Aang, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;compreende o título da postagem.&lt;br /&gt;Inspirado em filosofias orientais, Avatar é uma grande alegoria, em forma de desenho animado, do caminho de transcendência do homem e do universo. E isso não é interpretação exagerada ou forçada.&lt;br /&gt;A série conta as aventuras de Aang, o último Avatar, que tem como missão salvar o mundo. A grande questão - e o maior atrativo do enredo - é que Aang é apenas um menino que, além de ter essa obrigação com a humanidade, se vê às voltas com a necessidade de crescer e se tornar o Avatar.&lt;br /&gt;"O Guru" - 19º episódio do segundo livro (A série é dividida em livros, em que cada capítulo é um episódio) - é bastante emblemático dessa proposta de filosofia por trás (ou por meio) de desenho. Nesse capítulo, Aang vai em busca do Guru que vai lhe ensinar a ter o controle do estado de Avatar. Para isso, ele deve aprender a ter equilíbrio, antes de levar equilíbrio para o mundo (soa familiar?). A lição: libertar os chakras.&lt;br /&gt;"Há sete chakras em nosso corpo. Cada poço de energia tem um propósito e pode ser bloqueado por um tipo específico de bloqueio emocional. Um aviso: abrir os chakras é uma experiência intensa e quando começa o processo, você não pode parar até os sete estarem abertos. Você está pronto?"&lt;br /&gt;A partir daí, junto com as tramas paralelas do capítulo, Aang vai liberando cada um dos seus chakras.&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TCF-M7-36iI/AAAAAAAAAaw/M4cA-vUv_JY/s1600/chakra1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 164px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485804581838907938" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TCF-M7-36iI/AAAAAAAAAaw/M4cA-vUv_JY/s200/chakra1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Terra, a sobrevivência, bloqueado pelo medo. Água, o prazer, bloqueado pela culpa. Fogo, a força de vontade, bloqueado pela vergonha, a decepção conosco. Coração, o amor, bloqueado pela dor. Som, a verdade, bloqueado pelas mentiras que contamos a nós mesmos. Luz, discernimento, bloqueado pela ilusão. Pensamento, a energia cósmica, bloqueado pela ligação terrena. Por fim, a libertação. E a surpresa do capítulo.&lt;br /&gt;Para além do caráter quase didático do episódio, destacam-se, enquanto desenho, as criações visuais das representações mentais e emocionais de Aang. Cada chakra tem sua cor e os bloqueios interiores de Aang são extremamente significativos e ligados ao restante da trama.&lt;br /&gt;Ao final do capítulo, fica a vontade de ler o livro inteiro.&lt;object width="450" height="337"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.megavideo.com/v/IK3Z5COV8a742be304c5c01650a22cc4cf62dd52"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.megavideo.com/v/IK3Z5COV8a742be304c5c01650a22cc4cf62dd52" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="450" height="337"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem quiser "ler" ou conhecer mais, o site &lt;a href="http://www.mundoavatar.com.br/"target="_blank"&gt;Mundo Avatar&lt;/a&gt; tem todos os episódios, além de dados e curiosidades sobre a série. A wikipedia também traz um artigo bem interessante sobre &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Avatar_the_Last_Airbender/"target="_blank"&gt;Avatar&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;O textos &lt;a href="http://bodisatva.com.br/avatar-lenda-aang-bodisatava-budismo/"target="_blank"&gt;"Avatar: um bodisatva não é um lenda"&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://bodisatva.com.br/serie-avatar-o-ultimo-dominar-das-delusoes/"target="_blank"&gt;"Avatar: o último dominar das delusões"&lt;/a&gt;, de José Benetti, falam sobre a relação entre o desenho animado e os ensinamentos budistas.&lt;br /&gt;A série de animação também ganhou uma versão cinematográfica pelas mãos de M. Night Shyamalan, o mesmo diretor de &lt;em&gt;Sexto Sentido&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;O filme deve estrear no Brasil em agosto.&lt;object width="450" height="337"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/aS7REmShhxY&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/aS7REmShhxY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="450" height="337"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-316367167917969402?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/316367167917969402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=316367167917969402' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/316367167917969402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/316367167917969402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/06/muito-mais-que-um-desenho.html' title='Muito mais que um desenho'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TCF9-R9YoqI/AAAAAAAAAao/GQQWviroCfE/s72-c/avatar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-2115921740276015540</id><published>2010-06-20T10:41:00.005-03:00</published><updated>2010-06-23T17:33:14.097-03:00</updated><title type='text'>Star Star</title><content type='html'>(Glen Hansard)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Star star teach me how to shine shine&lt;br /&gt;Teach me so I know what's going on in your mind&lt;br /&gt;'Cause I don't understand these people&lt;br /&gt;Who say the hill's to steep&lt;br /&gt;Well they talk and talk forever&lt;br /&gt;But they just never climb&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falling down into situations&lt;br /&gt;Bringing out the best in you&lt;br /&gt;You're flat on your back again&lt;br /&gt;And star you're ever word I'm heeding&lt;br /&gt;Can you help me to see&lt;br /&gt;I'm lost in the marsh&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Star star teach me how to shine shine&lt;br /&gt;Teach me so I know what's going on in your mind&lt;br /&gt;'Cause I don't understand these people&lt;br /&gt;Who say we're all asleep&lt;br /&gt;They'll toss and turn forever&lt;br /&gt;But no rest will they find...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/eMccPJqyg0o&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/eMccPJqyg0o&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Versão com a Marketa Irglova: &lt;a href="http://www.theswellseason.com/"target="_blank"&gt;The Swell Season&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-2115921740276015540?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/2115921740276015540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=2115921740276015540' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2115921740276015540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/2115921740276015540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/06/star-star.html' title='Star Star'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-5539011133874680869</id><published>2010-06-19T12:03:00.016-03:00</published><updated>2010-06-23T17:50:04.664-03:00</updated><title type='text'>A redescoberta do twitter</title><content type='html'>Tinha criado &lt;a href="http://twitter.com/rosemarques/"target="_blank"&gt;minha conta no twitter&lt;/a&gt; por pura obrigação. Tarefa de Jornalismo Online. Deixei lá. Um ano depois, retomei. Cansei. Deixei pra lá. Pouca paciência para dizer o que estou fazendo.  Com o perdão dos meus amigos, também não estava interessada em ter conhecimento de quem está indo pra tal balada, falando não sei o quê para não sei quem, ou fazendo sei lá o quê.&lt;br /&gt;Mas, graças ao &lt;a href="http://twitter.com/igorpetrovich/"target="_blank"&gt;Igor Petrovich&lt;/a&gt; (que ultimamente anda me apresentando coisas muito interessantes...), descobri um jeito gostoso de usar o twitter. Ele me sugeriu seguir o &lt;a href="http://twitter.com/Glen_Hansard/"target="_blank"&gt;Glen Hansard&lt;/a&gt;, músico irlandês que participou do filme "Apenas uma vez" (um dos meus favoritos!).&lt;br /&gt;Entre os tweets do Hansard, encontrei coisas como "The only way to keep something is with an open hand" e "First they ignore you, then they laugh at you, then they fight you, then you win." (Mahatma Gandhi), além de indicações de livros, filmes e músicas. Adorei.&lt;br /&gt;Redescobrindo o twitter, procurei algumas pessoas que admiro e encontrei mais bons motivos para retomar essa rede econômica de relacionamentos. Millôr Fernandes, Alice Ruiz, Rubem Alves... a busca continua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas delícias de tweets:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Responda depressa: o que é que faz quem não gosta de fazer nada e morre de tédio por não ter o que fazer?"&lt;br /&gt;(&lt;a href="http://twitter.com/millorfernandes/"target="_blank"&gt;Millôr Fernandes&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que você tem feito? Tem feito a cabeça, as ideias. Os sonhos de alguém?"&lt;br /&gt;"A vida voa sem asas, a vida passa de graça."&lt;br /&gt;"Atenção: Essa vida contém cenas explícitas de tédio. Nos intervalos da emoção."&lt;br /&gt;(&lt;a href="http://twitter.com/alice_ruiz/"target="_blank"&gt;Alice Ruiz&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como são diferentes as mãos ternas das mãos que desejam posse! A ternura não deseja nada."&lt;br /&gt;(&lt;a href="http://twitter.com/_RubemAlves_/"target="_blank"&gt;Rubem Alves&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também encontrei a &lt;a href="http://twitter.com/Toda_Mafalda/"target="_blank"&gt;Mafalda&lt;/a&gt;, do Quino:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hoje meus amigos e eu decidimos brincar de governo. Não fizemos absolutamente nada."&lt;br /&gt;"O gr&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TBzh5-lk7LI/AAAAAAAAAaI/KjFgYmxorgc/s1600/mafalda.jpg"&gt;&lt;/a&gt;ande problema da família humana é que todos querem ser o pai."&lt;br /&gt;"Mamãe disse que estamos no mundo para trabalhar, nos amar e fazer deste mundo um mundo &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TBzjr7gmWQI/AAAAAAAAAaQ/rtq8eOkvx20/s1600/mafalda.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484508790078724354" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 118px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TBzjr7gmWQI/AAAAAAAAAaQ/rtq8eOkvx20/s200/mafalda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;melhor. Não sabia que ela tinha tanto senso de humor!"&lt;br /&gt;"'A bondade é natural no homem'... E a maldade deve ser de alguma dessas fibras artificiais que estão em moda no mundo inteiro."&lt;br /&gt;"Às vezes vocês não se sentem um tanto indefinidos? "&lt;br /&gt;"Como vamos a entender a los adultos, si cuando nosotros llegamos, ellos ya estaban todos empezados!"&lt;br /&gt;"Como siempre: lo urgente no deja tiempo para lo Importante."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-5539011133874680869?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/5539011133874680869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=5539011133874680869' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/5539011133874680869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/5539011133874680869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/06/redescoberta-do-twitter.html' title='A redescoberta do twitter'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TBzjr7gmWQI/AAAAAAAAAaQ/rtq8eOkvx20/s72-c/mafalda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-6969967068594695121</id><published>2010-06-10T14:06:00.002-03:00</published><updated>2010-06-10T14:09:45.712-03:00</updated><title type='text'>Presente do Igor</title><content type='html'>Porque é sempre bom conhecer coisas novas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/eBZ75rdUV3Y&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/eBZ75rdUV3Y&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei flores no caminho&lt;br /&gt;Pra dar a você&lt;br /&gt;Fulorzinha tá no caminho&lt;br /&gt;E vai levar você&lt;br /&gt;Cravo, rosa miudinha&lt;br /&gt;Planto pra cheirar&lt;br /&gt;Deixo as flores no caminho&lt;br /&gt;Pra poder voltar&lt;br /&gt;Água, espinhos,&lt;br /&gt;O tempo todo que tenho&lt;br /&gt;Espero não ter mais lugar pra água nos meus olhos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-6969967068594695121?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/6969967068594695121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=6969967068594695121' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6969967068594695121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6969967068594695121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/06/presente-do-igor.html' title='Presente do Igor'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-6898971469952924770</id><published>2010-06-07T19:34:00.009-03:00</published><updated>2011-07-03T20:09:56.671-03:00</updated><title type='text'>Jornalismo e outras verdades</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TA751WbVHEI/AAAAAAAAAZ4/P_TTazzV_IQ/s1600/masque.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480592491505065026" src="http://3.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TA751WbVHEI/AAAAAAAAAZ4/P_TTazzV_IQ/s200/masque.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 200px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 150px;" /&gt;&lt;/a&gt;A leitura de notas policiais, presentes nos jornais diários, pode se transformar em um bom exercício de observação da tão defendida e apregoada objetividade jornalística. O assunto já foi bastante debatido e, se hoje ele é quase "senso comum" nas discussões acadêmicas, seja por aqueles que defendem a abordagem objetiva do fato quanto por aqueles que reconhecem a sua impossibilidade empírica, isso não torna o exercício menos interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DJ é assassinado a tiros dentro de bar em Diadema&lt;/strong&gt; (*)&lt;br /&gt;Um DJ foi assassinado a tiros após uma discussão em um bar no centro de Diadema, região metropolitana de São Paulo, por volta das 22 horas de domingo. Carlos Alberto Sabino, 40 anos, trabalhava no Bar Açaí, na Avenida Juarez Rios de Vasconcelos, nº 366.&lt;br /&gt;Segundo testemunhas, a briga começou quando Sabino pediu para um cliente que fumava dentro da casa apagar seu cigarro. Eles teriam discutido e o cliente, armado, disparou quatro vezes contra o DJ. Sabino morreu no local e o assassino fugiu. O crime foi registrado no 1º DP de Diadema.&lt;br /&gt;(*) nota divulgada em 07/06 pela Agência Estado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fato - ou ocorrência policial. Seu registro em forma de notícia. Local, dia e hora. Personagens envolvidos. Testemunhas. Motivos. Após a leitura, a sensação, quase uma certeza, de que foi exatamente assim que aconteceu. A nota não deixa dúvidas. Objetividade a serviço da transparência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Policiais atiram em adolescente que estava com arma de brinquedo&lt;/strong&gt; (*)&lt;br /&gt;Um adolescente de 14 anos foi baleado na noite deste domingo, após uma abordagem policial na Vila Mirim, em Praia Grande. Antes de ser alvejado ele teria sacado uma pistola de brinquedo. Um outro suspeito chegou a disparar uma arma, mas não foi detido. Com um terceiro homem, um ajudante, foi apreendida pequena porção de maconha.Três pessoas foram vistas, por volta das 22 horas, enquanto uma equipe da Polícia Militar trabalhava pela Avenida D. Quando os policiais foram abordar uma delas, o adolescente subiu em uma bicicleta e saiu. Foram ouvidos dois disparos por um terceiro rapaz. Na sequência, o adolescente jogou a bicicleta no chão e sacou o que aparentava ser uma arma de fogo. Um dos policiais atirou e acertou o braço direito do jovem, perto do ombro. Só então foi apurado que o objeto era de brinquedo. O menor foi levado aos PSs Quietude e Central. Ele foi medicado e liberado. No bolso da bermuda do ajudante foi achada uma pequena porção de maconha. Seu caso foi enquadrado no porte de entorpecente para consumo pessoal.&lt;br /&gt;(*) reportagem de Fernando Diegues, publicada em 07/06 no jornal A Tribuna)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fato - ou ocorrência policial - ganha complexidade. Mas o que foi exatamente que aconteceu?&lt;br /&gt;Uma bela crônica escrita por José Castelo examina justamente a dificuldade em se narrar uma simples ocorrência policial, para além de qualquer manual de jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O repórter de três cabeças (&lt;/strong&gt;*)&lt;br /&gt;Tenho 20 anos e acabo de me tornar repórter policial. O chefe de redação, Sr. Azevedo, me convoca para minha primeira reportagem. Numa favela carioca, moradores ateiam fogo a um homem, acusado de matar a pauladas o filho adolescente. O assassino, com braços e tórax derretidos pelo fogo, ocupa um leito de hospital público, mas não corre risco de vida. Na favela, o coração destruído, sua mulher vela o filho morto.&lt;br /&gt;Vou primeiro ao morro. É um crime pequeno, um episódio na vida de gente comum. No barraco, encontro apenas um velho fotógrafo de A Notícia que - com a frieza de um açougueiro experiente - escolhe as imagens mais repugnantes. "Meu marido é um cachorro" , a mulher grita. "Um bicho!" Olho o corpo do rapaz, lustroso como um boneco de cera, a cabeça enrolada em bandagens imundas, o rosto borrado por placas roxas. "Ele matou meu filho por nada", a mulher continua. "Matou como se fosse um rato".&lt;br /&gt;Encho-me de ódio. Ao chegar ao hospital para ouvir o assassino, pois as normas do jornalismo exigem sempre os dois lados das histórias, trago o espírito arreganhado. Largado em uma enfermaria obscura, o homem parece uma sombra de homem. Uma nódoa na paisagem. "Por que o Sr. fez isso?", pergunto, mal conseguindo encará-lo. O homem tem os olhos parados, como pérolas sujas esquecidas no fundo de uma gaveta, e não pára de tremer. Insisto: "Por quê?" Ele me olha e diz: "Ele me odiava porque eu sou só um lixeiro." Ergo a voz e, em tom de reprimenda, digo que isso não é motivo suficiente para matar.&lt;br /&gt;O homem suspira. Depois diz: "Ele roubava meu dinheiro e, enquanto eu carregava lixo, ia para a cama com minha mulher." Julgo ouvir um ruído vago, mas tenebroso, como se o teto da enfermaria começasse a desabar sobre mim. Não consigo dizer mais nada. Saio.&lt;br /&gt;Na redação, o Sr. Azevedo ordena: "Quero uma história violenta, que tenha início, meio e fim, pois precisamos de manchetes".&lt;br /&gt;Sento-me para escrever. O esquema clássico do noticiário policial me pede uma narrativa reta, em que haja uma vítima, um assassino monstruoso e uma viúva infeliz. Começo a escrever, mas não posso avançar. Sinto-me tonto. Vou ao banheiro e vomito. De volta, escrevo uma primeira versão, a mais neutra que posso imaginar, em que os vários pontos de vista se entrelaçam. Ofereço-a ao Sr. Azevedo. Ele lê e diz: "O que é isso, um boletim de ocorrência? Quero uma história coerente, e não um relatório".&lt;br /&gt;Volto para a máquina e escrevo, agora, três versões da reportagem. Ajo como um repórter que tivesse três cabeças. Na primeira, o homem é um cão danado que mata a pauladas um filho ingênuo e infeliz. Na segunda, é um homem fraco que enlouquece, manipulado pelo filho pervertido e pela mulher incestuosa. Tento uma terceira versão em que pai e filho são inocentes, fantoches nas mãos de uma megera.&lt;br /&gt;As três narrativas não cabem em uma história só e, no entanto, seria assim, na conjunção contraditória das três, que eu estaria mais próximo da verdade. Mas, eu descubro, ela é o que menos importa a meu chefe.&lt;br /&gt;O Sr. Azevedo, com o ar agastado, vem me cobrar a reportagem. "Nossa hora estourou" , grita. Fecho os olhos, misturo as três páginas datilografadas, sorteio uma delas e, sem ver o resultado, entrego-a. O Sr. Azevedo lê e diz: "Agora sim, a história faz sentido."&lt;br /&gt;Tomo o ônibus para casa. Levo no bolso as duas versões desprezadas. Amasso-as e jogo pela janela. Deixo que o vento do Aterro do Flamengo bata com força em meu rosto, castigando-me. Tento respirar, ainda sem sucesso, pois é como se uma rolha de decepção me trancasse o peito. Não tenho coragem de ler o jornal no dia seguinte. Até hoje não sei qual de minhas três versões foi publicada.&lt;br /&gt;(*) crônica publicada em O Estado de S. Paulo, em 5/8/97&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta à pergunta "o que aconteceu?", matéria-prima do jornalismo nunca é tão simples. Ou não deveria ser.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;A ideia por trás da objetividade do texto jornalístico é a garantia da verdade. Afinal, quanto mais objetivo o relato e menor a interferência de sujeitos sobre a realidade retratada, mais verdadeira é a notícia. Ou parece ser. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;No entanto, a verdade do fato em si – se é que é possível apreender este fato em sua totalidade – é confundida com a veracidade do relato. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A pretensa objetividade jornalística acaba por esconder, ou antes, inibir qualquer humanidade possível, seja da história presente no fato, seja do narrador. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A impressão é de que, quanto mais objetiva a notícia, mais desumanizada ela se torna. Conflitos e contradições humanas não têm espaço no relato jornalístico pautado pelo caráter absoluto da objetividade. A complexidade da vida, em sua realidade mais crua ou mais bela, deve caber nas seis questões fundamentais do lide. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;As notícias policiais são bons exemplos do manual jornalístico seguido à risca e do respeito ao princípio da objetividade. No entanto, essas notícias escondem histórias que nunca foram contadas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;Não estou lá (I'm not there, 2007), filme sobre Bob Dylan. Um homem: muitas vidas. Outro bom exercício de versões possíveis de uma verdade absoluta inalcançável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;object height="385" width="540"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oKnslk5VknA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt; &lt;embed src="http://www.youtube.com/v/oKnslk5VknA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="540" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-6898971469952924770?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/6898971469952924770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=6898971469952924770' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6898971469952924770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/6898971469952924770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/06/muito-alem-do-manual.html' title='Jornalismo e outras verdades'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nDDHqiGQnT0/TA751WbVHEI/AAAAAAAAAZ4/P_TTazzV_IQ/s72-c/masque.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-8740060928969756976</id><published>2010-06-06T09:06:00.005-03:00</published><updated>2010-06-06T09:18:12.959-03:00</updated><title type='text'>Loucos e Santos</title><content type='html'>Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.&lt;br /&gt;Têm que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.&lt;br /&gt;A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.&lt;br /&gt;Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.&lt;br /&gt;Deles não quero resposta, quero meu avesso.&lt;br /&gt;Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.&lt;br /&gt;Para isso, só sendo louco.&lt;br /&gt;Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.&lt;br /&gt;Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.&lt;br /&gt;Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.&lt;br /&gt;Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.&lt;br /&gt;Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.&lt;br /&gt;Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.&lt;br /&gt;Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.&lt;br /&gt;Não quero amigos adultos nem chatos.&lt;br /&gt;Quero-os metade crianças e outra metade velhice!&lt;br /&gt;Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.&lt;br /&gt;Tenho amigos para saber quem eu sou.&lt;br /&gt;Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Oscar Wilde&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-8740060928969756976?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/8740060928969756976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=8740060928969756976' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/8740060928969756976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/8740060928969756976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/06/loucos-e-santos.html' title='Loucos e Santos'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-5060079533096202676</id><published>2010-05-08T19:20:00.005-03:00</published><updated>2010-06-23T17:51:32.811-03:00</updated><title type='text'>Un peu de Français...</title><content type='html'>Vivi, Helena e eu. Música em francês. Palavras em francês. Beleza e risos. Um momento para guardar no coração.&lt;br /&gt;A música: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://vagalume.uol.com.br/patricia-kaas/il-me-dit-que-je-suis-belle.html/"target="_blank"&gt;Il me dit que je suis belle&lt;/a&gt;,&lt;/span&gt; de Patricia Kaas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Viennent les heures sombres&lt;br /&gt;Où tout peut enfin s'allumer"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-5060079533096202676?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/5060079533096202676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=5060079533096202676' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/5060079533096202676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/5060079533096202676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/05/un-peu-de-francais.html' title='Un peu de Français...'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6070269964682901073.post-7920956169357683872</id><published>2010-03-13T21:06:00.002-03:00</published><updated>2010-03-13T21:10:34.829-03:00</updated><title type='text'>Crítica ou resenha?</title><content type='html'>Na última aula de Jornalismo Online, descobri que não sei escrever crítica de cinema. Como assim? Eu, que adoro filmes, não sei escrever sobre eles? Escrever, até sei - ou acho que sei. Mas não é crítica, é resenha. A diferença? Boa pergunta! O choque da revelação e a urgência de ter que elaborar uma crítica em uma hora me fizeram fazer, sem saber exatamente como fazer.&lt;br /&gt;A título de ilustração, publico aqui a resenha e a crítica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6070269964682901073-7920956169357683872?l=cadernocriativo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/feeds/7920956169357683872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6070269964682901073&amp;postID=7920956169357683872' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7920956169357683872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6070269964682901073/posts/default/7920956169357683872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernocriativo.blogspot.com/2010/03/critica-ou-resenha_13.html' title='Crítica ou resenha?'/><author><name>Rose Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12644055868157585336</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
